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quinta-feira, 11 de abril de 2019

Pastéis de Amêndoa

Hoje trago uma receita que fiz na altura do Natal: uns pastéis de amêndoa tradicionais.
Mal os vi no blog O Cantinho dos Gulosos soube que tinha de os fazer. Pareceu-me logo ser uma receita capaz de fazer sucesso, até porque doces conventuais com amêndoa não têm como desiludir.
Sabem quando vêem uma receita ou um produto, esperam que tenha um sabor em específico e depois provam e é exatamente igual àquilo que imaginavam?
A título de exemplo, aconteceu-me isso com biscoff, uma espécie de manteiga de bolachas speculoos - mas não foi propriamente surpreendente, porque aquilo são basicamente speculoos triturados e eu já tinha provado as bolachas :P
O mesmo se passou com os pastéis de amêndoa, mas no caso destes não estava mesmo à espera que correspondessem tanto às minhas expectativas: desde a massa crocante ao recheio docinho e húmido com sabor a amêndoa, ficaram exatamente iguais àquilo que tinha imaginado.
Se agora também ficaram a pensar se o sabor será como imaginam, sugiro vivamente que experimentem. Não querem ficar a cismar no assunto, e a melhor solução é acabar com as dúvidas comendo uns pastéis de amêndoa caseirinhos. ;)





Pastéis de Amêndoa 
Adaptado daqui
Para cerca de 12 pastéis

Ingredientes:

Para a massa
[  160g de farinha
[  10g de farinha de amêndoa 
[  35g de açúcar em pó
[  1 pitada de sal
[  90g de manteiga gorda fria
[  2 gemas 

Para o recheio
[  2 ovos
[  100g de açúcar
[  120g de manteiga gorda à temperatura ambiente
[  130g de farinha de amêndoa
[  Canela (a gosto)

Preparação:

Para a massa
| Num recipiente médio, colocar as farinhas, o açúcar e o sal e misturar. 
| Cortar a manteiga em cubos e adicionar à mistura anterior. Misturar bem com as mãos até a textura se assemelhar a areia molhada. Pode ser preciso trabalhá-la algum tempo para incorporar bem a manteiga na farinha - não percam a paciência!
| Adicionar as gemas e misturar novamente até se formar uma massa coesa. Formar uma bola, embrulhar em película aderente e refrigerar durante 15 minutos.
| Usar a massa para forrar forminhas de alumínio (cerca de 12), pressionando bem com os dedos. Picar o fundo com um garfo.
| Levar ao forno pré-aquecido a 160 graus durante cerca de 10 minutos.

Para o recheio 
| Num recipiente grande, colocar os ovos, o açúcar e a manteiga e bater com uma batedeira elétrica até que o preparado esteja praticamente homogéneo (deve demorar 1 ou 2 minutos).
| Adicionar a farinha de amêndoa e a canela e envolver (sem bater, utilizando por exemplo uma colher).
| Distribuir o preparado pelas forminhas com a massa (podem ainda estar quentes, não é preciso deixarem arrefecer completamente).
| Levar ao forno pré-aquecido a 180 graus durante cerca de 20 minutos, ou até que ficam levemente douradas.



Acho que estes pastéis se vão tornar presença habitual nas festas por estes lados - a textura húmida por dentro e crocante por fora conjugada com o sabor viciante da amêndoa fica só maravilhosa! Não são demasiado doces nem enjoativos, e toda a gente que experimentou adorou. É definitivamente uma receita a repetir :)

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Queijadinhas de Leite

Queijadas são sem dúvida um dos meus doces favoritos. Estranhamente, quase nunca faço ou como, e tirando as tartes tipo queijada saudáveis ainda não tinha nenhuma receita do género aqui no blog. Hoje venho corrigir essa falha :)
Fiz as queijadinhas das fotos há duas semanas, mas a verdade é que já tinha feito esta receita uma vez antes e por alguma razão indesculpável me esqueci de a publicar. Ainda bem que voltei a lembrar-me delas, porque são fantásticas e estava mesmo a precisar de um elemento novo no meu repertório de receitas de sobremesas habituais. Não que alguém se pareça importar com o facto de estar sempre a fazer as mesmas, pelo contrário :P
Se são tão fãs de queijadas como eu, experimentem. Estas são bem fáceis de fazer e não desiludem :)





Queijadinhas de Leite
Adaptado daqui
Para cerca de 20 queijadas

Ingredientes:
[  800ml de leite meio-gordo
[  1 pau de canela
[  1 pedaço de casca de limão
[  100g de farinha branca
[  50g de amido de milho
[  300g de açúcar (+ o necessário para untar as formas)
[  5 ovos
[  Manteiga (a necessária para untar as formas)

Preparação:
| Ferver o leite com o pau de canela e a casca de limão.
| Num recipiente grande, colocar a farinha, o amido de milho e o açúcar. Juntar o ovos e misturar bem.
| Adicionar aos poucos o leite fervido à mistura anterior, mexendo vigorosamente com uma vara de arames.
| Untar cerca de 20 formas com manteiga e polvilhá-las com açúcar. Dispô-las num tabuleiro de forno fundo e enchê-las com o preparado.
| Adicionar água quente ao tabuleiro (até cerca de metade da altura das formas).
| Levar ao forno pré-aquecido a 180 graus até que as queijadas estejam cozidas e douradas (deve demorar entre 30 e 60 minutos).



Acho que as fotos dizem tudo - as queijadinhas ficam com uma textura perfeita, densa e super cremosa! O sabor também é ótimo, com um travo a canela e limão. Sou suspeita, mas acho que são mesmo uma das melhores sobremesas que pode haver :)

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Torta de Laranja (Saudável, Sem Glúten, Sem Lactose, Sem Açúcar Adicionado)


Já não é segredo para ninguém que eu odeio tortas. Ou melhor, não odeio as tortas propriamente ditas - odeio fazê-las. Tentar fazê-las, para ser mais precisa.
Eu até consigo fazer algumas sobremesas 'elaboradas' com sucesso: já fiz imensas fornadas de éclairs e saíram todas bem, os primeiros macarons que fiz ficaram bastante perfeitinhos e os segundos também, mesmo com o desafio extra de terem orelhas, e até já ultrapassei o meu trauma com massas lêvedas, que agora me saem sempre bem (prova 1prova 2).
Mas com as tortas a história é diferente, não fossem elas um dos meus maiores arqui-inimigos (só não digo o maior porque depois uma caixa de palitos cai ao chão e não tenho categoria para ela). Não sei ao certo quantas já fiz, mas penso que devem ter sido cerca de meia dúzia e quebraram todas ao enrolar. Todas. Espero que percebam que o meu ódio é completamente fundado.
Ainda assim, decidi arriscar fazer uma versão saudável inspirada numa receita que tinha visto no blog Na Caverna da Marta (um blog paleo que tem receitas ótimas, espreitem!). O procedimento é bastante simples, por isso praticamente só precisei de misturar tudo, levar ao forno, desenformar sobre um pano, rechear e rezar enrolar. Rapidamente chegou a temida última tarefa, e quando comecei a enrolar... A torta partiu-se.
Eu sei que este não é o final feliz de que possivelmente estavam à espera, mas também não foi assim tão mau - como era grande parti-a em duas e uma das metades não tinha quebrado tanto, por isso até ficou apresentável nas fotografias (que como todos sabemos é o que verdadeiramente importa :P). Já posso dizer que fiz meia torta decente, talvez para a próxima seja afortunada o suficiente para fazer uma inteira.






Torta de Laranja (Saudável, Sem Glúten, Sem Lactose, Sem Açúcar Adicionado)
Adaptado daqui

Ingredientes:
[  2 laranjas médias
[  50g de óleo de coco
[  8 ovos
[  50g de mel
[  50g de polvilho doce
[  Doce de pêssego Natura da Quinta de Jugais (para rechear, usem a gosto)

Preparação:
| Descascar as laranjas, retirando as partes brancas, e triturá-las (utilizando um processador ou uma varinha mágica).
| Derreter o óleo de coco. Misturar a polpa das laranjas com os restantes ingredientes (óleo de coco derretido, ovos, mel e polvilho doce) e bater até o preparado ficar homogéneo (podem usar um garfo ou novamente o processador/varinha mágica).
| Colocar num tabuleiro* forrado com papel vegetal e levar ao forno pré-aquecido a 180 graus durante cerca de 25 minutos, ou até a torta se mostrar sólida.
|  Desenformar sobre um pano humedecido. Esperar alguns minutos, rechear com o doce e enrolar (ainda morna) com a ajuda do pano.

*Não usem um tabuleiro demasiado pequeno, pois se a torta for demasiado grossa torna-se mais difícil de enrolar.



Quanto ao sabor, as tortas não tendem de todo a ser tão melindrosas: ficam sempre ótimas! Esta não foi exceção, antes pelo contrário. O sabor a laranja parece-me definitivamente a escolha vencedora no que toca a tortas, até porque a cor realça o seu formato adorável. Ficou com aquela textura fofinha e fresca típica destes bolos, mas ligeiramente mais húmida do que o habitual; lembra até um pouco uma queijada! É bastante convidativa a uma segunda fatia ;)  
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Informação Nutricional (por um fatia pequena)
Energia: 90kcal
Proteínas: 3.0g
Hidratos de Carbono: 8.2g
-       Dos quais açúcares: 5.0g
Lípidos: 5.4g 
-          Dos quais hidrogenados: 0.0g
-     Dos quais saturados: 3.4g
Fibra:  0.6g
Sódio:  31mg

     A informação nutricional engloba uma porção (neste caso, corresponde a 1 fatia pequena ou 1/16 da receita). Não inclui o doce, visto que é opcional e a quantidade usada é a gosto. Os valores estão sujeitos a erro humano e a alguma imprecisão, mas deverão estar próximos do valor real. 
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sábado, 14 de outubro de 2017

Pão de Ló de Ovar (Saudável, Sem Glúten/Lactose, Sem Gordura Adicionada)


Escolher o tempo que um pão de ló deve ficar no forno de modo a ficar perfeito é uma arte - admito que demorei a dominá-la, e o pão de ló tradicional que costumo fazer é prova disso.
Já fiz pães de ló demasiado secos, já fiz pães de ló demasiado líquidos e até já cheguei a fazer um que se encaixava em ambas as categorias, num dia em que apenas liguei a resistência de cima do forno.
A boa notícia é que há um lado atenuante - há sempre alguém que gosta do pão de ló mais seco ou mais húmido ou metade metade. O meu irmão, por exemplo, é um fanático do pão de ló líquido (nem é húmido, é líquido mesmo) - acho que o pão de ló que deixei menos tempo no forno até agora, que mais parecia doce de ovos, foi o preferido dele.
Assim sendo, não houve uma vez em que fizesse um pão de ló e ele foi apreciado (nem aquele primeiro que eu tentei bater à mão e ficou todo enqueijado - benefícios de ter uma mãe fanática por bolos enqueijados. O lado mau é ter de fazer queijadas todas as semanas). Então decidi tentar a minha sorte com uma versão saudável - e acho que as fotos falam por si quanto ao resultado. Para bolo  caprichoso o pão de ló tem sido bem simpático. ;)





Pão de Ló (Saudável, Sem Glúten/Lactose, Sem Gordura Adicionada)
Adaptado daqui

Ingredientes:
[  3 ovos
[  9 gemas
[  75g de açúcar de coco (usei o da Faz Bem, que podem encomendar aqui com 20% de desconto ao usar o cupão avela)
[  100g de polvilho doce (também podem usar azedo)

Preparação:
| Num recipiente grande, bater os ovos, as gemas e o açúcar de coco com uma batedeira elétrica durante cerca de 15 minutos (até a mistura ganhar volume e ficar fofa).
| Peneirar o polvilho para a mistura e envolver cuidadosamente com uma espátula.
| Transferir a mistura para uma forma pequena forrada com papel vegetal.
| Levar ao forno pré-aquecido a 220 graus durante cerca de 20 minutos (depende de como preferem o pão de ló e do forno - no meu forno 20 minutos resultaram no bolo da foto, bem húmido, mas provavelmente em alguns fornos tanto tempo resulta num pão de ló mais seco).



O pão de ló ficou delicioso, com um sabor ótimo e uma textura fofa e húmida! Por causa do açúcar de coco ficou com esta cor que lembra caramelo, achei adorável :P
Sempre pensei em fazer este bolo numa versão mais saudável, mas uso sempre mel para adoçar os bolos e achei que os ovos eram capazes de não ganhar tanto ar se fossem batidos com mel. Mais uma vez o açúcar de coco foi a solução - e resultou muito bem :)
Não cortei na quantidade das gemas porque acho que são imprescindíveis para fazer um pão de ló que lembre minimamente o original. Desta forma claro que, assim como o pão de ló tradicional, tem muitas gemas (e continua a ter açúcar, embora seja açúcar de coco), mas também é óbvio que classificar este bolo como 'saudável' (em comparação ao tradicional) não significa que devam basear a vossa alimentação nele!
De resto, é um bolo muito simples de fazer e que vale a pena. Espero que experimentem e aprovem a receita :)
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Informação Nutricional (por uma fatia)
Energia: 164kcal
Proteínas: 5.1g
Hidratos de Carbono: 21.3g 
-       Dos quais açúcares: 10.0g
Lípidos: 6.7g 
-          Dos quais hidrogenados: 0.0g
-     Dos quais saturados: 2.3g
Fibra:  0.1g
Sódio: 32mg

     A informação nutricional engloba uma porção (neste caso, corresponde a 1 fatia ou 1/8 da receita). Os valores estão sujeitos a erro humano e a alguma imprecisão, mas deverão estar próximos do valor real. 
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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Bolo Rainha (Saudável, Sem Glúten/Lactose, Sem Açúcar Adicionado)


Como já sabem, o primeiro contacto que tive com o trigo sarraceno não foi propriamente positivo. Tornando curta uma história longa, fiz uma vez umas papas com pouco líquido e flocos de trigo sarraceno demasiado finos, o que resultou numa valente papada consistência estranhamente espessa que me fez ficar *bastante* enjoada para todo o sempre.
Tive aquele momento de we meet again quando estava a escolher os produtos que ia receber na primeira encomenda em virtude da minha parceria com a EU Nutrition. Num momento de boa vontade e espírito reconciliador, decidi inclui-lo entre os produtos que queria - pelo menos até descobrir que era o único produto da nova gama bio que ainda não estava disponível.
Embora o meu pensamento tenha, confesso, resvalado para o se queres guerra terás guerra e  para o gasto mas sempre atual É UM SINAL, sou uma pessoa de paz, pelo que eventualmente acabei por encomendá-lo de qualquer maneira. 
Entretanto apenas fiz duas receitas com a farinha, mas chegaram para que esta se redimisse - ou não fossem elas uns crepes vegan deliciosos (depois publico a receita) e este bolo rainha saudável mesmo saboroso. 
Com ou sem histórico de ressentimentos na relação com o trigo sarraceno, aconselho-vos a experimentarem esta receita - de certeza que a vão adorar :)




Bolo Rainha (Saudável, Sem Glúten/Lactose, Sem Açúcar Adicionado)
Adaptado daqui

Ingredientes:
[  100ml de água
[  10g de fermento de padeiro seco (certificado sem glúten para a versão sem glúten)
[  200g de farinha de aveia (certificada sem glúten para a versão sem glúten)
[  150g de farinha de trigo sarraceno (podem comprá-la aqui com 10% de desconto se usarem o código EUAVELA10)
[  100g de polvilho doce
[  Raspa de 1 laranja
[  1 pitada generosa de sal
[  3 ovos
[  100ml de leite (pode ser vegetal ou sem lactose)
[ 100g de mel + 1 pouco para pincelar
[  25g de óleo de coco (podem comprá-lo aqui também com desconto usando código EUAVELA10)
[  Frutos secos (a gosto; sugiro que usem pinhões, nozes e amêndoas)
[  1 gema de ovo (opcional)

Preparação:
| Aquecer a água até ficar morna ao toque (mas sem que queime). Juntar o fermento e deixar a mistura repousar por 10 minutos.
| Num recipiente grande, colocar as farinhas de aveia e trigo sarraceno, o polvilho doce, a raspa de laranja e o sal e misturar bem.
| Adicionar ao preparado anterior os ovos, o leite, o mel, o óleo de coco derretido e a mistura anterior de fermento, envolvendo tudo a cada adição.
| Transferir a mistura para uma bancada enfarinhada (com qualquer uma das farinhas anteriores) e amassar bem, juntando mais farinha se necessário para que não se cole às mãos (mas não juntem demasiada, o resultado pode ficar seco).
| Formar uma bola com a massa, colocá-la num recipiente limpo, cobri-la com um pano e deixá-la a levedar durante 30 minutos num local quente (coloquei no forno pré-aquecido a 50 graus e desligado).
| Após este tempo, voltar a transferir a massa para a bancada e amassar novamente uns minutos. Envolver depois os frutos secos, dar à massa uma forma de coroa e colocá-la num tabuleiro forrado com papel vegetal (podem colocar uma lata também forrada para que o buraco não feche quando a massa crescer).
| Deixar a massa a levedar mais uma hora num local quente (coloquei novamente no forno).
| Pincelar o bolo com a gema diluída em água e levá-lo ao forno pré-aquecido a 180 graus durante cerca de 25 minutos.
| Retirar e pincelar com mel (se pretendido).



Apesar de ter uma textura um pouco mais densa que o bolo rainha normal e ser menos doce, como seria de esperar, este bolo é muito saboroso e tem aquele travo caraterístico dos citrinos e dos frutos secos que resulta tão bem no bolo rainha tradicional. Ainda quente fica muito fofinho e guloso, e tem a vantagem de poder ser congelado em fatias para ser posteriormente aquecido no microondas e comido quentinho como se tivesse saído do forno!
Aviso só que, uma vez que não tem tanta gordura como a versão original e é feito de farinhas integrais, no dia após ser feito tende a ficar um pouco seco, pelo que sugiro que o sirvam após cozinhar ou congelem.
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Informação Nutricional (por uma fatia)
Energia: 157kcal
Proteínas: 4.1g
Hidratos de Carbono: 27.8g 
-       Dos quais açúcares: 5.9g
Lípidos: 3.8g 
-          Dos quais hidrogenados: 0.0g
-     Dos quais saturados: 1.9g
Fibra:  2.6g
Sódio: 58mg

     A informação nutricional engloba uma porção (neste caso, corresponde a 1 fatia ou 1/15 da receita). Não inclui ingredientes opcionais nem os frutos secos, uma vez que as quantidades usadas variam de pessoa para pessoa. Os valores estão sujeitos a erro humano e a alguma imprecisão, mas deverão estar próximos do valor real. 
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A última participação no desafio criado pela Ana do Casinha das Bolachas:

A torta da Carla, que podem ver aqui

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Bolo Rainha

Há uns anos viciei nas músicas dos Queen, algum tempo depois de comprar o meu primeiro MP4 (ainda vive) e começar a ligar mais à música no geral. Conhecia os títulos mais famosos da banda, claro (não há ouvido pelo qual a We Will Rock You e a We Are The Champions não tenham passado), mas nunca tinha explorado outros. 
Depois entusiasmei-me, com direito a tudo o que alguém aficcionado pela banda faz: elaborei a minha própria interpretação detalhada da Bohemian Rhapsody, vi várias vezes o concerto de Montreal que está sempre a passar num canal recôndito da Meo, tentei explorar e interessar-me pela carreira a solo do Freddie Mercury e do Brian May (não consegui), apercebi-me de que a banda piorou imenso na transição dos anos 70 para os anos 80, perguntei-me porque é que a The March of The Black Queen era tão subvalorizada, vi com entusiasmo o episódio do Family Guy dedicado ao álbum A Night at The Opera, fiquei a par de toda a história com o manager Norman Sheffield através de todas as músicas de ódio escritas contra ele e até escolhi as minhas preferidas entre estas últimas (são a Flick of The Wrist e a Death on Two Legs, já agora).
Eventualmente o entusiasmo desvaneceu, e a falta de espaço no meu MP4 (já sabem que é velhinho) levou-me até a apagar grande parte das músicas da banda (eram perto de cem e não me orgulho disso). Passei para uma fase de desvalorizar os Queen (talvez o símbolo horrendo e o efeito dos anos 80 nas músicas tenham ajudado), enquanto, claro, viciava noutras bandas em jeito de substituição.
Entretanto recuperei algum do entusiasmo e atingi alguma estabilidade na minha relação com a banda: não acho que seja genial ou que mereça o título de melhor banda de sempre, mas as músicas (pelo menos as pré-1980) conseguem ter melodias fantásticas - e não há quem não adore o resultado da influência do gospel.
Como se isto não chegasse, há este bolo rainha: não há homónimo de um bolo assim que não seja merecedor da minha admiração :)





Bolo Rainha
Adaptado daqui

Ingredientes:
[  150ml de leite
[  70g de manteiga
[  Raspa de 1 limão
[  Raspa de 1 laranja
[  70g de açúcar
[  3 gemas
[  10g de fermento de padeiro seco
[  25ml de sumo de laranja
[  40ml de vinho do Porto
[  400g de farinha (branca e sem fermento)
[  2/3 de colher de chá de sal fino
[  100g de pinhões
[  100g de nozes
[  100g de amêndoas
[  Frutos secos (para a decoração)
[  1 gema diluída com uma colher de sopa de água (para a decoração)
[  Geleia (para a decoração)
[  Açúcar em pó (para a decoração)

Preparação:
| Colocar o leite e a manteiga num recipiente grande e levá-lo ao microondas até que a manteiga derreta e a mistura fique quente ao toque (sem queimar).
| Mexendo sempre com um fouet (ou um garfo), juntar ao leite com manteiga a raspa de limão e de laranja, o açúcar, as gemas, o fermento de padeiro, o sumo de laranja e o vinho do Porto.
| Juntar a farinha aos poucos e a pitada de sal. Assim que o preparado comece a ficar menos pegajoso e mais moldável (se necessário podem juntar mais farinha), transferi-lo para uma bancada enfarinhada e amassá-la durante 10 minutos.
| Formar uma bola com a massa e colocá-la num recipiente limpo. Cobrir o recipiente com um pano e deixar levedar num sítio quente (costumo colocar no forno pré-aquecido a 50 graus e desligado) durante 3 horas.
| Findo este tempo, amassar a massa durante mais 5 minutos e por fim envolver nesta os frutos secos partidos grosseiramente. Formar uma coroa/rosca e transferi-la para um tabuleiro forrado com papel vegetal, colocando uma lata (também forrada com papel vegetal; qualquer lata redonda de conservas serve) no centro para que o buraco central não 'feche' com o crescimento da massa.
| Decorar o bolo com frutos secos, cobri-lo com um pano e levá-lo a levedar mais 2 horas num local quente (coloquei novamente no forno pré-aquecido a 50 graus e desligado).
| Ao fim das duas horas, pincelar o bolo com a gema diluída com água e levá-lo ao forno pré-aquecido a 180 graus durante cerca de 25 minutos, ou até que cresça e fique cozido dourado.
| Pincelar o bolo com geleia (para que fique brilhante) e polvilhá-lo com açúcar em pó assim que este saia do forno.

(Ainda não há fotos de fatias porque também foram todas com o incidente do iPad. Quando fizer de novo publico.)

Este bolo foi um tremendo sucesso! Apesar de o bolo rei tradicional ser apreciado por muita gente, este é (para mim) muito melhor: primeiro porque frutos cristalizados são horríveis, e depois porque fica meeesmo fofinho! Com imensos frutos secos pelo meio fica estupidamente delicioso. É daquelas receitas tradicionais que nunca se pensa que vão dar resultados tão bons como os das pastelarias já versadas nesta arte, mas acreditem em mim, vai - claro, uma fatia ainda quentinha convencer-vos-á muito melhor do que eu. E digam lá que não é um bolo majestoso :P 

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Quindins

Já mencionei que tenho por natureza alguma tendência para preferir receitas complicadas. Associo a estas um melhor resultado, o que às vezes é verdade, mas não sempre. 
Quando comecei a tentar fazer versões saudáveis de receitas tinha medo de não seguir a receita à risca fosse ter um mau resultado, pelo que fazia substituições estúpidas: achava que era boa ideia usar uma dúzia de farinhas integrais diferentes em quantidades ridiculamente pequenas em vez da branca, uma colher de sopa de azeite em vez de óleo, clara e totalmente indispensável... Com o tempo comecei a perceber que isto não servia para nada, pelo que agora a maior parte dos bolos saudáveis que faço são muito simples (e deliciosos, nunca é demais reforçar).
No entanto a tendência persiste em termos de doces, e se nos bolos de camadas já desisti do buttercream e passei a fazer os infalíveis bolo com fruta e chantilly e bolo alemão ainda é raro fazer um bolo simples de laranja - e quando faço um complico na mesma, com ideias maravilhosas como 'vou totalmente fazer o melhor bolo de laranja de sempre! *Peneirar as gemas* *usar parte farinha maizena* *bater as claras à parte* *mexer tudo com uma lentidão e cuidado exagerados* *acabar com um bolo exatamente igual a todos os outros e mesmo assim ficar insistentemente a observar as caras das pessoas enquanto comem tentando descobrir uma expressão de encanto desmedido*'. 
Poder-se-ia dizer que sou um caso perdido; tenho, no entanto, esperança na minha evolução, em grande parte fundada nestes quindins. Este é um doce que nunca provei até fazer pela primeira vez, utilizando uma receita que exigia o preparo de uma calda de açúcar para hidratar o coco. O sabor convenceu-me, mas o aspeto ficou um pouco duvidoso - quindim que é quindim parece ter luz própria, e os meus ficaram demasiado baços e imperfeitos para o trabalho que deram. Quando voltei a fazer esta sobremesa a receita que utilizei foi a que deixo abaixo: extremamente simples, com apenas quatro ingredientes que misturei de uma só vez. O resultado, dando-me uma lição sobre a simplicidade e o seu potencial, ficou perfeito.
(Ainda vos hei-de mostrar os patinhos feios da primeira tentativa!)






Quindins
Adaptado daqui 
Para 12 quindins

Ingredientes:
[  10 gemas
[  200g de açúcar
[  150ml de leite de coco
[  100g de coco ralado 

Preparação:
| Misturar bem as gemas com o açúcar, o leite de coco e o coco ralado.
| Distribuir o preparado por forminhas untadas e polvilhadas com açúcar (podem usar várias pequenas ou uma grande).
| Levar ao forno pré-aquecido a 180 graus em banho maria (costumo usar um tabuleiro de muffins com água: coloco as formas de metal com a massa nas cavidades) durante cerca de 45 minutos. Se começarem a queimar podem cobrir com uma folha de papel de alumínio.



Além de terem ficado muito brilhantes (o que é sempre agradável), estes bolinhos foram muito apreciados. A textura é deliciosa, tendo eles uma parte 'mais pudim' e outra fofinha; para além do mais, envolvendo coco já se sabe o fascínio que suscitam - se são amantes do ingrediente, têm aqui uma mina de ouro. A cor e o formato são amorosos, mas depois da primeira trinca não vão ficar com pena de os 'destruir'! São ainda um pouco menos doces que os tradicionais, não sendo portanto tão enjoativos - conjugando este facto com a consistência perfeita que se vê, saber-se-ia de antemão que iriam desaparecer uns atrás dos outros, o que a experiência corroborou. Uma receita a repetir, portanto :)

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Coquinhos (3 ingredientes) (Sem Glúten/Lactose, Sem Açúcar/Gordura Adicionados, Paleo)


Não sei se conhecem o pocket. Basicamente, é um site/aplicação que permite guardar páginas e artigos que se encontrem na Internet através dos seus links, permitindo depois organizar tudo por etiquetas, favoritos, etc. Funciona como um ótimo descargo de consciência - estão a ver aquela receita para que olham e dizem 'tenho de fazer' quando sabem de antemão que se vão esquecer dela? Com o pocket podem certificar-se de que não se esquecem, o que é bem útil - até determinado ponto. Há eventualmente uma linha a ser ultrapassada, na passagem do 'vou guardar aqui meia dúzia de ideias para experimentar' para 'vou guardar todas as receitas que me aparecem à frente e esperar que um eu futuro extremamente dedicado tire um ano sabático para as experimentar todas'. Com mais de cinco milhares de receitas guardadas, acho que tenho de confessar que me encaixo na segunda categoria.
Tenho ainda uma 'lista imediata', onde vou guardando as receitas quando não me apetece fazer login no pocket as quero fazer mais rapidamente, mas mesmo essa não tem a sorte de se ver completamente riscada (o que é uma pena, porque listas com todos os itens riscados são a coisa mais agradável de sempre). Não sei como esta ou a outra estariam sem o maior propulsionador do cumprimento destas listas - o ritmo de maturação de vegetais, que compro com a ideia de utilizar numa receita e não me deixam esquecer-me de tal, olhando para mim com o seu ar bem mais próximo de apodrecer do que o que seria razoável para produtos comprados há alguns dias (obrigada, supermercados, por transferirem os frescos do frigorífico para os expositores).
Há, claro, exceções; é o exemplo destes bolos. Não passaram pelo poço negro de espera e frustração das minhas listas (não se preocupem com a falta de eficiência, estou a considerar estabelecer um sistema de pulseiras em breve ;)), porque assim que me ocorreu que fazer coquinhos numa versão saudável seria fácil fui misturar os poucos ingredientes que utilizei para os fazer e colocá-los no forno. Só para verificar, quando de lá saíram, que a prioridade atribuída foi totalmente justificada...





Coquinhos (3 ingredientes) (Sem Glúten/Lactose, Sem Açúcar/Gordura Adicionados, Paleo)
Para 16 coquinhos

Ingredientes:
[  100g coco ralado
[  1 colher de sopa de mel (cerca de 20g)
[  2 ovos

Preparação:
| Colocar todos os ingredientes (coco, mel e ovos) num recipiente pequeno e mexer muito bem.
| Dividir a mistura por formas pequenas, colocá-las num tabuleiro e levá-las ao forno pré-aquecido a 180 graus durante cerca de 15 minutos (ou até que os coquinhos fiquem dourados).


Estes coquinhos foram aprovados por grandes fãs da iguaria - e, claro, por mim. São surrealmente fofinhos! Pode parecer que têm pouco mel, mas o que têm, juntamente com o coco, confere ao resultado um sabor muito agradável. Pessoalmente não sou a maior fã dos normais (não sei porquê, sinto-os sempre uns 'lacklusters'), mas adorei estes, que são menos enjoativos e têm um sabor mais leve. De realçar a enorme simplicidade, já que demoram 5 minutos a ser feitos! 
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Informação Nutricional (por 1 coquinho)
Energia: 53kcal
Proteínas: 1.1g
Hidratos de Carbono: 2.7g 
-       Dos quais açúcares: 1.5g
Lípidos: 4.7g 
-          Dos quais hidrogenados: 0.0g
-     Dos quais saturados: 3.9g
Fibra:  0.8g
Sódio: 10mg

     A informação nutricional engloba uma porção (neste caso, corresponde a cerca de 12g, 1 coquinho ou 1/16 da receita). Os valores estão sujeitos a erro humano e a alguma imprecisão, mas deverão estar próximos do valor real. 
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terça-feira, 7 de junho de 2016

Tarte de Nata

Há uns tempos andava viciada em fazer muffins - depois de finalmente encontrar formas de papel a que não se colavam e um tabuleiro em que estas coubessem, aproveitava a maré de bons resultados para colocar um tabuleiro deles no forno todas as semanas, utilizando quase sempre uma receita  com sabores diferentes: desde laranja até coco, passando por chocolate e por queijo... Quase esgotei as opções possíveis. Adorava olhar para o forno no fim do tempo de cozedura e vê-los altinhos e dourados, exceto quando transbordavam (porque limpar o forno depois de um incidente com muffins é quase tão mau como limpar o microondas depois de um incidente com papas de aveia, e acho que posso dizer com confiança que esse é o pior pesadelo de todos nós). Depois de semanas disto, num dia em que estava a preparar um novo tabuleiro deles, a minha avó (uma das minhas cobaias) veio perguntar-me se eram os mesmos de sempre.
Quando eu fazia fornadas diferentes todas as semanas.
(Espero que concordem que tal ofensa é logo motivo para desalento culinário...)
Quando a moda dos muffins passou, encontrei algumas das melhores receitas de sobremesa de sempre: o crème brûlée, os crepes, a tarte de flan... Enfim, foi um período próspero para a minha lista go-to de receitas não saudáveis.
Pensei então ingenuamente que, com toda esta variedade de sabores e texturas, muitas das quais até inspiradas na finória culinária francesa, o nível do palato por estes lados haveria de ter evoluído. Era esta noção que tinha da realidade quando fiz esta tarte; uma tarte de nata, coisa que nunca havia feito. Foi depois de esta ser provada que me apercebi da desapontante realidade - toda a gente pensava que era a tarte de flan. 
Eu sei, o aspeto é parecido, mas em termos de sabor (e preparação) as tartes não têm absolutamente nada a ver (ok, talvez um pouquinho) uma com a outra. Acho que mais vale desistir de esperar sentidos apurados para a culinária. Se apanhar umas receitas deliciosas como estas pelo caminho  as novas experiências vão valendo a pena, de qualquer modo...






Tarte de Nata
Adaptado daqui

Ingredientes:
[  1 embalagem de massa folhada ou quebrada redonda
[  300g de açúcar
[  80g de amido de milho
[  6 gemas
[  500ml de leite magro
[  200ml de água
[  2 paus de canela
[  Casca de 1/2 limão

Preparação:
| Forrar com a massa (folhada ou quebrada) uma forma redonda, sem buraco, ou tarteira. Picar a base com um garfo.
| Juntar o açúcar e o amido de milho num tacho e misturar muito bem. Adicionar as gemas e um pouco de leite e mexer novamente, juntando depois o resto do leite pouco a pouco, sempre a misturar bem para que o preparado fique homogéneo. Por fim, adicionar a água e voltar a mexer.
| Colocar também no tacho os paus de canela e a casca de limão e levá-lo a lume baixo. Mexendo constantemente, esperar que o preparado engrosse, resultando num creme suave.
| Retirar da mistura os paus de canela e a casca de limão e transferi-la para a forma com massa folhada.
| Alisar a superfície e levar ao forno pré-aquecido a 180 graus durante cerca de 30 minutos, ou até que fique com o padrão tostado clássico das tartes de nata.
| Retirar do forno e deixar arrefecer. Pode ser servida à temperatura ambiente ou, se preferirem, fria, bastando para isso colocá-la no frigorífico.



Como disse, nunca tinha experimentado nenhuma receita de tarte de nata. No outro dia lembrei-me de fazer e fui ver se havia alguma receita no blog Recanto com Tempero, que nunca desilude com as suas sugestões - então encontrei esta, que me convenceu de imediato. Foi a primeira que fiz, mas acabou aqui a procura por tartes de nata, esta é perfeita! Ficou muito brilhante, com um cheiro agradável às clássicas natas e um sabor muito parecido ao destas também. Não esperava que ficasse tão semelhante aos pastéis tradicionais, mas ficou! Experiência mais do que aprovada, para repetir. Acho que se vai tornar numa sobremesa recorrente por aqui :)
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