domingo, 29 de maio de 2016

'Pão' de Banana (Saudável, Sem Glúten/Lactose, Sem Gordura/Açúcar Adicionados, Paleo)


Não há nada mais exasperante do que ter trabalho com uma receita e depois ver o produto final a desmoronar-se (literalmente ou não) à nossa frente. Fazer um bolo com todo o cuidado, tirá-lo do forno e reparar que está mesmo fofo e altinho só para depois abater perante a nossa impotência, ou colocar pastéis no forno, abandoná-los por segundos (;)) e começar a reparar que cheira a queimado. Na verdade não posso dizer que tenha azar com estas coisas, mas já tive um incidente bastante desagradável, que remonta a quase um ano atrás.
Era um sábado de Maio do ano passado. Decidi fazer um jantar mais pomposo, com direito a polvo de vinagrete e salada fria com maionese caseira, pensando que nem demoraria muito tempo. Pois.
Comecei a fazer a maionese com a varinha mágica e nem ia mal. Ficou espessa e muito cremosa, pelo menos até quando parei de a mexer e decidi colocá-la no tupperware - nesse ponto começou rapidamente a talhar, e o que uma vez fora um creme suave com um brilho acetinado era então maionese líquida. Lembro-me como se tivesse sido ontem da textura irregular da mistura já no tupperware, cheia de pedaços e cada vez mais aguada. Adeus, ovos. Adeus, meio litro de azeite. Irei odiar-vos até às profundidades do meu ser quando estiver a lavar o tupperware cheio de gordura por nada Gostei muito de vos conhecer.
(Ainda fiz nova tentativa, e correu igualmente mal. Por fim sucumbi à frustração e desisti. Mas a salada ficou boa.)
Numa menor escala mas também dececionante foi um bolo de chocolate com leite condensado que fiz num outro dia. Era suposto ficar húmido, mas quando o tirei do forno ao fim do tempo previsto e o deixei arrefecer ficou com uma crosta dura e um aspeto muito seco. Felizmente, não era o único bolo que estava no forno - estava também este, que, não desiludindo, saiu do forno com um aspeto muito fofinho e agradável. 
Na verdade, quando vim a cortar o bolo de chocolate percebi que afinal estava húmido como era suposto, apesar das indicações em contrário, pelo que tive duas experiências bem sucedidas no mesmo dia. Quatro, se contarmos com uma tarte de feijão e uma fornada de broas castelares. Parece-me que o dia não correu mal de todo ;)






'Pão' de Banana (Saudável, Sem Glúten/Lactose, Sem Gordura/Açúcar Adicionados, Paleo)
Adaptado daqui
Para 1 bolo pequeno

Ingredientes:
[  250ml claras
[  200g banana (2 bananas)
[  50g farinha de coco (podem usar outras farinhas)
[  Canela (a gosto)

Preparação:
| Num processador/liquidificadora ou utilizando uma varinha mágica, triturar todos os ingredientes (claras, bananas, farinha de coco e canela) até que a mistura fique homogénea.
| Colocar a massa numa forma de bolo inglês forrada com papel vegetal e levar ao forno pré-aquecido a 180ºC durante cerca de 30 minutos.



Não estava à espera, mas ficou um  bolo mesmo fofinho e doce na medida certa, atingindo o perfeito equilíbrio entre pão e bolo. É simplicíssimo em termos de procedimento, e de momento tenho várias fatias congeladas... Quer-me parecer que enquanto pequeno-almoço prático, torrado com manteiga de amendoim ou canela, será delicioso. Para além disso, tem uma composição nutricional e excelente, sendo uma óptima maneira de gastar claras (caso tenham um pacote delas para 'limpar' nas supostas 24h) e criar uma provisão de lanches/etc. congelados: serve para um dia em que apetece algo mais aconchegante ou, quem sabe, para um eventual desmoronamento da sociedade, consequência de uma invasão de zombies* (depois de estarem fartos de atum enlatado e rádios a pilhas, neste caso. Pode até substituir pipocas ao assistir a monólogos de gente narcisista com um taco que tem nome - há sempre gente chata, até no apocalipse. Desculpem, pessoas que não assistem a the walking dead, certo cliffhanger tornou-se pessoal a dado ponto e a espera intensifica a animosidade).
Experimentem e digam qualquer coisa!

*é o meu apocalipse hipotético, eu é que decido se ainda há eletricidade para arcas frigoríficas ou não. ;)
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Informação Nutricional (por 2 fatias)
Energia: 52kcal
Proteínas: 4.0g
Hidratos de Carbono: 8.0g
-       Dos quais açúcares: 3.0g
Lípidos: 0.6g 
-          Dos quais hidrogenados: 0.0g
-     Dos quais saturados: 0.4g
Fibra:  2.5g
Sódio: 34mg

     A informação nutricional engloba uma porção (neste caso, corresponde a cerca de 50g, 1 dose, duas fatias ou 1/10 da receita). Os valores estão sujeitos a erro humano e a alguma imprecisão, mas deverão estar próximos do valor real. 
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quinta-feira, 26 de maio de 2016

Produtos #2 - (da) Prozis (Loja Online)

Já que o último post de produtos teve uma receção tão boa, decidi trazer-vos um novo - desta vez não sobre nenhum produto específico, antes sobre um site onde podem comprar alguns.

Antes de mais, é bom realçar que eu não tenho qualquer afiliação com a Prozis. Estou a fazer este post porque é um site de venda online em que já fiz algumas encomendas e achei que podia ajudar quem pretende usá-lo e gostaria de ler uma versão resumida (tanto quanto possível, já sabem como sou no que toca a textos resumidos :P) do funcionamento do mesmo. 

Imagino que nem toda a gente conheça o site. Assim sendo, nada como começar com...

Tipo de Produtos

Mar de barrinhas proteicas
O site vende uma imensidão de produtos: desde suplementos (whey protein, creatina, BCAA,...) a manteiga de amendoim, passando por barrinhas proteicas (ou energéticas), batidos, refeições preparadas,... Tudo bastante relacionando com desporto e alimentação saudável (no geral, não quero entrar aqui em debates :P). Vende tanto produtos de marca própria como de outras marcas, GoldNutrition e Scitec, por exemplo, nomeando duas das mais famosas.

Como se pode notar pelas fotografias, gosto especialmente da parte das barrinhas, com preferência ainda dentro delas para as famosas quest bars. Estas últimas merecem destaque pela variedade de sabores, informação nutricional quasi-perfeita (muita fibra e proteína e sempre por volta de 1g de hidratos de carbono) e ingredientes bem bons comparativamente a outras barrinhas do género. 

Foto do primeiro passatempo do blog - shame on you se não participaram
Mas há outras barrinhas que vale a pena experimentar também. Podem passear pelo site e perder-se pela panóplia delas. No geral são bastante boas, mas claro que há sempre alguma maçã podre. Não querendo apontar dedos, estão a ver aquela 'protein cookie'?

No canto superior esquerdo, com a embalagem azul.
Não comprem... ;)

Se estiverem interessados em barrinhas mais naturais, têm algumas opções - por exemplo, aquela cortada na fotografia anterior, 'paleo concept bar' (provei uma de macadâmia e cacau e gostei bastante) ou umas 'paleo bars' (estas nunca experimentei), ambas à base de tâmaras.

Foto extra surpresa na categoria
Vá, se me conhecem sabiam que a manteiga de amendoim tinha de aparecer aqui... ;)

Esta da Prozis é perfeita: disponível nas versões crocante e suave, ambas feitas apenas com manteiga de amendoim e com o imbatível preço de 4,39 euros por quilo (fora as promoções frequentes). Encomendei recentemente 3 quilos dela, e mais não digo :P

A pequena que vêem à esquerda é uma com sabor a caramelo - está também disponível no site, assim como uma com sabor a chocolate, algumas com whey, manteigas de outros frutos secos e até de coco.

Modos de Pagamento

Este site em particular aceita uma diversidade considerável de modos de pagamento: cartão de crédito, paypal, pagamento à cobrança e multibanco. Sei que, por ser uma 'modernice', ainda há bastantes desconfianças quanto a compras online, mas o site é bastante seguro e nunca tive qualquer tipo de problemas. Costumo pagar as encomendas por transferência bancária.

Portes, Opções e Prazos de Envio

É possível enviar encomendas para Portugal Continental e ilhas (se residirem num outro país da Europa é uma questão de verem o site específico desse país). No primeiro caso, os portes são grátis (para encomendas a partir dos 20 euros, o mínimo permitido), no segundo já não.

Podem selecionar uma transportadora entre várias (costumo escolher a Nacex ou a MRW, mas há também opções como o serviço 'Pick Me' da Chronopost ou até CTT). No caso de não estarem em casa para receber a encomenda aquando da primeira tentativa de entrega, basta entrarem em contacto com a Prozis ou a transportadora (falo no caso das que utilizo) e agendar nova entrega, sem custos adicionais.

Os prazos de envio são bastante curtos, o que é muito conveniente. Depois de expedida a encomenda, a entrega geralmente ocorre dentro de 24 horas. No caso de o pagamento ser efetuado por transferência bancária, visto que o banco tem de o confirmar, a encomenda pode demorar mais tempo a ser enviada.

Prozis Points

Os 'Prozis Points' são uma espécie de compensação por encomendarem produtos no site - basta fazer uma encomenda para os receber, e receberão tantos mais quanto maior for o valor da encomenda (há pontos associados a cada produto; os mais caros 'valem' mais pontos). Os Prozis Points podem depois ser trocados por produtos disponíveis no site (quando estiverem a fazer a encomenda podem ver quais; há vários disponíveis, barrinhas, shakers, amostras de whey,...). 

Há ainda outros modos de receber Prozis Points: partilhar o site no facebook, no fim de realizar uma encomenda, recebendo 100 pontos (a opção aparece num pop-up), ou escrevendo opiniões sobre os produtos encomendados e partilhando-as no facebook também (recebem 20 pontos por cada opinião e 50 por cada partilha). 

Exemplo de barrinha que podem adquirir com Prozis Points
Exemplo de outra barrinha que podem adquirir com Prozis Points
Caso se estejam a perguntar: sim, as minhas barrinhas posam sempre da mesma maneira. Até verão que o ângulo entre a barra e a embalagem é o mesmo, se forem medir :P

Descontos

Como em todos os sites do género, há bastantes descontos, que mudam com regularidade. Se estiverem atentos, podem conseguir tirar um bom partido destes; na última vez que fiz uma encomenda, por exemplo, tive 20% de desconto no total do preço, um pacote de 6 barras no valor de 8 euros grátis e ainda 2 barrinhas que vieram na compra de outras duas (iguais).

Os descontos costumam ser na forma de código: na página inicial do site há umas imagens transitórias com informações sobre os descontos disponíveis, basta escolher o que preferem e colocar o código na zona apropriada (uma 'caixa' de texto num dos últimos passos da encomenda). 

No geral as promoções não são acumuláveis, mas há algumas que o são: um recorrente código para obterem um presente grátis (que vai mudando) e ofertas 'leve dois pague um', por exemplo. De resto, podem obter sempre um mínimo de 10% de desconto direto sobre a encomenda: há vários códigos, dou-vos um exemplo de um, do blog 'Fome, Foco, Força e Fé', 'FFFF-10'. No entanto, são comuns os descontos mais consideráveis, sejam estes diretos, por acumulação (ficam com o crédito disponível para outra encomenda) ou em seleções de marcas ou produtos.

Se leram até aqui, para além de merecerem a quase-já-habitual fotografia bónus, deverão ter desenvolvido uma necessidade de ver imagens de barrinhas, considerando a quantidade delas que  já apareceu neste post. Vou dar-vos algo para aguentar o resto do dia (mas aproveitem-na bem, gente viciada, é a última!):

'Proteica, deliciosa e com um nome extremamente hardcore? Não pode!'
Pode sim, barro-maníacos. Pode sim... ;)

domingo, 22 de maio de 2016

Ervilhas com Ovo Escalfado (Saudável, Sem Glúten, Sem Lactose, Vegetariano)


O mundo moderno está construído de forma a que as pressões sociais se sobreponham às opiniões de cada um, insistindo num conhecimento dogmatizado capaz de lhes toldar o discernimento e impingir verdades fabricadas. Não escapo eu a isto - e é por pretender ser sincera que, com toda a vergonha derivada da falta de caráter que a tal declaração está associada, venho hoje perante vocês assumir que falhei na recusa dos supramecionados dogmas através da aceitação de um em particular: o conceito de ovo escalfado.
Vergonhosamente, ao longo de anos a minha família tem aceitado enquanto definidora de um ovo escalfado a gema não cozinhada, com tudo o que isto implica. Tentem vocês, se isso não vos enojar de tal modo que o exercício se torne impossível, imaginar as consequências disso. Ajudo-vos, já que sou culpada de propagar a hedionda mentira: em tal condenável realidade, um ovo cozido com a gema mole seria um ovo escalfado.
Espero que depois do choque inicial tenham permanecido desse lado do ecrã; sei que não é fácil, mas a motivação de lutar contra absurdidades do género deve permanecer mais forte e clara do que a vexatória realização de que gente com estas noções partilha connosco o mundo, porquanto é nosso dever mudá-lo.
Possivelmente devido à reputação familiar de trazer desonra aos ovos escalfados que nos ombros me pesa qual um fardo, todas as minhas tentativas de instalar a paz entre nós, tentando cozinhá-los como eles realmente são, foram mal sucedidas. O meu falhanço apresenta-se, assim, cruamente sob a forma de uma sucessão de panelas com água quente e ovos todos espalhados, cuja assombração todos os dias me perturba o sono.
Não sendo capaz de o fazer de outra maneira, experimentei então escalfar em ervilhas os ovos, os últimos um pouco aldrabados por cozerem em cima das primeiras, o que obviamente facilita a tarefa. Espero que me desculpem - sempre são uma melhor aproximação aos reais ovos escalfados do que ovos mal cozidos, e o que conta é a intenção.




Ervilhas com Ovo Escalfado (Saudável, Sem Glúten, Sem Lactose, Vegetariano)
Para 1 dose

Ingredientes:
[  1 cebola pequena
[  2 dentes de alho
[  Azeite (a gosto)
[  2 colheres de sopa bem cheias de molho de tomate
[  200ml de água a ferver
[  Sal (a gosto)
[  200g ervilhas (usei congeladas)
[  1 ovo

Preparação:
[  Picar a cebola e o alho. Colocar ambos num tacho pequeno ou wok juntamente com um fio de azeite e levar a lume baixo, deixando refogar.
[  Assim que a cebola estiver translúcida, adicionar o molho de tomate e deixar cozinhar mais um pouco.
[  Juntar a água quente e uma pitada de sal.
[  Quando a água começar a ferver, adicionar as ervilhas. Deixar que estas cozam e parte da água evapore.
[  Partir o ovo, colocá-lo em cima das ervilhas (se necessário fazendo uma cavidade com uma colher) e esperar que a clara coza (deixando a gema ainda líquida).



Sendo este um prato bastante famoso a nível nacional, já tinha ouvido falar / visto fotos extremamente apetitosas dele, mas nunca tinha experimentado. Esta receita (e as fotos) são da primeira vez que fiz e provei, por isso não posso comparar com as tradicionais com vinho branco e enchidos (aaah, o bom velho prato tradicional português), mas garanto que estava maravilhoso! Fiz para o almoço num dia da semana e, além de ser prático e rápido, é um prato muito saboroso e em conta. Ficou aprovado, tenciono repetir muitas vezes!
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Informação Nutricional (por 1 dose)
Energia: 299kcal
Proteínas: 15.9g
Hidratos de Carbono: 16.8g
-       Dos quais açúcares: 7.6g
Lípidos: 17.6g 
-          Dos quais hidrogenados: 0.0g
-     Dos quais saturados: 3.4g
Fibra:  9g
Sódio: 381mg

     A informação nutricional engloba uma porção (neste caso, corresponde a cerca de 400g, 1 dose ou a totalidade da receita). Os valores estão sujeitos a erro humano e a alguma imprecisão, mas deverão estar próximos do valor real. 
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sábado, 14 de maio de 2016

Bolo com Chantilly e Morangos

Acho que já vos saturei com mencionei aqui o facto de que, no geral, a minha família prefere bolos simples aos mais elaborados, com cremes. Aliando isso ao também-mencionado facto de que gosto de fazer bolos de camadas, conseguirão obter uma ideia do constante dilema que se dá por aqui (sendo que o argumento final por excelência é 'quem faz os bolos é que decide', adivinhem da parte de quem... ;)). 
Não, por algum momento, se entreguem ao engano de achar que isto significa que eu tenho jeito para decorar bolos de camadas. Pelo contrário - não só não tenho queda para tal como costumo demorar imenso tempo e, dependendo dos dias, até envolver alguns desastres no processo. Hoje vou falar-vos de um deles, até agora o pior.
Certo dia, para um evento (não relacionado com culinária), decidi fazer um bolo de camadas. Ia decorá-lo no próprio dia de manhã antes de sair de casa, e para decoração ocorreu-me utilizar pasta de açúcar, um material trabalhoso com o qual nunca tinha lidado nem previa ter jeito para usar - tudo normal até aqui, portanto.
Fiz duas camadas de bolo tipo pão de Ló, recheei com ovos moles e cobri com a pasta de açúcar, fazendo uma decoração simples - branca com uns feitiozinhos de outras cores, que a minha motricidade fina não dá para mais - que até não ficou mal. Claro que, sendo a primeira experiência, demorei algum tempo, principalmente para fazer a camada branca que cobriu o bolo todo e se revelou extremamente difícil de transportar sem durante o processo se desfazer toda, isto já depois de tirar o bolor ao rolo da massa que não usava há séculos (ups).
No fim fiquei bastante satisfeita com o resultado: não estando nada de especial, também não estava feio de todo. A esta hora estarão se tiverem lido o texto até aqui a perguntar-se onde está o desastre, por isso vou satisfazer-vos a curiosidade. Quando acabei de decorar o bolo, comecei a arrumar todas as coisas que estavam na mesa onde o recheei e estendi a pasta de açúcar. Então apercebi-me de que tinha desaparecido uma agulha que lá pousara há pouco.
Depois de tanto tempo perdido com ele, olhei para o bolo com um olhar horrorizado. Além de não poder, obviamente, oferecer a ninguém um bolo com uma agulha infiltrada, também não podia usá-lo para satisfazer o meu eterno sonho de esmagar uma sobremesa contra a cara de alguém, sob pena de lhe furar um olho. Todo um drama.
Entre pânico e pensamentos suicidas Eventualmente encontrei a agulha no meio do chão, para grande alívio meu. Podem alegar que se encontrei a agulha não foi desastre nenhum, mas, pela honra da minha quasi paragem cardíaca naqueles minutos, acreditem em mim: foi.
Apesar de ter provavelmente descoberto a origem da tradição da estatueta no bolo rei (uma maneira muito original de encobrir o erro, verdade seja dita), foi uma coisa para esquecer: até hoje, nunca mais toquei em pasta de açúcar.
Claro que, para mal da minha família, pasta de açúcar e bolos de camadas são coisas diferentes...





Bolo com Chantilly e Morangos 
Adaptado daqui

Ingredientes:
Para o bolo:
[  9 ovos
[  300g de açúcar
[  150g de farinha

Para a cobertura:
[  400ml de natas bem frias (as minhas preferidas são as da marca 'Agros')
[  6 colheres de sopa de açúcar
[  Morangos cortados em cubos/fatias (a gosto)

Preparação:
Para o bolo:
| Separar as gemas das claras e colocar as últimas no recipiente de uma batedeira elétrica.
| Bater as claras em castelo. Sempre a bater e pouco a pouco, adicionar as gemas, o açúcar e a farinha.
| Dividir a massa por duas formas sem buraco do mesmo tamanho e antiaderentes (ou untadas e enfarinhadas) e levar ao forno pré-aquecido a 180º até que os bolos estejam cozidos (deve demorar por volta de 20 minutos; aconselho a que troquem os tabuleiros a meio para que nenhum dos bolos fique mais tostado).

Para a cobertura e 'montagem' do bolo:
| Bater, com uma batedeira elétrica, as natas com o açúcar até que estejam volumosas, consistentes e leves (em chantilly). Dividir por dois recipientes e misturar metade dos morangos num deles .
| Colocar uma das camadas do bolo num prato grande. Espalhar em cima a metade de chantilly a que foram adicionados morangos.
| Cobrir com a outra camada do bolo. Decorar com o restante chantilly e finalizar com a outra metade de morangos.
| Refrigerar.



Este bolo é mesmo fantástico. Não sei se conhecem (claro que conhecem!) aqueles bolos de fruta que há à venda em praticamente qualquer pastelaria, mas este fica parecido (ainda que seja melhor, obviamente ;)). Os elementos combinam todos na perfeição - o bolo fresco e fofo, o chantilly leve, cremoso e doce na medida certa e os morangos que, bem, são morangos! Já fiz duas vezes este ano, ambas as vezes como bolo de aniversário, e foi muito apreciado. Na verdade, este 'ódio' da minha família em relação aos bolos de camada só é válido para alguns, geralmente os que têm 'creme de manteiga' como recheio. Tanto este como o bolo alemão, que é recheado com creme de pasteleiro, são sempre elogiados, até porque ficam muito bons e nada enjoativos, ao contrário dos comuns bolos de camadas! Dos meus bolos de aniversário favoritos, sem dúvida.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Produtos #1 - Iogurtes (e Queijos Batidos. E 'quarks')

Visto que sou questionada algumas vezes quanto aos produtos que utilizo, decidi iniciar esta espécie de rubrica com alguns deles de modo a que mais pessoas tenham a possibilidade de aceder a essa informação (eu sei que é importante para vocês... ;)). Assim sendo, nos próximos tempos poderão ver aqui pelo blog, organizados por categorias, alguns alimentos (e seus eventuais usos) que são comummente incluídos numa (até associados a uma) alimentação saudável.

Esta primeira publicação é dedicada a iogurtes e queijos batidos 'que lhes fazem as vezes'. Refiro-me, como não podia deixar de ser, ao quark, o queridinho do mundo saudável.

Quark

Não, não és tu. Lamento.
RIP, quark antigo. Nunca te esqueceremos <3
Como poderão saber, o quark azul de antes parece ter sido extinto (logo depois de ter regressado da sua crise temporária, uma infelicidade). Em substituição aparece o queijo batido da Milbona (acima), que é bastante semelhante mas tem a informação nutricional ligeiramente diferente, com um pouco mais de açúcar e menos de proteína. Há quem diga que é um novo produto e o quark da Linessa vai voltar, há quem diga que este é o substituto ou até que é o mesmo, mas com a informação mais exata e detalhada - toda uma novela de lacticínios. Entretanto imagino que chovam críticas aos responsáveis do Lidl, e visto que o quark é praticamente a cash cow do supermercado (#dairysDaryl) pode ser que o façam voltar. Ou que ele volte pelo seu próprio pé, tomando de assalto o corredor de refrigerados que outrora lhe pertencia.

Resta esperar para saber.
De qualquer modo (e qualquer que seja a designação), o quark é uma fonte de proteína bastante prática e acessível (500g ficam por 0.99€). Mesmo com as alterações, tem um perfil nutricional interessante, com uma percentagem de gordura próxima de 0 e sem açúcares que não os naturalmente presentes. É muito versátil também - dá para misturar com gelatina e fazer uma espécie de mousse, fazer cheesecakes saudáveis,... Estas são aplicações populares, mas há outras mais simples, já que ele serve mais ou menos como iogurte (é só mais espesso e tem o sabor um pouco diferente) e, assim sendo, pode ser comido de modo mais 'normal'.  

Quark com morangos e sementes de girassol
Se não me engano, também há algumas versões do quark no Aldi e até no El Corte Inglés, mas nunca cheguei a comprar.

Quark 20% M.G

(não, não é obrigatório comprá-lo em quantidades industriais)
Visto que há não muito tempo o quark 0% gordura rareava nos Lidls do Norte (nem tudo são rosas e francesinhas por aqui, pessoal sulista), cheguei a comprar bastantes embalagens deste quark (não se nota nada, pois não? ;)). Tem o agradável bónus de vir em pacotes em forma de tijolo, o que proporciona uma bastante agradável organização no frigorífico. E todos sabemos o quanto este tipo de coisas importa. ;)

O teor em gordura é de 20%, a quantidade de hidratos de carbono é sensivelmente a mesma e a de proteína é superior. Para quem está a seguir um estilo paleo numa vertente mais livre, por exemplo, será uma boa opção. 

Cada pacote de 250g custa 0,69€, pelo que é consideravelmente mais caro do que o outro, mas também é mais denso em termos energéticos. O sabor é um pouco mais leve (lembra ligeiramente natas) e a textura é bastante diferente, mais espessa. Acho que se vê bem nesta fotografia, por exemplo:

Com compota e amêndoa laminada
Desculpem a qualidade estranha da foto e os elementos posicionados de forma bizarra, mas é já antiga porque não tenho comprado este quark. Isto muito devido ao...

Iogurte Grego (também conhecido por 'Melhor. Iogurte. De Sempre.')

Não cabes na maior parte das prateleiras do frigorífico, mas estás perdoado! 
Custando 2.49€/kg e não tendo a informação nutricional tão boa como a do quark (nada de muito significativo, é uma questão de décimas de gramas), vale totalmente a pena porque, bem, é perfeito. Está no trono dos iogurtes gregos a nível nacional, já que a maior parte tem açúcar adicionado. É mais espesso que um iogurte normal mas menos espesso que quark, e tem um sabor leve muito agradável que descobri combinar na perfeição com bolos. 

Como com bolo de abóbora...
...ou com bolo mármore...
...ou com bolo de coco.
Acho que já perceberam a ideia.
Fica bom com todos os bolos.
;)
Se estiverem à procura de outras formas de utilizar o iogurte grego que não em bolos deviam ter vergonha na cara sugiro estas duas (o que é que querem dizer com 'não precisamos que nos ensines a comer iogurte'?!):

Com Fruut
Por acaso esta combinação esteve presente nos meu pequeno-almoço de ontem - infelizmente não há sempre bolo saudável para comer com iogurte. Tenho andado preguiçosa.

(ou então aproveitei o meu 'domingo de fazer bolo saudável' para fazer tarte de amêndoa saudável que desapareceu num ápice por estar maravilhosa)
(nunca saberão)
(até lerem determinado post no blog)
(*suspense*)

Com granola caseira
Sou parcial, mas acho que aqueles clusters de granola estão magníficos ;) 

Queijo Fresco Batido

O Betamax dos queijos batidos
O nome pode parecer-vos familiar, já que o novo quark apareceu sob esta designação. Queijo fresco batido é mais ou menos o nome português para o quark alemão ou o fromage frais/blanc francês, que são muito semelhantes. O da foto acima foi comprado no E. Leclerc, e por lá há este queijo em potes assim ou em potinhos individuais, como os iogurtes, de várias marcas e até com versões biológicas. O Continente também tem algumas versões deste produto, assim como o Froiz, mas costuma ser muito mais caro e pior em termos de sabor e textura.

Pessoalmente tenho pena deste queijo (nunca pensei que alguma vez fosse escrever isto). O preço é menor do que o do quark (1.85€/kg, mas ainda há uma outra marca mais barata no supermercado) e a informação nutricional é muito parecida, mas por algum motivo ninguém lhe liga. Se estiverem interessados em ajudar uma pobre e ignorada marca de queijo batido, da próxima vez que forem E. Leclerc comprem um pacote para experimentar.

Ou, sei lá, imensos.
A escolha é vossa ;)

Os usos são muito semelhantes aos dos restantes iogurtes/queijos, portanto, de modo a não me repetir mais, vou saltar para o próximo.

Iogurte Danio

Tenho de responder imensas vezes à mesma pergunta por tua causa, mas ainda te adoro!
Este é, provavelmente, o produto da categoria sobre o qual me perguntam com mais frequência nas redes sociais. Pelos vistos não é muito comum (nem sequer a Danone lista este produto como sendo vendido no país), o que faz com que sempre que o publique surpreenda alguém com a sua existência.

É pena que não seja vendido em mais sítios, porque é uma alternativa mesmo boa aos restantes iogurtes Danio que tentam passar como saudáveis (embora tenham imenso açúcar). Este é mais barato do que os normais - custa 0,71€, o que, não sendo propriamente pouco para um iogurte, é em parte justificado pela dose e quantidade de proteína (13.5g por pote). O famoso Fage, por exemplo, custa mais de o dobro e não é muito diferente deste.

O que vêm na foto tem 2.9% de gordura e é o único que tenho visto por lá ultimamente. No início da infestação de Danios havia um 0% que era muuuito bom, mas entretanto desapareceu e nunca mais o vi. 

Costumo comprar no E. Leclerc, que tem outros igualmente incomuns sabores (entre os quais framboesa, cereja, kiwi e manga, sendo os potinhos do último sabor em versão miniatura e ADORÁVEIS).

A textura é muito espessa, mais do que a do quark ou iogurte grego, o que o torna muito agradável com... Praticamente tudo.

Traí o iogurte grego, mas foi uma vez sem significado, prometo ;)
Normalmente, devido à sua textura perfeita (sabor também), até o prefiro sem nada, mas fica muito bom como cobertura de bolos (até porque a textura é associável a chantilly) ou com toppings simples.

Com frutos vermelhos, porque 'simples' e 'caro' são adjetivos distintos :P
Com granola :)
Iogurte Natural

São do Continente, se a fotografia não tiver tornado a proveniência óbvia.
Parecendo que não, uns simples iogurtes têm muito que se lhe diga. Para além de muitos terem açúcar e adoçante adicionado, os mais 'limpos' nem sempre são grande coisa. Eu adoro o sabor dos iogurtes naturais não açucarados, mas há dois tipos bastante distintos - os cremosos e os 'sólidos', que quase podem ser retirados da embalagem e manter a forma (daí o nome que lhes atribuí :P). Não gosto muito destes últimos, porque mesmo depois de serem misturados não ficam muito cremosos, antes estranhamente líquidos e com pedaços. 

Os que vêm na foto são cremosos, embora normalmente os deste tipo até venham em embalagens brancas e arredondadas. Isso costumava verificar-se também com estes, mas depois a embalagem foi mudada. Já encontrei iogurtes do género no E. Leclerc também, mas do Lidl, por exemplo, só encontro dos sólidos-não-cremosos. 

Não sendo tão famosos como o quark ou iogurte grego, são práticos, saudáveis e uma boa opção para lanches mais simples.

Se pretenderem inserir 'verdes' na alimentação :P
Na embalagem acima não está incluída a quantidade de proteína, mas ronda os 5g por pote. Os ingredientes são bastante bons, apenas leite e leite em pó desnatados e proteínas e fermentos lácteos. 

Por virem em embalagens individuais são muito práticos, e costumo inseri-los em lanches ou pequenos-almoços com frequência. No caso de um 'pós 17km de corrida' (saudades dos meus Domingos de preparação para a meia maratona :P): 

Sou a única a ficar com vontade de beber compal de pêssego quando corro?
Na foto acima o iogurte está misturado com whey de banoffee da myprotein, daí a cor. Com banana fica muito bom :) Quanto ao sumo, bebi meio litro e não me orgulho disso :P

Com granola (e banana com canela) :)
Nem me lembro de quando tirei esta última foto, mas acho que foi um pequeno-almoço de há uns tempos. Conclusão: qualquer iogurte fica bem com granola (especialmente a minha, modéstia à parte).

E pronto, concluo assim a minha interessante dissertação sobre iogurtes, espero que tenham gostado ;)
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