segunda-feira, 30 de março de 2015

Ghee (Manteiga Clarificada*) (Saudável, Paleo, Whole30-Approved, Sem Glúten, Sem Lactose**)


*Ghee não é sinónimo de manteiga clarificada; é um «subtipo». Ao fazer ghee deixa-se aquecer durante mais tempo, para remover o conteúdo em água e tostar os sólidos do leite (acumulados no fundo da panela), o que não acontece necessariamente na manteiga clarificada, pelo que o ghee tem um cheiro diferente (a caramelo) e uma cor mais escura.
**A manteiga contém já de si pouca lactose, e o processo que produz ghee elimina a maior parte dela, por isso no geral quem é intolerante à lactose podem consumir ghee. No entanto, e apesar de as quantidades de lactose nesta serem mínimas, se forem fortemente intolerantes podem desenvolver alguma reação.

Apesar de não ser intolerante à lactose, nunca consumi muitos produtos lácteos. Não gosto leite e acho que tem um cheiro desagradável, e já passei inclusivé por uma altura em que praticamente só comia iogurtes de soja.
Ainda assim antes de começar o whole30 consumia ainda alguns derivados: queijo fresco, delicioso com a crepioca, queijo fresco batido, cujo sabor acho muito agradável, e quark, a 8ª maravilha do mundo (9ª, se tivermos em consideração manteiga de caju). Nunca tive nenhuma reação menos boa a produtos lácteos e por isso também não via necessidade de removê-los por completo.
Agora que não tenho consumido esses produtos não acho extremamente difícil afastar-me deles; de resto, faço 3 refeições que, como são ao estilo de jantares ou almoços, não requerem produtos lácteos, e se precisar de algum molho do género basta substituir por creme ou leite de coco, que fica melhor ainda.
Acho que um dos produtos derivados do leite que menos uso ou usava é a manteiga. Usava quase unicamente para fazer bolos e nunca foi meu hábito usá-la para cozinhar.
Arranjar gorduras para cozinhar no Whole30 também não é demasiadamente difícil; é permitido o azeite, o que torna cozinhar no Whole30 canjinha para qualquer português que se preze. Pode-se usar até óleos vegetais, embora sejam desaconselhados e eu opte por não o fazer. Para quem prefira utilizar gorduras mais estáveis a altas temperaturas, há duas opções: o óleo de coco e o ghee.
O óleo de coco tem um leve toque a coco, mas não se nota nos cozinhados e resulta bastante bem na maior parte deles. No entanto, é relativamente caro, o que o torna inviável para cozinhar todos os dias.
O ghee pode fazer-se em casa ou comprar em certas lojas; eu opto pela primeira porque não tenho nenhuma loja perto de mim que a venda e não tenho a certeza quando à «segurança» da que se vende.
Além disso, assim posso pô-la em frascos de Nutella.
E toda a gente sabe que as coisas sabem melhor de frascos de Nutella.




Depois de arrefecer solidifica, dependendo da temperatura.
Ghee (Manteiga Clarificada*) (Saudável, Paleo, Whole30-Approved, Sem Glúten, Sem Lactose**)
Adaptado daqui
Para 150-200g de ghee

Ingredientes:
[  250g de manteiga gorda, preferencialmente biológica

Preparação:
| Colocar a manteiga num tacho e levar a lume médio-baixo até derreter.
| Quando derreter, diminuir o lume para o mínimo (a manteiga deve ferver sem fritar, logo a temperatura tem de ser baixa).
| Quando a manteiga começar a ferver irá formar-se uma espuma na superfície. Ir retirando essa espuma com uma colher/escumadeira, descartando-a.
| Assim que se deixe de formar essa espuma, passados 30 minutos a 1 hora, aumentar o lume para médio-baixo e deixar tostar os sólidos que se encontram no fundo da panela. Deverá demorar 5-10 minutos.
| Deixar arrefecer durante algum tempo e coar para um recipiente de vidro por um filtro de café. 



Versão sólida.

Se deixarem tostar os sólidos, o ghee vai ter um cheiro leve e delicioso a caramelo, devido à lactose (açúcar) queimada - faz lembrar imenso a base do cheesecake que costumo fazer, adoro! Quase (quase!) que apetece comê-lo à colherada. Eu nunca acreditaria que cheira bem porque, sei lá, é manteiga e a manteiga cheira mal, mas é mesmo aromático. Pode ser mantido à temperatura ambiente e dura bastante tempo.
Apesar de soar a coisa ligeiramente difícil, é bastante simples de fazer e, tal como a cebola caramelizada, demora algum tempo mas não precisa de constante supervisão. Basta ir retirando a espuma que se forma à superfície.
(Ainda não experimentei fazer exercício com ghee ao lume, mas aposto que também resulta.) 
A ghee é bastante estável a altas temperaturas, portanto é indicada para alguns tipos de cozinhados. Como podem concluir pela informação nutricional, a ghee consiste basicamente em gordura, tendo sido removida a maior parte da caseína, lactose, etc.
Eu gosto imenso de usar ghee para cozinhar. Tem um cheiro muito agradável mesmo (gosto muito, não sei se já deu para reparar) e os cozinhados ficam muito saborosos... É uma opção relativamente barata (comparando a óleo de coco, por exemplo) de gordura para cozinhar, e no que depender de mim vou usar muitas vezes! Receitas aqui brevemente ;)

PS: Tenham cuidado e não, sei lá, se distraiam e  despejem o ghee quente num coador de plástico, que até pode ser o único que têm em casa, com um pano para coar. Isto num campo meramente hipotético construído unicamente com o propósito de vos avisar, obviamente. ;) 


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Informação Nutricional (por 100g)
Energia: 876kcal 
Proteínas: 0g
Hidratos de Carbono: 0g
-       Dos quais açúcares: 0g
Lípidos: 99.5g
-          Dos quais hidrogenados: 4g
-     Dos quais saturados: 61.9g
Fibra: 0g
Sódio: 0mg

     A informação nutricional engloba uma porção (neste caso, corresponde a 100g ou cerca de 1/2 da receita). Está sujeita a erro humano e a alguma imprecisão, mas deverá apresentar valores próximos do valor real. 
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domingo, 29 de março de 2015

Whole30 - Sugestões de Refeições + Estrutura de Refeições Aconselhada


Geralmente os pratos que faço estão divididos de forma clara e seguem determinada «estrutura»: proteína, vegetais crus, vegetais cozinhados, gordura e hidratos de carbono (fruta, geralmente). «Construo» as refeições segundo as regras do whole30, que podem consultar neste pdf.
Vou mostrar alguns exemplos disto através de... mais fotos das minhas refeições! Eu sei, é um prazer da vossa parte.

Começando pelo pequeno-almoço de hoje (reparem na qualidade, isto é quase na hora):

Pequeno-Almoço da Avelã no presente Domingo
Fruta: Kiwi, laranja 
Proteína: Hambúrguer de frango + hambúrguer de vitela. Foi a primeira vez que usei um hambúrguer de frango assim... Pedi no talho (100% carne) e já tenho alguns no congelador. Dá imenso jeito, é só aquecer o grelhador e colocar lá o hambúrguer (congelado ainda) temperado com sal... Mais prático não há. 
Vegetais crus: Salada e tomate cherry (que é mais uma fruta, mas passemos à frente).
Gordura: Coco
Vegetais cozinhados: Salteado de repolho, cenoura e cebola - Adoro! Desde que experimentei que não quero outra coisa, fica incrivelmente bom :D Nem dá para acreditar que são só couves (e azeite. E vinagre. E sal.)...
Estava MUITO bom. 

Seguinte:

Eu sei que a manteiga de caju fica estranha, mas é tão boa!

Fruta: Banana + Physalis
Gordura: Manteiga de caju (óbvio! O que seria da banana sem manteiga de caju? :P)
Vegetais crus: Tomate (sim, já sei!)
Vegetais cozinhados: Pimentos padrão
(Numa nota aparte, os pimentos padrão são extremamente deliciosos. Estou ansiosa por ir a Espanha para ter daqueles que se comem como se joga ao totoloto, a rezar para que não saia um tão picante que derreta os nossos olhos.)
Proteína: Omelete, duas fatias de presunto. Este presunto só tem carne e sal, um dia faço um post com produtos deste género... É muito bom, dos melhores que já provei (mas não sou expert) :)

E por último:

Por favor deixar passar o facto de haver um vento misterioso que põe o meu pano a parecer uma bandeira hasteada...
Fruta: Physalis + banana, desta feita sem manteiga de caju. Pronto, assim também é boa :P
Gordura: Coco (adoro coco e adoro partir cocos, é tão divertido).
Proteína e Vegetais Cozinhados (alho francês): Pescada à brás deliciosa + Ovos de Codorniz
Vegetais crus: Salada e Tomate-Maracujá (faz juz ao nome!), patrocinados guylian.

E era mais ou menos isto que eu queria partilhar. Se tiverem alguma dúvida sobre o whole30 ou alguma receita não hesitem em enviar um e-mail para cremedeavelablog@gmail.com - eu adoro receber os vossos e-mails :D

sábado, 28 de março de 2015

Patê de Atum e Abacate (2 ingredientes) (Paleo, Whole30-Approved, Saudável, Sem Glúten, Sem Lactose)



Acho que já toda a gente em algum ponto da sua vida chegou a pensar alguma coisa como: «Olha, tenho de almoçar no centro comercial... Mas quero alguma coisa saudável e leve. Vou ali à Casa das Sandes comer uma baguete de meio metro com atum e (2 quilos de) maionese. Mas peço pão de sementes, que faz bem à saúde.»
(Nota: se pedirem pão de sementes, e como é rejeitado pela maioria das pessoas, eles põe-no no forno na hora e daí a 10 minutos têm uma sandes com pão quente delicioso. Just saying.)
Quando era mais pequena ainda jantei algumas vezes nesse tipo de cadeias, e devo dizer que gostava bastante das sandes incluídas numa vasta variedade que costumava pedir (frango com maionese ou atum com maionese. Não se espantem com a minha capacidade de inovação.). 
Agora que, obviamente, não posso comer sandes quando vou ao centro comercial, o meu novo melhor amigo é o Vitaminas. Este não tem taaantas opções de ingredientes que sejam whole30 compliant quanto isso, mas é o melhor que se arranja, já que de resto é tudo à base de pão, massa e batatas (porque é que este mundo é tão carb-dependant?!). Restaurantes que tenham salmão são tããão melhores!
Continuando, recentemente (há 13+ dias) voltei à casa das sandes e não achei as sandes nada de especial. Eram boas, mas não tão boas como me lembrava.
Foi a maior desilusão com pastas de atum e maionese da minha vida. E olhem que já tive muitas.
No entanto, há males que vêm por bem: e foi nessa máxima que pensei quando provei pela primeira vez esta deliciosa pasta de atum, melhor do que qualquer uma que já tenha alguma vez provado... Mesmo em lembranças.
(não pensei nada, mas vamos ignorar isso por motivos de conveniência textual... :P)   





Patê de Atum e Abacate (2 ingredientes)  (Paleo, Whole30-Approved, Saudável, Sem Glúten, Sem Lactose)
Para 1 pessoa

Ingredientes:
[  1 lata de atum em água (cerca de 90g de atum escorrido)
[  1/4 de um abacate (cerca de 40g)

Preparação:
| Escorrer a lata de atum.
| Com a varinha mágica (ou um processador/uma liquidificadora), triturar o atum com o abacate até ficar em pasta.



Eu adoro esta pasta! Atum com abacate é uma combinação genial. E é a receita mais simples de sempre. Tão boa que custa a acreditar... E antes que perguntem, não, não sabe a abacate (que por acaso até tem um nome hilariante). O abacate neutraliza um bocado o sabor forte do atum (e vice-versa) e o resultado é uma pasta cremosa com um sabor leve e maravilhoso... Eu gosto bastante de abacate (depois de alguma insistência), mas acho que mesmo para quem não é o maior fã isto é bom. Mesmo atum com abacate aos pedaços é bom, assim ainda é melhor. É mais uma daquelas receitas que me dou por feliz por ter descoberto... É extremamente rápido de fazer e dá imenso jeito ter logo uma fonte de proteína + uma fonte de gordura para um pequeno-almoço, por exemplo. A informação nutricional é pela receita toda, mas se for usado com patê claro que «1 dose» vai ser muito mais pequena.
Já fiz várias vezes e de cada vez gosto mais. Às vezes como com omeletes finas ou mesmo sem nada, é muito bom. Também é possível que seja bom em sandes, mas nunca experimentei. Como o abacate confere cremosidade à «pasta», parece um patê. Um patê delicioso. Sim, um patê bastante delicioso.
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Informação Nutricional (por 1 dose, cerca de 130g)
Energia: 146kcal 
Proteínas: 18.8g
Hidratos de Carbono: 3.3g
-       Dos quais açúcares: 0g
Lípidos: 7.4g
-          Dos quais hidrogenados0g
-     Dos quais saturados: 1.7g
Fibra: 2.7g
Sódio: 297mg

     A informação nutricional engloba uma porção (neste caso, corresponde a 1 dose, aproximadamente 130g ou a totalidade da receita). Está sujeita a erro humano e a alguma imprecisão, mas deverá apresentar valores próximos do valor real. 
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sexta-feira, 27 de março de 2015

Whole30 - Review dos 10 dias


Hoje é o 12º dia do meu Whole30, mas ignoremos a parte do 2 porque 10 é um número muito mais giro. Para corresponder à imensa demanda pelo que eu acho do Whole30 (olá mamã!), acho que vou fazer um post em jeito de review a cada 10 dias (eu disse), qual consulta de bebé.
Eu ia fazer isto em forma de entrevista mas é constrangedor, portanto vou fazer um mui apelativo texto corrido.
Eu sinto-me bem. Não noto uma abismal diferença em termos de energia, isto não é uma publicidade a baba de caracol, mas estou a gostar. Também foi um processo de habituação gradual, porque comecei a seguir mais ou menos algum tempo antes de começar.
A regra das 3 refeições não é nada difícil; ao contrário do que possa parecer, não se morre à fome. Fazendo um prato equilibrado com vegetais, fruta, uma fonte de proteína e outra de gordura é perfeitamente possível ficar-se saciado, sem problemas nenhuns. Uma coisa que eu gosto de ver nas fotos de refeições à Whole30 é o quão completas são; acho que se é «obrigado» a comer devidamente, em qualidade e quantidade, ou seja, não optar por uma salada de alface e milho para jantar. Acho que afugenta o medo da gordura, demasiado generalizado. Eu gosto de apregoar que, tomando um pequeno almoço decente, fico sem fome durante cerca de 7 horas, sem ficar de todo cheia após comer. No site do desafio também aconselham um lanche leve a quem sentir mesmo necessidade.
Se treinarem podem fazer 5 refeições com 2 (pré e pós-treino) mais leves, o que pode facilitar a vida a quem está habituado a comer com frequência. Eu noto que acaba por ser difícil fazê-las, porque encaixar tantas num curto período de tempo (a tarde, por exemplo) acaba por ser complicado, já não estou habituada. Eu corri e fiz várias outras formas de exercício e não me senti pior ou com menos energia do que fora do Whole30 - até acho que correu melhor, mas pode ser psicológico.
O que acho mais difícil não é não comer arroz/massa/cereais, passo bem sem eles; acho que é mesmo ter de verificar com minúcia todos os rótulos e «não poder» quebrar o protocolo uma única vez. O que dificulta para mim não é a regra, é a ausência de excepção; ter de examinar os rótulos e investigar os E's, recusar qualquer coisa que me ofereçam, etc. Não que custe propriamente não comer, porque nem é difícil (como nem se coloca a hipótese), mais porque é chato quando se trata de um «evento» ou festa de anos, por exemplo. De resto nem é particularmente difícil. Até cozinhei brigadeiros de Nutella e pudim sem provar, vejam lá.
As mudanças mais flagrantes com o programa foram talvez o tipo de refeições. Passei a consumir mais e mais variados produtos frescos: vegetais e fruta. Comecei a variar bem mais e do supermercado só trago sacos transparentes de frescos (aconselho a fazer o Whole30 antes que se paguem também). Para conceber um prato uso o «modelo» (vegetais crus, vegetais cozinhados, proteína, fruta ou não, gordura) e torna-se bastante simples. Gosto de fazer pratos coloridos e variados, e tenho-me divertido imenso a fazê-los (soa muito estranho?). Costumo pensar com antecedência, mas é mais fácil do que pode parecer desencantar alguma coisa, especialmente se houver sempre o material: vegetais frescos, fruta, frutos secos, fontes de proteína frescas ou congeladas, como hambúrgueres (100% carne!), sardinhas em lata e bifes, sopa (como normalmente sopa ao almoço e jantar). 
Tenho a dizer que não me está a custar nada, como eu previa. Tenho algumas saudades de cozinhar doces e de inventar um bocado com ingredientes saudáveis, o que não é permitido, mas nada de mais. E agora que tenho manteiga de caju ainda é mais fácil. Não custa tanto como parece abolir alguns daqueles alimentos comuns (pão, leite, iogurtes, massa, arroz, feijão), e colmata-se as «falhas» perfeitamente bem.
Por fim: experimentem. Eu sei que a maioria das pessoas vê coisas sobre o Whole30 e pensa «que giro»... Eu também deixava sempre para os outros, acho que é fácil não considerar a hipótese sequer e se não fosse o desfile de fotos da Saudável como um Pêro e da Dieta para Totós não sei se alguma vez me teria convertido. Acho que vale a pena, mais não seja para testar o organismo - e como se pode saber se se reage bem ou mal sem tentar? É fácil desconsiderar a dieta paleo e fazer piadinhas sobre calhaus, é mais confortável dar por garantida a verdade e superioridade dos próprias dogmas. Acho que gostamos sempre de pensar que o que fazemos está certo, e essa é sem dúvida uma posição mais agradável, mas para quê? Não sei para que mais do que conforto emocional serve viver agarrado a uma crença cujo fundamento é o desejo de que seja verdade. Talvez seja mais simpática a ideia de que o pão faz bem porque os nossos bisavós diziam que sim, mas eu acho preferível a posição original e o véu de ignorância. Se têm outro estilo de vida com o qual se sentem bem até pode ser justificado mantê-lo mesmo tendo em conta outras hipóteses, mas descartar só porque sim não me faz grande sentido. Se quiserem fundamentos e estudos sobre a a paleo, e com «fundamentos e estudos» quero dizer algo mais profundo do que o contra-argumento «haha homens das cavernas haha atirar calhaus», basta fazer uma pesquisa pelo google. Os guias da alimentação estão sempre a mudar, mas estar a par nunca fez mal a ninguém.
(Isto ficou mais extenso do que era suposto. Se leram mesmo até aqui devo-vos um pedido de desculpas :P)

Agora vou pôr uma foto do que está no meu forno neste preciso momento para não ficar só texto.

Foto do que está no meu forno neste preciso momento.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Cebola Caramelizada (Paleo, Whole30-Approved, Saudável, Sem Glúten, Vegan, Vegetariano, Sem Açúcar Adiciondado, Sem Lactose)



Hoje vou tocar num assunto que tudo tem de imprescindível e incrivelmente necessário a toda a humanidade: os bifes de cebolada da minha avó.
A minha avó ingressou recentemente na arte dos bifes de coração (NÃO confundir com fígado. Fígado é horrível.). E, não chegando o seu natural talento culinário decorrente do título de avó, ainda meteu cebola ao barulho. E o resultado é... Indescritível. 
Visto que está longe de mim desafiar as leis que regem o universo, não vou tentar explicar-vos a grandeza e maravilha desta receita. Só digo que é deliciosa.
E, sendo a minha avó uma avó, é óbvio que começou subtilmente a aumentar a quantidade de cebola e bifes que fazia de cada vez, até que chegou a um ponto exagerado e eu lhe pedi com jeitinho para parar de fazer isso. E ela parou... Quanto aos bifes, mas continuou a aumentar a quantidade de cebola. 
E esta é a história de como os bifes de cebolada da minha avó levam 2kg de cebola (literalmente), e de como quase nem é possível ver os bifes sob o cerrado nevoeiro de cebola. 
Faz parte das leis do universo supramencionadas a de que não se deve copiar a receita de uma avó, visto que uma receita de uma avó tem pozinhos de avó não-copiáveis. Por isso ainda não tentei recriar esta maravilha, mas um dia lanço-me às feras.
Sabem o que é que se pode fazer semelhante a bifes de coração de cebolada sem ser bifes de coração de cebolada? Cebolada. (ou bifes de coração, mas não é tão interessante)
Que sabe imensamente a bifes de coração. 
Mas sem pozinhos de avó...







Cebola Caramelizada (Paleo, Whole30-Approved, Saudável, Sem Glúten, Vegan, Vegetariano, Sem Açúcar Adiciondado, Sem Lactose)
Para 1 pessoa - ou para 1/2, se gostarem tanto de cebola como eu

Ingredientes:
[  300g de cebola (1/2 cebola mutante)
[  1 1/2 a 2 colheres de sopa de ghee, azeite ou óleo de coco
[  Sal (opcional)
[  Vinagre (opcional)

Preparação:
| Cortar a cebola em tiras.
| Aquecer o ghee/azeite/óleo numa frigideira grande, em lume médio-baixo.
| Quando estiver quente, adicionar a cebola e colocar o lume no mínimo.
| Mexer ocasionalmente. Quando a cebola tiver diminuído imenso de volume e estiver meia tostada, está pronta. Depende de como gostam, mas demora cerca de 50 minutos.
| Acrescentar sal e vinagre, mexer e servir.





Em primeiro lugar, acho por bem esclarecer a vossa primeira dúvida: «Nem se fosse imortal e não tivesse mais nada para fazer passava 50 minutos a cozinhar cebola». Sim, sim, eu sei que parece exagerado, mas atentem nos meus (bons) argumentos:
cebola, nem que demorasse um dia inteiro.
-Não é preciso babysitting, é só mexer de vez em quando. Ontem fui fazer exercício com a cebola ao lume :P  
Agora que já perceberam que estavam erradas, uma ordem direta e que deve ser cumprida: Façam. Isto. Por. Favor. É a melhor coisa de sempre! A cebola fica tostada e deliciosa, com um gosto leve que combina com qualquer coisa...
O vinagre e sal são opcionais porque há quem prefira o gosto mais natural, já experimentei coom e sem e fica bom... Mas prefiro com. Fica delicioso, com um sabor deliciosamente adocicado, crocante se for mais tostada e delicioso (isso sempre). 
Eu gosto de comer numa omelete fininha, com um hambúrguer de vaca ou (a minha preferida) sem mais nada. E fica sempre delicioso e basicamente a melhor coisa de sempre. Eu sempre tive pena de não poder partilhar com vocês os bifes de coração (a minha avó é desonesta e esquece-se de mencionar a parte da magia ao descrever o procedimento), mas com isto redimo-me completamente. Fica mesmo muito semelhante! Acho que é a minha comida favorita. 
Encolhe muito, pelo que se podem sentir à vontade para duplicar a receita... 

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Informação Nutricional (por 1 dose, cerca de 358g sem descontar a abismal quantidade de água perdida)
Energia: 103kcal 
Proteínas: 1.2g
Hidratos de Carbono: 8.6g
-       Dos quais açúcares: 1.8g
Lípidos: 7.8g
-          Dos quais hidrogenados0g
-     Dos quais saturados: 1.1g
Fibra: 1.8g
Sódio: 4mg

     A informação nutricional engloba uma porção (neste caso, corresponde a 1 dose, a totalidade da receita). Não inclui ingredientes opcionais. Está sujeita a erro humano e a alguma imprecisão, mas deverá apresentar valores próximos do valor real. 
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quarta-feira, 25 de março de 2015

No Instagram :)


Criei uma página de Instagram, finalmente :) agora com o Whole30 tenho sempre fotos para partilhar... Vão seguir :D


terça-feira, 24 de março de 2015

Ovo «Estrelado» em água (sem gordura) (Saudável, Sem Glúten, Sem Lactose, Sem Gordura Adicionada, Paleo, Whole30-Approved)



Os ovos são um ingrediente extremamente diversificável. Podem ser escalfados, mexidos, cozidos, estrelados ou usados numa enorme variedade de pratos, e é difícil encontrar alguém que não goste de nenhum.
Pessoalmente gosto de vários, de uns mais do que de outros. Gosto imenso de ovos (principalmente de claras) cozidos com sal, de omeletes fininhas e de ovos estrelados. E a cada um associo alguma coisa em particular.
Associo as omeletes às que comia quando era pequena, quando a minha avó não tinha paciência para bater os ovos e fazia umas omeletes com pedaços de clara e pedaços de gema a boiar numa massa amorfa. 
Associo os ovos cozidos ao Natal, que é quando parece que têm um gosto diferente, como as batatas (e, lamento desiludir-vos, não necessariamente para melhor. Sabem a horríveis e desesperantes horas de espera D:).
E associo os ovos estrelados à falta de jeito da minha avó (que pelos vistos não é boa com ovos), que a fazer 10 rebentava 7 (tanta gema deliciosa a escorrer desperdiçada!) e ainda arranjava maneira de deixar a clara meio crua na parte de cima. 
E lembro-me bem de reparar que os ovos que ela fazia tinham sempre a gema da cor de um laranja-avermelhado, exceto raros ovos cor-de-rosinha que apareciam com a frequência do cometa Halley e que todas as outras pessoas pareciam ter o dom de fazer. 
Há coisa de uns meses deparei-me com uma receita de ovos estrelados sem gordura no blog da Mariana e, passados uns dias, experimentei utilizar a técnica dela. 
E sabem o que eu vi quando, depois de cozinhar os ovos, levantei a tampa?
Ovos uniformemente cozinhados.
E gemas cor-de-rosinha.






Ovo «Estrelado» em água (sem gordura) (Saudável, Sem Glúten, Sem Lactose, Sem Gordura Adicionada, Paleo, Whole30-Approved)
Adaptado daqui 
Para 1 ovo

Ingredientes:
[  1 ovo
[  Sal (opcional)
[  Água a Ferver

Preparação:
| Colocar uma frigideira anti-aderente a aquecer no fogão (caso esteja riscada ou as coisas colem com frequência podem untar com azeite).
| Quando estiver quente, partir o ovo e colocá-lo na frigideira.
| Temperar o ovo com sal, se desejado. 
| Assim que a parte de baixo da clara começar a ficar branca (cozinhada), com a parte junto da gema ainda pegajosa, adicionar água a ferver à frigideira, à volta do ovo.
| Tampar a frigideira.
| Passados 1 ou 2 minutos (não deixem tempo demais senão a gema coze), retirar a tampa e, com uma espátula e muito cuidadinho, retirar o ovo para um prato.



O ovo fica perfeito! Eu não gosto muito de fritar coisas, isto é o ideal. Não suja tanto a frigideira, não é frito e fica delicioso, sempre bem, com a capinha cor-de-rosa, a gema líquida e a clara perfeitamente cozida. É muito simples e rápido, óptimo para uma refeição rápida e saudável. Adoro a técnica. Não fica propriamente «crocante» como alguns ovos estrelados, o que é talvez o único contra. Mas delicioso fica :) 

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Informação Nutricional extremamente elucidativa porque não é igual à de um ovo nem nada (por 1 dose, cerca de 45g)
Energia: 63kcal 
Proteínas: 5.5g
Hidratos de Carbono: 0.3g
-       Dos quais açúcares: 0g
Lípidos: 4.4g
-          Dos quais hidrogenados0g
-     Dos quais saturados: 1.4g
Fibra: 0g
Sódio: 63mg

     A informação nutricional engloba uma porção (neste caso, corresponde a 1 ovo, aproximadamente 45g ou a totalidade da receita). Não inclui ingredientes opcionais. Está sujeita a erro humano e a alguma imprecisão, mas deverá apresentar valores próximos do valor real. 
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domingo, 22 de março de 2015

Pescada à Brás (Com Alho Francês) (Saudável, Sem Glúten, Sem Lactose, Paleo, Whole 30-Approved)


Acho que toda gente conhece a piada da pescada, que «antes de o ser já o era» (uau, à primeira vista isto até parece filosófico). A verdade é que isto é só uma pequena divulgação de um nome já de si hilariante: 
«Pescada». 
Pensem só na quantidade de anedotas que estão à espera de ser feitas, trocadilhos idiotas à espera de ser ditos, tudo sem uma pontinha de piada mas que, para o bem da humanidade, é preciso ser mencionado...
É simplesmente um mundo de possibilidades. E não podemos ignorá-lo.
E é por isso que eu adoro pescada. Principalmente cozida, naqueles medalhões da pescanova que parece que têm um fio atado mas, surpresa das surpresas, é comestível (espero, ou vou ter de tirar uma bola de fios do estômago em breve).
Pronto, acho que já expressei o meu grande amor por pescada. Passado, amor passado. Porquê, perguntam? Porque depois chegou, qual S. Martinho com capa enorme que dá suficientemente para duas pessoas depois de cortada a meio num dia de vento, qual D. Sebastião disposto a salvar todo o país como que por magia e sem qualquer esforço ou tentativa, qual Carol a salvar sozinha todo um grupo de sobreviventes do apocalipse de um conjunto feroz e metódico de canibais... O escamudo do Alasca.
Toda a gente respeitável sabe o papel que um nome hilariante tem na formação de opiniões quanto se trata de peixes. E, lamento pescada, «escamudo do Alasca» bate qualquer outro aos pontos. 
Tenho pena de que esta tenha sido uma revelação tardia na minha vida. Tenho pena que só um dia, quando procurava peixe congelado no E. Leclerc, tenha reparado que os franceses têm uma fixação estranha por este peixe e que existem 20 marcas diferentes neste supermercado que o vendem. 
Mas mais vale tarde do que nunca.
Este peixe não vêm em trouxinhas adoráveis que têm um fio igualmente adorável e comestível, mas vêm em quadrados perfeitos (estava a rezar para que a caixa tivesse 9 doses, mas tem 10. Assim, de qualquer das maneiras, posso confessar-vos que o peixe não é adimensional e vem em paralelepípedos, não em quadrados e nem sequer cubos).
Antes de o ser não o era , mas é delicioso na mesma!




Pescada à Brás (Com Alho Francês) (Saudável, Sem Glúten, Sem Lactose, Paleo, Whole 30 - Approved)
Adaptado daqui
Para 1 pessoa

Ingredientes:
[  1 medalhão de peixe (prefiro um com sabor neutro; escamudo do alasca, pescada...) (cerca de 100g)
[  Sal
[  1/2 cebola
[  2 dentes de alho
[  Azeite (cerca de 1 ou 2 colheres de sopa)
[  1 alho francês pequeno (com uns 8cm de comprimento e 1cm de diâmetro)
[  Salsa
[  1 ovo

Preparação:
| Colocar o peixe, previamente descongelado, a cozer em água com sal a ferver.
| Picar a cebola (ou cortar em tiras, como preferirem) e o alho e refogá-los em azeite numa frigideira.
| Cortar o alho francês em rodelas e, quando a cebola estiver translúcida, adicioná-lo ao refogado.
| Após cerca de 1 minuto, desfiar o peixe (basta desfazer grosseiramente com a faca) e juntá-lo à frigideira.
| Envolver, esperar uns minutos e temperar com salsa e sal.
| Bater o ovo, também com salsa e sal.
| Adicionar os ovos e misturar muito bem para que fiquem uniformemente distribuídos. Continuar a mexer até que estejam cozinhados.




Este peixe fica TÃO bom! Tem um gosto leve e agradável a alho francês e cebola e não é nada enjoativo. Já experimentei com atum (na primeira vez, em que segui a receita original) e também fica muito bom, mas é um gosto mais forte e não se sente tanto os outros ingredientes.
Eu nunca fui assim grande fã de bacalhau à brás, acho esta versão bem melhor! Adoro e agora como com bastante frequência, até porque quando tenho tempo é só ir buscar uns alhos franceses ao jardim na hora... Como os que uso são caseiros são bem mais pequenos, não se ponham a usar um alho francês inteiro do supermercado! Se forem daqueles grandes um pedaço com 3 ou 4cm chega bem.
E pronto... Ontem foi parte do meu pequeno-almoço ;)
(Fun Fact: As pessoas começam a habituar-se ao facto de eu comer carne de manhã, mas continuam a quase vomitar se como peixe, com especial atenção para sardinhas. Vidrinhos de cheiro :P)
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Informação Nutricional (por 1 dose, cerca de 250g)
Energia: 212kcal 
Proteínas: 19.9g
Hidratos de Carbono: 12.6g
-       Dos quais açúcares: 3.8g
Lípidos: 10.2g
-          Dos quais hidrogenados0g
Fibra: 1.4g
Sódio: 339mg

     A informação nutricional engloba uma porção (neste caso, corresponde a 1 prato, aproximadamente 250g ou a totalidade da receita). Está sujeita a erro humano e a alguma imprecisão, mas deverá apresentar valores próximos do valor real. 
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quinta-feira, 19 de março de 2015

Whole30 - Sugestões de Refeições


Não podia deixar de fazer alguns posts com fotos de pratos, portanto aqui vai o primeiro:

Bife do lombo, ovo, manga (em batatata frita :P), nozes e cenoura crua. Adoro cenoura crua :D Ah, e chá. Que é agora a única maneira de distinguir os meus pequenos-almoços dos almoços e jantares.

(Itálico é taanto indicador de legenda profissional.)

Morangos com creme de coco (melhor combinação de sempre! Morangos com natas o quê?...), tomate cherry, coco fresco em lascas e frango com cogumelos, alho francês, cebola e repolho. E chá. 

Banana com creme de coco (ou a saga do creme de coco), sardinhas enlatadas com molho picante (os ingredientes são todos aceitáveis e são em azeite, são deliciosas!), espinafres crus (que sabem a noz), abacate (do qual gosto cada vez mais) e ovos mexidos com repolho (sim, eu adoro esta couve do fundo do meu coração. De boi.).

(Não acredito que acabei de fazer uma piada sobre repolho. Isto é falta de chocolate.)

(Ou de repolho.)

Vitela com repolho deliciosa, kiwi, castanha do Pará, ovo cozido e pepino (também adoro pepino, desde que seja verde (não só em cor :P)). 

Banana com manteiga de amendoim (NÃO dá para o Whole30, isto foi antes, quando já tinha implantado o modelo mas não a 100% - não tinha começado, claro. Para «recriar» podem usar manteiga de um fruto seco «a sério» (desculpa amendoim). Eu também vou comprar, logo que me decida a deixar de me babar para cima do site da Myprotein e encomendar de uma vez.), pepino, tomate, rabanete e "escamudo do Alasca» (compro este peixe só por causa do nome) «à brás» (melhor coisa de sempre! Soon, on «Creme de Avelãs» (isto soa tão bem)...). E chá. Chá também 

 Pronto, agora sim, podem continuar as vossas vidas com uma alegria renovada. :D


terça-feira, 17 de março de 2015

Vitela com Repolho (... que sabe a recheio de crepe chinês) (Saudável, Sem Glúten, Sem Lactose, Paleo, Whole 30-Approved)


Poderia contar-vos toda a minha vida através das transições de pequenos almoços.
Quando era (muito) pequena comia Cerelac, e talvez seja por isso que ainda hoje lhe associo um sabor tão agradável. Depois comecei a tomar leite com café e hermesetas com cereais fitness, andava já na primária, e ainda me lembro do sabor adocicado estranho do leite com o artificial do adoçante (já não gosto).
A coisa passou pelo pão torrado com manteiga, mas talvez uma das torradeiras que passou por casa temporariamente, esperando que a minha mãe a estragasse com a faca nas suas tentativas desajeitadas de tirar o pão, não fosse tão boa, porque foi uma adoração passageira.
Provavelmente depois de alguns solavancos, apareceram as papas de aveia, que me fizeram jurar que nunca ia deixar de comer aquela papa divina ao pequeno-almoço.
Ainda assim, eventualmente deixei de estar ofuscada pela paixão das papas de aveia e entrei no mundo dos parfaits  (basicamente iogurte natural com granola e fruta).
Regressando o Inverno, ingressei na team pão torrado e iogurte de soja, que juntamente com outros pequenos-almoços mais simplórios me ocuparam os tempos frios da altura.
Chegando o calor, há sempre mudanças no pequeno-almoço, e esse ano viria a ser o meu mais variado no Verão; tostas com queijo fresco, leite de soja, parfaits como no ano anterior, overnight oats com gelado de banana, pão de sementes, queijo fresco batido com frutos secos,... Estavam todos no meu coração.
Mais recentemente, e apesar de estar frio, comia sempre queijo batido com sementes (tornei-me uma grande fã) e uma peça de fruta, e até parecia que tinha vindo para ficar... Até que choveram fotos do whole30 no facebook.
E pronto, simplesmente dei por mim, de forma quase involuntária, a acordar às 6h30 para poder cozinhar «comida a sério», comer e sair às 7h30.
Já sabem: caso se identifiquem com o meu cadastro de pequenos-almoços, é possível que em pouco tempo estejam a comer vitela com repolho logo de manhã... E a acompanhar com um bocadinho de abacate e salada ;)





Vitela Com Repolho (... que sabe a recheio de crepe chinês) (Saudável, Sem Glúten, Sem Lactose, Paleo, Whole 30 - Approved)
Para 1 pessoa

Ingredientes:
[  1/2 cebola
[  1 + 1 colheres de sopa de azeite
[  100g de vitela picada
[  Sal
[  1/4 de repolho pequeno

Preparação:
| Picar a cebola e refogá-la numa frigideira com 1 colher de sopa de azeite.
| Quando a cebola estiver amolecida, juntar a carne, misturar bem e deixar cozinhar.
| Escorrer com a ajuda de uma tampa.
| Adicionar 1 colher de sopa de azeite e aumentar o lume, mexendo até tostar.
| Temperar com sal.
| Juntar o repolho picado até que fique translúcido mas não cozido. 




Fazer vitela assim já me tinha ocorrido, e ainda é melhor na prática. Sabe mesmo a recheio de crepe chinês (elogio tremendo), fica tostadinho e delicioso. É extremamente simples e as fotos não lhe conseguem fazer justiça. É provavelmente a minha proteína animal de pequeno-almoço preferida!
É importante usar carne-picada-carne e não carne-picada-farinha-soja-Es-aromas, especialmente se estão a fazer o Whole30. 
Eu sei que parece estranho comer isto ao pequeno-almoço, mas é bom :P é uma questão de hábito, a mim não me custa nada. 
Podem fazer com peito de frango picado ou em tiras, se preferirem, mas eu prefiro mesmo com vitela. 
Isto faz uma dose generosa, até porque o repolho acaba por dar muito volume. E é delicioso, também é delicioso. 
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Informação Nutricional (por 1 dose, cerca de 200g)
Energia: 281kcal 
Proteínas: 25.9g
Hidratos de Carbono: 8.0g
-       Dos quais açúcares: 3.5g
Lípidos: 16.1g
-          Dos quais hidrogenados0g
Fibra: 1.5g
Sódio: 235mg

     A informação nutricional engloba uma porção (neste caso, corresponde a 1 prato, aproximadamente 200g ou a totalidade da receita). Está sujeita a erro humano e a alguma imprecisão, mas deverá apresentar valores próximos do valor real. 
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sábado, 14 de março de 2015

Whole30



Apesar de sensivelmente metade das receitas existentes no blog até agora serem de bolos e sobremesas não-saudáveis, apontei sempre nesse sentido com o blog, por isso achei que devia incluir esta pequena explicação num post.
Entããão, basicamente este é um aviso de como as coisas vão ser aqui no blog durante os próximos 30 dias (não exatamente "os próximos", só a partir do dia 16). 
Do dia 16 de Março ao dia 14 de Abril vou fazer uma espécie de desafio alimentar, o "Whole30". 
O Whole30 demora, como o nome indica, cerca de um mês, em que é suposto uma pessoa seguir o programa à regra. Não comer alimentos excluídos, não inventar com os incluídos e fazer 3 refeições por dia, alterando esta última regra se necessário - em dias de treino, por exemplo.
Estão excluídos todos os alimentos processados, obviamente: bolos de pacote, barras de cereais, tostas, óleos ou azeites refinados, pastilhas elásticas, a maior parte das conservas, enchidos (com exceção para alguns que apenas têm carne e especiarias),... 
Também exclui açúcar ou adoçantes sob qualquer forma (seja açúcar mascavado, amarelo, branco, em mel ou xarope de seiva de ácer, adoçantes como stevia ou aspartame,etc.), leguminosas (feijão, amendoins, soja, grão-de-bico), cereais (isto implica não ingerir glúten; massas, pão, arroz, aveia, centeio, cevada, está tudo de fora) e álcool (seja vinho branco para tempero ou qualquer outra forma; pode-se usar vinagre de vinho, desde que sem açúcar). À parte disto, exclui ainda todos os derivados de leite (manteiga, queijo [fresco ou não], iogurte, leite) exceto ghee, uma manteiga clarificada que se pode comprar no celeiro a um preço exorbitante ou fazer em casa (pessoalmente acho que vou pela segunda, desenvolvimentos aguardam-se).
Não se deve reinventar (a este ponto aposto que estavam a pensar nos salgados maromba!) ou fazer combinações do género de panquecas, batidos e bolinhos (D:) e é suposto que se façam três refeições por dia, com parte proteína, parte vegetais e parte gordura. Há também certos conselhos relativamente às proporções de vegetais cozinhados e crus, etc.
(Caso não tenham ainda percebido, isto implica comer "comida" ao pequeno-almoço. É mais divertido do que parece ;))
A este ponto admito que possa haver gente a pensar "O que é que vais comer?! Relva?!". Lamento desiludir-vos, mas ainda (ainda!) não é desta que como relva. Talvez esteja a contrariar o meu destino, mas a relva está merece gente que trate bem dela e a regurgite. E eu não sou pessoa de regurgitar coisas.
Pode-se comer carne, peixe, marisco, fruta, vegetais, batata, mandioca, frutos-secos (incluindo manteigas e não, amendoim não conta!) e sementes. Também se pode utilizar azeite, óleo de coco e ghee para cozinhar. Convém referir que creme de coco é permitido. Ou seja, nada de doces (ou aquilo que tomamos por doces, o Tom Sawyer contestaria), mas creme de coco com morangos está bem. E eu aceito isso de boa vontade ;)
Este desafio não serve necessariamente para perder peso. É suposto que se coma bem (ou suficientemente) às refeições, incluindo bastante gordura, proteína, fibra e hidratos de carbono (de certas fontes), e não passar fome, mas dependendo dos objetivos poder-se-á alterar quantidades. A promessa geral do programa é melhorar ou conhecer melhor potenciais alergias, intolerâncias ou doenças e aumentar o bem-estar (energia, digestão, etc.) ou até a saúde psicológica. Claro que vai sempre haver quem ache que é um exagero, que os pequeno-almoços do Whole30 consistem em 5 costeletas e que se come demasiada carne, mas como podem ver não é bem assim. Cada um vê as coisas do prisma que escolher, e como podem ver a carne não é a componente essencial do prato - há bastantes outros alimentos saudáveis (e coloridos,ainda por cima). Tento também variar e escolher proporções de alimentos adequadas. 
O glúten e os lacticínios são cada vez mais polémicos, e acredito que com algum fundamento, embora não me pretenda alongar em considerações científicas para as quais não tenho base tão sólida ou exacta assim. Tenho seguido quase por completo este esquema para me habituar e sinto-me bem com ele. Claro que o ideal também seria fruta biológica e etc., mas isso é muito difícil (preço). 
Podem ver (ler) mais sobre o Whole30 aqui
No próximo mês, como já deixei claro, não vai haver receitas de bolos e sobremesas nem de invenções saudáveis. Mas não vou deixar de publicar, até porque tenho receitas mesmo boas e simples para partilhar que tenho feito às 6h30 da manhã (a parte do "simples" é fundamental) e quero "documentar" a experiência. Vou publicar essas receitas, mas também sugestões de pratos completos que vou fazendo - como estes que estão no post, aliás, e são na maioria pequenos almoços. Podem também seguir os meus pequenos-almoços quase em tempo real na página de facebook.
Até lá, vou só ali fazer um bolo e comê-lo até Domingo ;) 






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