sexta-feira, 27 de junho de 2014

Gelado de Banana (Saudável, Sem Lactose, Sem Glúten, Vegan, Sem Gordura Adicionada, Sem Açúcar Adicionado)


Quando era pequena achava-me bastante certa de que maracujá era a minha fruta preferida. Preferia-o a outras frutas, também por raramente o comer.
Um dia comprei uma arremessa de laranjas de meio quilo grandes, sumarentas e deliciosas, que me fizeram mudar definitivamente para o clube da laranja. Avizinharam-se uns tempos difíceis para o complexo eu-laranja, em que todas as laranjas saiam secas e nojentas e, apesar de agora já ter laranjas boas, a memória dos tempos tristes da nossa relação aliou-se fortemente ao facto de estas novas laranjas não serem tão boas, e assim se alcançou o fim de um capítulo bonito, apesar de triste.
Romeu e Julieta, o que é que é isso?
Seguiu-se depois a descoberta da combinação iogurte alpro soya natural + maçã Granny Smith (obrigatoriamente, as outras são farelentas e desenxabidas). E este delicioso conjunto forçou-me a incluí-lo todos os dias no pequeno-almoço, onde mergulho a maçã inteira num pote de meio litro de iogurte (pronto, talvez não exatamente.).
E depois chegou o gelado de banana.
*efeito sonoro* (preferencialmente tambores)
O gelado de banana chegou recentemente (este ano, claro, que já é paixão antiga) e abalou para sempre o mundo dos pequenos-almoços, destronando a maçã com iogurte e instalando-se no meu pequeno-almoço, misturado com outra coisa de que nunca consegui gostar de maneira ridiculamente deliciosa (para criar suspense... novidades no próximo post!) e deixando o iogurte e maçã para segundo plano.
Como como uma peça de fruta ao pequeno-almoço e outra de tarde, fiquei com um o dilema...
Laranja ou maçã?
Deixarei o final em aberto...

Com cobertura de brownie saudável (que levei só 10 segundos ao microondas) :)




Gelado de Banana (Saudável, Sem Lactose, Sem Glúten, Vegan, Sem Gordura Adicionada, Sem Açúcar Adicionado)
Para 2 pessoas

Ingredientes:

[  2 Bananas congeladas aos pedacinhos (pelo menos durante cerca de 10 horas)

Preparação:

| Colocar a banana num processador de alimentos, liquidificador ou varinha mágica (ler final do post).
| Processá-la. 
| Abrir o processador para raspar os lados do recipiente quando necessário.
| Triturar até que fique com uma consistência cremosa (de gelado).




Caso haja alguém que ainda não tenha feito isto, aconselho a que faça. Fica leve e areado, com um sabor fresco e leve a banana que não é nada enjoativo. É extremamente cremoso e delicioso. Parece mesmo gelado, é surpreendente! Também é muito fácil e rápido de fazer.
É bom simples mas, caso gostem, podem sempre juntar cacau ou, por exemplo, sei lá, manteiga de amendoim (mais ou menos uma colher de sopa mal cheia). Não sei se ainda confiam em mim em relação a coisas com manteiga de amendoim (acho que já se tornou claro que a minha opinião é facciosa...), mas fica incrivelmente bom.
A banana deve ser congelada de um dia para o outro, mas aguenta bastante tempo na arca (eu tenho sempre reservas no congelador...). Já fiz muitas vezes com a varinha mágica e também resulta bem, apesar de se notar alguma diferença na textura (fica mais denso) e de dar mais trabalho um bocadinho. Se quiserem fazer com a varinha mágica podem deixar a banana descongelar uns 5 minutos ou juntar um bocado de iogurte no início para não saltar tanto, mas resulta sem fazer nada disso. 
Convém que a banana não seja partida em pedaços muito grandes, para facilitar o trabalho ao processador, e ajuda se for congelada num recipiente em que as rodelas possam estar separadas para que não se colem, porque se se colarem quando congelam depois pode não caber no processador ou demorar mais tempo a processar.
Eu já faço isto há tanto tempo que não me lembro de onde é que vi a receita pela primeira vez, mas acho que a original é esta

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Informação Nutricional (por 1 dose média)
Energia: 105kcal 
Proteínas: 1.2g
Hidratos de Carbono: 26.9g
-       Dos quais açúcares: 14.0g
Lípidos: 0.0g
-          Dos quais hidrogenados0g
Fibra: 3.5g
Sódio: 1mg

     A informação nutricional engloba uma porção (neste caso, corresponde a 1 dose, 1 banana ou 1/2 da receita). Está sujeita a erro humano e a alguma imprecisão, mas deverá apresentar valores próximos do valor real. 
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domingo, 22 de junho de 2014

Pepitas de Manteiga de Amendoim (Vegan, Sem Lactose)


Há todo o tipo de viciados em fãs incondicionais de chocolate, o que se nota bastante em Portugal, onde a manteiga de amendoim é extremamente subvalorizada.
Particularmente, nunca fui grande fã de chocolate, apesar de não dizer que não gosto ou que é sobrevalorizado, mas é.
Além disso, há que relembrar que o chocolate 99% cacau, ainda que frágil, anda numa luta corpo-a-corpo renhida com a manteiga de amendoim (e estes dois anormais andam a sujar-me a cozinha toda com esta idiotice, que irritante).
De vez em quando até se conciliam e fazem uns peanut butter cups ou peanut butter chocolate [inserir nome aqui], mas até ganharem totalmente a minha atenção continuam a guerrilhar como duas criancinhas.
E de vez em quando, na eventualidade de uma vitória da manteiga de amendoim, é bom relembrar as caraterísticas deliciosas do chocolate 99% cacau.
Podes ter ganhado uma batalha, manteiga de amendoim.
Mas não ganhaste a guerra.

(Fria. Senão o chocolate derrete.)





Pepitas de Manteiga de Amendoim (Vegan, Sem Lactose)
Adaptado daqui
Para cerca de 125 pepitas grandes

Ingredientes:

[  2 colheres de sopa de manteiga de amendoim cremosa
[  3 colheres de chá de açúcar em pó (ou conforme necessário)
[  1 colher de chá de leite (vegetal ou não) (ou conforme necessário)
[  ½ colher de chá de extrato de baunilha

Preparação:

| Misturar bem todos os ingredientes.
| Uma pasta cremosa mas moldável deve ser obtida. Se estiver demasiado granulosa/sólida, juntar um pouco mais de leite, mas não mais de 1 colher de chá de cada vez, misturando e verificando a consistência antes de qualquer adição. Se estiver demasiado líquida, fazer o mesmo com o açúcar mas em doses menores (cerca de 1 colher de café).
| Formar bolinhas pequenas e colocar num tabuleiro forrado com papel vegetal. Também se pode usar uma boca de pasteleiro para tentar fazer pepitas mais tradicionais (ler fim do post).
| Levar ao congelador pelo menos até que estejam completamente sólidas e firmes.

| Transferir para um recipiente aermético e guardar no congelador.




A minha vontade repentina de fazer peanut butter chips foi um bocadinho forçada porque a loja que as vendia fechou (acontecimento traumático que também influenciou a criação dos peanut butter cups).
A receita é extremamente simples e até rende bastante, para além de que é uma experiência gira e não usa metade do frasco de manteiga de amendoim (requisito esssencial). 
Eu não tinha um saco de pasteleiro portanto fiz estas bolinhas totalmente apresentáveis. De qualquer das maneiras acho que nunca iriam ficar como as de compra ou bonitas o suficiente para pôr no topo de qualquer coisa. Podem ser usadas só no interior de doces/..., e a minha escolha até seria fazer isso mesmo e, só por cima, pôr as pepitas de compra - assim ficaria mais económico, mas igualmente bonito e bom.
Quanto ao sabor achei-as excelentes e muito semelhantes às industrializadas. Já experimentei pôr em scones e nuns muffins e posso dizer que fica mesmo, mesmo bom! Se estiverem quentinhos (saídos do forno ou até descongelados) as pepitas estão semi-derretidas (apesar de manterem a forma) e  também quentinhas... São grandes o suficiente para fazer mini explosões de sabor intenso a manteiga de amendoim (esta parte compensa o design tosco) que são reconfortantes e transformam completamente qualquer bolinho. 
(E comidas sem nada, diretamente do congelador, também são muuito boas. Propósitos de investigação...)

Nota: para alguns vegans o açúcar poderá não se enquadrar nos padrões alimentares auto-estabelecidos. A manteiga de amendoim contém açúcar, portanto pode estar igualmente excluída da dieta.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Cinnamon Rolls (Rolinhos de Canela)


Em teoria é tremendamente bom fazer pão que levede.
O cheiro leve a álcool que lembra o pão quente.
Deixar levedar a massa com um pano limpo e seco por cima e após 1 hora ficar contente como se fosse a primeira vez, só  porque massa dobrou de volume.
Não confundir um saco de 10kg de farinha nos ingredientes com um pacote de 1kg e não acabar com 3 litros de papa salgada.
Amassar a massa numa superfície enfarinhada quando ela está perfeita e completamente não-pegajosa e nem sequer ter de esfregar os pedaços secos e nojentos de pão cru que se colam à bancada.
Ter a massa com a consistência perfeita, e não ter de tirar pedaços dela das mãos e sujar o lavatório todo. Nem as maçanetas das portas. Nem o saco de farinha.
Formar os pães direitinhos, deixá-los levedar num sítio quente (nesta altura arranja-se demais), onde vão crescer imenso e não ficar assapados.
Saborear o pão quentinho e perfeitamente descolável do papel vegetal.
Congelar os pães que sobraram e rezar para que acabem depressa, porque é quase uma tortura saber que se tem de gastar aquelas pedras baixinhas e mal amanhadas com um sabor estranho, amargo e manhoso .
Pronto, já tive más experiências com o pão caseiro.
Mas estes «rolos de canela» (português, porque é que às vezes és tão esquisito?) são o meu pão de sucesso. Tem uma massa agradável, são fáceis de amassar e, melhor do que tudo, ficam deliciosos.
Acho que fiquei com vontade de fazer pão...





Cinnamon Rolls (Rolinhos de Canela)
Adaptado daqui
Para 30 rolinhos (2 tabuleiros)

Ingredientes:

Para os rolinhos de canela:
[  240ml de água
[  2 colheres de chá bem cheias + 110g + 330g de açúcar
[  15g de fermento de padeiro seco
[  120ml de leite (de preferência gordo)
[  50g + 50g de margarina
[  1 pitada de sal fino
[  2 ovos L
[  200g + 400g + 200g de farinha (ou conforme necessário)
[  1 colher de sopa de óleo vegetal
[  2 colheres de chá de canela

Para a cobertura de queijo creme:
[  110g de queijo creme para barrar (à temperatura ambiente)
[  50g de margarina
[  1/2 colher de chá de extrato de baunilha
[  150g de açúcar em pó

Preparação:

Rolinhos de canela:
| Aquecer a água. Deve estar quente, mas a uma temperatura que permita manter um dedo mergulhado durante 10 segundos.
| Colocar num recipiente grande e juntar as 2 colheres de chá de açúcar e o fermento.
| Num tacho, colocar o leite e 50g de margarina e levar a lume brando até a manteiga derreter e a mistura estar quente (mas não muito quente). Retirar do lume.
| Adicionar, no tacho, 110g de açúcar e o sal.
| Transferir para o recipiente com o fermento, juntando também os ovos e 200g de farinha e misturar.
| Acrescentar 400g de farinha e incorporar. A massa deve ficar moldável (para amassar e, mais tarde, formar os rolos), mas não seca demais - eu precisei de juntar mais 200g de farinha, mas pode variar.
| Enfarinhar uma superfície e colocar nela a massa. Amassar durante cerca de 10 minutos; deve ficar elástico e macio. Eu vou acrescentando farinha na bancada até atingir o ponto que quero.
| Numa "bacia" grande e limpa, colocar o óleo. Rodá-la de forma a espalhar pela base e cantos o óleo.
| Pôr a massa trabalhada no recipiente untado, formando uma bola, e virá-la para que o óleo cubra toda a superfície.
| Tapar com um pano seco e deixar num sítio quente e sem correntes de ar* até dobrar de tamanho (cerca de 1 hora).
| Pressionar com as mãos para retirar parte do ar.
| Enfarinhar um balcão e, nele, dividir a massa em 2 porções.
| Estender cada uma das porções, formando retângulos com cerca de 46cm de comprimento e 23cm de largura.
| À parte, misturar o resto do açúcar (330g) com a canela.
| Untar dois tabuleiros (usei um quadrado com 25x25cm e um redondo com 24cm de diâmetro; com fundo amovível é mais prático).
| Derreter os restantes 50g de margarina e pincelar um dos retângulos com ela.
| Imediatamente após pincelar a massa, polvilhar com metade da mistura de açúcar (a margarina tem de estar quente, senão o açúcar não se "prende" bem).
| Enrolar o retângulo, de modo a formar um rolo com 46cm de comprimento. Selar bem o extremo a todo o comprimento do rolo, fundindo-o com este para que não se abra.
| Repetir o procedimento com o a outra metade da massa.
| Cortar cada rolo em cerca de 15 fatias com aproximadamente 3cm de espessura e dispô-las (deitadas, com a parte cortada para cima) nos 2 tabuleiros untados.
| Cobrir com um pano seco e deixar levedar durante mais 1 hora (deve dobrar de tamanho de novo), num local quente e sem correntes de ar*.
| Levar ao forno pré-aquecido a 180º graus durante aproximadamente 25 minutos (até estarem cozidos e dourados).

* Deixo levedar no forno desligado pré-aquecido a 50ºC.

Cobertura de queijo-creme:
| Com uma batedeira elétrica, bater o queijo creme até que esteja leve e cremoso.
| Acrescentar a margarina e a baunilha, continuando a bater.
| Peneirar para a mistura o açúcar em pó e bater mais um pouco, até que o creme tenha a consistência desejada (deve estar cremoso, sem grumos).
| Distribuir uniformemente por todos os rolos, cobrindo-os ainda quentes e nos tabuleiros.




Recebi críticas muito positivas! 
A cobertura é teoricamente dispensável, mas aconselho imenso . Ficava sempre reticente quanto a usar queijo em sobremesas (e até perguntei a várias pessoas se tinham a certeza de que era mesmo queijo e não um qualquer não vendido cá) antes de experimentar cheesecake ou isto, mas fiquei maravilhada com esta cobertura: cremosa, levemente pegajosa e sem saber a queijo. Pensei que fosse mais líquida, mas a textura um pouco espessa ficou deliciosa... É um complemento perfeito para estes rolinhos! É doce, mas não demais, e não é enjoativa porque é apenas a cobertura.
O «recheio» de canela é surpreendentemente bom para uma coisa tão simples, com aquele granulado do açúcar meio derretido e o aroma a canela enriquecidos por alguma manteiga. Lembra-me a cobertura de açúcar das bolas de Berlim na praia...
Os rolinhos em si também estavam muito bons: fofos, leves, a saber a canela mas não demais...
A combinação dos 3... é perfeita! Nunca pensei que estes bolinhos que estavam na minha lista há tanto tempo pudessem ser tão bons (a sério, não conseguia ver o que os tornava tão especiais). Definitivamente, a repetir!

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Manteiga de Sementes de Girassol (Saudável, Sem Glúten, Vegan, Sem Lactose, Sem Adição de Açúcares)


Para desanuviar do tema «Manteiga de Amendoim», que vem à baila de cada vez que eu penso escrevo sobre manteigas de oleaginosas, vou-me esforçar por fazer um pequeno relato da minha relação com as «pipas».
Eu adoro pipas; para além de me lembrarem das férias (que é quando as como, e onde existem as melhores), passadas e futuras, há alguma coisa em descascar comer pipas e jogar às cartas que grita «Verãããão!» (baixinho, que se não os vizinhos resmungam...).
Ficar com os dedos inchados e salgados de tanto descascar enquanto se acaba por comer 10g de pipas pode parecer chato, mas é extremamente divertido, garanto-vos... E as «Sementes de Girassol» (pipas, modernices!) sabem mil vezes melhor se forem descascadas à mão... A sério!
(E ainda há quem as decida estragar e caramelizá-las, blasfémia!)
Claro que ninguém é masoquista para estar a descascar imensas pipas e fazer manteiga com elas, mas esta manteiga é simplesmente o sabor das pipas (descascadas á mão!) em forma de pasta.
E sim, é deliciosa.






Manteiga de Sementes de Girassol (Saudável, Sem Glúten, Vegan, Sem Lactose, Sem Adição de Açúcares)
Adaptado daqui
Para cerca de 470g de «manteiga»

Ingredientes:
| 450g de sementes de girassol
| 3 colheres de sopa de óleo de coco (ou vegetal) (aproximadamente)
| Adoçante (xarope, mel, açúcar ou artificial) (opcional) (a gosto)
| Sal fino (a gosto)

Preparação:
[  Espalhar as sementes num tabuleiro forrado com papel vegetal e levar ao forno pré-aquecido a 170 graus até que estejam douradas e tostadas (cerca de 15 minutos).
[  Transferir as sementes para um processador de alimentos grande e processar, parando a máquina e raspando os lados do recipiente com uma espátula quando necessário.
[  Primeiro forma-se uma espécie de farinha; assim que começar a ficar mais pastoso e formar aglomerados, adicionar o óleo.
[  Continuar a processar; deve com uma consistência de «pasta» e relativamente  líquida. Juntar mais algum óleo se necessário.
[  Prosseguir durante mais uns minutos.
[  Parar o processador.
[  Acrescentar os ingredientes opcionais, se desejados (mel, açúcar ou xarope, sal).
[  Para ficar um pouco mais cremosa, pode-se ainda triturar com uma liquidificadora ou uma varinha mágica até adquirir a consistência pretendida.




Gostei muito! Ficou com uma textura muito boa e em tostas fica deliciosa, com um sabor a sementes de girassol torradas muito agradável. Lembrei-me das pipas assim que experimentei!
Não desistam enquanto está a ser processada porque demora algum tempo a libertar o óleo. Provavelmente fazer só com a varinha mágica também resulta, mas deve dar mais trabalho. 
Se não forem muito fãs do sabor das sementes simples, podem sempre juntar algum adoçante e sal. Eu achei que ficou boa ao natural, mas misturei isso em parte e também me agradou. 
Guardei num tupperware (no frigorífico) e aguentou bastante tempo, cerca de um mês ou mais.

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Informação Nutricional (por 100g)
Energia: 600kcal 
Proteínas: 19.6g
Hidratos de Carbono: 18.9g
-       Dos quais açúcares: 2.5g
Lípidos: 54.2g
-          Dos quais hidrogenados0g
Fibra: 8.1g
Sódio: 8mg

     A informação nutricional engloba uma porção (neste caso, corresponde a 100g ou aproximadamente 1/5 da receita). Está sujeita a erro humano e a alguma imprecisão, mas deverá apresentar valores próximos do valor real. Para um produto sem glúten cada um dos ingredientes deve ser verificado devido à possibilidade de contaminação. Para que seja vegan o mel não é opção.
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sexta-feira, 6 de junho de 2014

Crepes de Polvilho Doce (Crepioca) (Saudável, Sem Glúten, Sem Açúcar Adicionado, Sem Gordura Adicionada, Sem Lactose)


Como é possível reparar pelas receitas que já tenho por aqui, eu complico sempre as coisas.
«Olha um bife recheado tão simples de fazer! Vou passar o refogado para fazer um molho, e talvez um bocado de molho de tomate... pimentos também não faziam mal... se calhar um molho de tomate também dava uma corzinha... e sumo de limão, se calhar...»
«Olha estes queques tão simples! E rápidos de fazer. Deixa-me só usar três tipos de farinhas diferentes... Uma colherzinha de gérmen de trigo também ia, não? E talvez umas sementes... Ok, dez tipos diferentes de sementes, sim, parece-me mesmo bem!»
«Que granola tão porreira! Vou fazer esta receita. Deixa-me só munir-me de todos os tipos de frutos secos, sementes, cereais (e até umas passas!) que tenho na despensa e deitar um bocadinho de cada.»
«Hum, apetece-me panquecas. Vou fazer umas agora para o pequeno-almoço, quentinhas, já que também é hora de almoço tarde e não vou almoçar. Estou mesmo cheia de fome, por isso esta receita rápida é mesmo o que eu quero! Mas talvez só se substituir metade do óleo por óleo de coco... ou um bocadinho de iogurte... ou leite... os três! Sim, que boa ideia! *estômago a roncar*. Já agora, a frigideira é um bocadinho inclinada e por isso é melhor fazer uma panqueca de cada vez.»
E estes são alguns exemplos das minhas ideias geniais. Geralmente nem demoram assim tanto tempo, porque já tenho as farinhas todas à mão, mas ver uma lista enorme de ingredientes NÃO é muito encorajador quando quero repetir. Quando escrevo a receita reparo que não é muito apelativa, apesar de poder não ser tão trabalhosa como parece porque basta pôr os ingredientes.
Esta é, ainda assim, uma receita que se salvou das minhas mãos manchadas de sangue histórico de expansão de ingredientes.
Só têm 4 ingredientes (e inicialmente até só tinha três, mas tenho de me habituar aos poucos, certo?), é extremamente rápida de fazer (basta-me acordar 5 minutos mais cedo) e só suja uma taça, um garfo, uma colher de chá e uma colher de sobremesa. 
Estes crepes têm sido as minhas papas de aveia (sinónimo de pequeno-almoço) nos últimos tempos, e são mesmo deliciosos. 
Não é preciso preocuparem-se, as papas de aveia são uma paixão para a vida. Mas estes crepes também são capazes de ter um espacinho no meu coração estômago.






Crepes de Polvilho Doce ("Crepioca")
Adaptado daqui
Para 1 crepe

Ingredientes:

[  1 ovo
[  1 colher de sopa de polvilho doce (podem substituir por azedo)
[  1/3 de colher de chá de fermento
[  2 colheres de sopa de leite (vegetal ou outro)

Preparação:

| Bater o ovo com um garfo.
| Juntar o polvilho doce e bater bem. É normal que se formem grumos, mas batendo um bocadinho fica novamente homogéneo.
| Juntar o fermento e bater.
| Juntar o leite e bater novamente.
| Deitar a massa numa frigideira anti-aderente consideravelmente larga a lume médio (se necessário tirar a frigideira do lume durante um bocado para espanhar a massa, rodando a frigideira).
| Virar (Pouco depois de aparecerem bolhas, demora pouco tempo. É muito fácil de virar, não se desfaz).



Às vezes como com chocolate 85% (parto o chocolate aos bocadinhos e, depois de o virar, junto ao crepe ainda na frigideira, espalho e só quando derreter tiro o crepe) e fica delicioso! Tem uma textura incrivelmente fofa e não sabe a ovo. Cheira tremendamente bem e descolá-lo da frigideira/virá-lo é ridiculamente fácil (acordei com vontade de usar advérbios de modo). Adoro mesmo e é muito simples de fazer! Já fiz cerca de 40 vezes (sim, aindei a contar - queria ver se chegava às 50 antes de publicar mas dentro da data do passatempo, mas não deu!).
Também dá para acompanhar com coisas salgadas. Eu já fiz algumas vezes com atum, mas acho que vou pôr isso num post separado porque nem as palavras atum e chocolate ficam bem no mesmo post, quanto mais as fotos... E quero ter a oportunidade de postar as fotos dos dois!
Com esta receita fico eternamente grata à Saudável como um Pêro e participo no desafio «Há Vida Para Além da Massa de Atum (desafio #2)» dos blogs «A Cozinha da Ovelha Negra» e «Coisas e Coisinhas» (para me redimir por me ter esquecido completamente da última vez), cujo tema é «Época de exames: para estudantes sem tempo e sem vontade, mas com muito apetite». A parte do tempo e vontade é bem cumprida (são muito fáceis e rápidos de fazer!), para a parte do apetite é só aumentar a dose, não há problema! 
Editado: Tenho continuado a saga da crepioca e, tendo feito ainda mais vezes, descobri que prefiro comer o crepe frio (fica com uma textura mais fofa) e com queijo fresco, fica delicioso! Adoro mesmo, ainda é melhor do que com chocolate preto (imaginem!). Não tenho parceria nem nada, mas os únicos queijos frescos de que gosto e que acho que não têm um sabor manhoso (que todos pareçem ter!) são os da marca croisés (marca guia do E Leclerc) e os da marca Pingo Doce. Gosto mesmo desses, mas isso é uma questão de gosto, claro.
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Informação Nutricional (por 1 crepe de 70g)
Energia: 112kcal 
Proteínas: 6.0g
Hidratos de Carbono: 11.6g
-       Dos quais açúcares: 1.3g
Lípidos: 4.6g
-          Dos quais hidrogenados: 0g
Fibra: 0g
Sódio: 68mg

     A informação nutricional engloba uma porção (neste caso, corresponde a 1 dose, 1 crepe, 70g ou a totalidade da receita). Está sujeita a erro humano e a alguma imprecisão, mas deverá apresentar valores próximos do valor real. Para um produto sem lactose o leite terá de ser desprovido desta, podendo ser leite de vaca alterado ou simplesmente leite vegetal.
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domingo, 1 de junho de 2014

Éclairs de Café com Cobertura de Chocolate


Há sempre aqueles bolos de tradição. Aqueles bonitos que se estendem ao longo de prateleiras frigoríficas, com cremes amarelinhos e açúcar em pó. Aqueles que estão tão enraizados nas memórias de cada um e na tradição que é demasiado arriscado tentar replicar, porque ganha a certeza de que é impossível sair assim... Porque há tantas variações, tantas receitas, que é difícil acertar. Porque os sites que têm as fotografias mais apetitosas são duvidosos.
(É uma pena quebrar o romantismo, mas é um fator determinante.)
Ainda é pior quando são coisas assim. Um bolo pode sair mais denso mas comestível, mais doce mas tolerável... Mas quando há características essenciais, nomeadamente, sei lá, no caso de um bolo totalmente hipotético que tem de de crescer e ficar oco, e se lê sobre como um monte de gente não teve sucesso a fazer... Acho que foi só por teimosia que fui para a cozinha e me aventurei numa das 20 receitas que tinha guardado. Ainda assim, tinha a certeza de que ia ter de aprimorar os calhaus que dalí resultassem.
Ou não.





Éclairs de Café com Cobertura de Chocolate
Base dos éclairs adaptada daqui, molho de chocolate adaptado daqui
Para 22 éclairs pequenos

Ingredientes:

Para os éclairs:
[  110g de manteiga 
[  240ml de água
[  1 colher de chá de açúcar
[  1/2 colher de chá de sal fino (omitir se se usar manteiga com sal)
[  145g de farinha 
[  4 ovos L (à temperatura ambiente)
[  1 clara de ovo (se necessário)

Para o creme de café:
[  600ml de natas para bater (de preferência uma marca que resulte)
[  4 colheres de sopa de açúcar (ou a gosto)
[  2 1/2 colheres de chá de café em pó instantâneo (ou a gosto)

Para a cobertura de chocolate:
[  200g de chocolate negro 
[  1 colher de sopa de margarina
[  2 colheres de sopa de açúcar
[  150ml de natas

Preparação:

Éclairs:
| Pré-aquecer o forno a 220 graus.
| Forrar 2 tabuleiros (de preferência não pretos) com papel vegetal. Com uma régua e um lápis, traçar em cada tabuleiro 2 filas de 5 linhas parelas com 8cm de comprimento, distribuindo-as de modo a deixar o máximo de espaço entre cada uma. Virar a folha ao contrário.
| Cortar a manteiga em pedaços pequenos (com cerca de 1 centímetro de lado).
| Num tacho médio-pequeno, juntar a manteiga, a água, o açúcar e, se necessário, o sal.
| Levar ao fogão, a lume médio. 
| Retirar assim que ferva (a manteiga deve estar completamente derretida). 
| Retirar do calor e juntar a farinha toda de uma vez, misturando rapidamente com uma colher de pau.
| Devolver ao lume, desta vez médio-alto.
| Deixar cozinhar sem parar de mexer, durante cerca de 3 minutos. Deve formar-se uma película de massa agarrada no fundo do tacho, e o resto mistura deve descolar-se da panela.
| Transferir para o recipiente da batedeira. 
| Bater na velocidade mínima da batedeira elétrica durante 1 minuto.
| Deixar arrefecer durante uns minutos.
| Bater de novo durante uns segundos na velocidade mínima.
| Aumentar para a velocidade média.
| Juntar um ovo de cada vez, batendo muito bem entre cada adição (cada um dos ovos deve estar completamente incorporado antes da adição seguinte).
| A massa deve formar, após o toque rápido de um dedo, um pequeno "pico". Se tal não acontecer, bater levemente a clara opcional com um garfo e juntar aos poucos, sem parar de bater, até que o faça.
| Colocar a massa num saco de pasteleiro (com boca circular; para alternativa ver fim do post) e, nas linhas desenhadas ao longo dos tabuleiros, dispôr a massa em linhas espessas para formar os eclairs. Se necessário, alisar com um dedo húmido.
| Levar ao forno pré-aquecido durante 10 minutos, sem o abrir.
| Reduzir a temperatura do forno para 180 graus e deixar durante mais 25-30 minutos, até que os éclairs estejam dourados.
| Colocar numa grade até que arrefeçam completamente.

Creme de café:
| Levar as natas ao congelador durante 10 minutos, assim como o recipiente da batedeira.
| Bater as natas com uma batedeira elétrica até que estejam volumosas e leves.
| Acrescentar o açúcar e o café e envolver.
| Deixar que o café se dissolva.
| Provar e, se necessário, adicionar mais café ou açúcar.

Molho de chocolate:
Nota: prefiro fazer isto após os ter recheado com o creme
| Partir o chocolate em pedaços bem pequenos.
| Num tacho, colocar a margarina e o chocolate.
| Levar a lume brando, mexendo sem parar até que o chocolate derreta.
| Sem desligar o lume, adicionar o açúcar e misturar bem.
| Acrescentar as natas e continuar a mexer até que esteja cremoso e brilhante.

Montagem:
| Fazer um pequeno buraco na extremidade de um éclair.
| Encher o saco de pasteleiro com o creme.
| Introduzir a boca do saco de pasteleiro na abertura e rechear o éclair, verificando se está cheio.
| Mergulhar o topo no molho de chocolate, escorrer e colocar numa grade.
| Repetir o procedimento com todos os bolinhos.
| Quando o chocolate estiver sólido, transferir para um tabuleiro e refrigerar (de preferência durante algumas horas).




Gostei imenso desta receita. Já a fiz duas vezes (duas fornadas seguidas, sem cozinhar mais nada entre elas) e não tive qualquer problema. É fácil, simples e deliciosa!
Apesar de normalmente ser aconselhada manteiga sem sal, usei manteiga com sal e omiti o sal (por não ter a outra), e gostei dos resultados. Sinceramente até acho que podia comer os éclairs vazios, porque ficam fofos, leves e muito saborosos! 
(Pronto, por acaso até fiz isso.)
Fiquei mesmo fã, e agora estou bastante entusiasmada para me aventurar nos éclairs. Note-se que até já criei uma etiqueta só para eles. Isto é apenas o começo. 
Da segunda vez sei uma saca de plástico com a ponta cortada para formar os éclairs antes de levar ao forno. É um bom substituto para o saco de pasteleiro. Eu comprei um para o propósito (nunca usei), mas tive de o usar sem boca porque eram todas muito finas (queria mesmo um saco de pasteleiro de jeito...). A estratégia do saco tem a fantástica vantagem de se poder deitar fora no fim (menos uma coisa para lavar). Para o recheio não é tão prático. 
A cobertura de chocolate também me surpreendeu positivamente, encaixa perfeitamente, solidifica bem e até fica bonita. Como me sobrou, guardei no frigorífico e  da segunda vez voltei a usar (derreti ao lume). 
O creme é a coisa mais básica que há, mas não tive tempo para mais. Apesar de simples, é um clássico! É muito bom, com um sabor forte a café e uma textura cremosa. Não querendo fazer publicidade, as natas da Mimosa parecem leite e as da Agros é que são boas. Ou de outras marcas, ainda só experimentei estas (comprei as 2 e fiquei grata para todo o sempre à segunda opção marca). Quando tiver mais tempo vou repetir e talvez faça um creme mais elaborado, para ver a diferença.
Fiz os de café em vez dos clássicos porque são os melhores, mas também hei-de fazer de chocolate, de baunilha e outros!

Boa semana!


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