quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Passatempo + Uma Espécie de Desafio de Natal


Era só para vos avisar que lancei esta semana um passatempo, sendo o prémio o livro de receitas saudáveis do Jamie Oliver :)

Podem consultar o 'regulamento' aqui; se não tiverem conta no facebook ou instagram, deixem nesta publicação um comentário com o vosso nome de seguidores do blog (ou simplesmente a dizer que estão a participar, caso estejam com o log in feito na vossa conta). Se tiverem conta nas duas redes sociais não deixem de participar com ambas nesta publicação no facebook (ou, se não tiverem conta neste mas tiverem  no IG, participar neste último aqui), terão mais hipóteses de ganhar!

Aproveito ainda para dizer que estou a participar juntamente com outras bloggers numa espécie de desafio de Natal; assim sendo, serão vários os blogs e páginas a partilhar a sua sugestão natalícia associada a este desafio, incluindo, claro, eu (que participarei com um arroz doce saudável mesmo bom - esperem para ver). A iniciativa é da Ana do blog A Casinha das Bolachas - visitem :D




Esta é a participação de ontem e também a sugestão da anfitriã: uns sonhos bem caseirinhos que fiquei cheia de vontade de fazer :)


Hoje a receita é um molotof de caramelo cheio de bom aspeto feito pela Sílvia, da página de facebook As Minhas Perdições.

Dêem uma visa de olhos pelas receitas e inspirem-se para a mesa de Natal! Haverá mais ;)

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Produtos #15 - Polvilho Doce e Azedo

O polvilho é um daqueles ingredientes sobre os quais me perguntam frequentemente. Onde se compra, quanto custa, o que é exatamente, como se pode substituir (quando as questões anteriores não obtêm resposta satisfatória :P)... Decidi então esclarecer todas as dúvidas e fazer um post cheio de fotos de crepiocas pelo caminho (a sério, preparem-se para um exagero delas). 

*O aspeto*
O que é, Ingredientes e Informação Nutricional

Respondo simultaneamente aos dois primeiros pontos: o polvilho é constituído por fécula de mandioca. A diferença entre as duas versões (doce e azeda) reside na acidez: o polvilho azedo passa por uma fase de fermentação pela qual o segundo não passa, o que lhe confere um sabor mais 'azedo'.

Versão doce
Versão azeda
Na verdade costumo recomendar que não liguem muito aos rótulos: nem o polvilho doce é doce nem o polvilho azedo é propriamente azedo. Se preferirem podem usar o primeiro para fazer sobremesas e o segundo para fazer salgados, mas eu uso-os indiferenciadamente e substituo um pelo outro quando me apetece sem problemas. Qualquer diferença no resultado será ligeira.

Ambos lembram farinha ou amido, sendo isentos de glúten. A informação nutricional ronda as 350kcal e 85g de hidratos por 100g, sendo todos os outros macronutrientes desprezáveis, como seria de esperar. 

Onde Comprar e Preço

Ambos os polvilhos se encontram em praticamente qualquer supermercado. A marca mais popular e a que costumo escolher é a que mostro acima, a Globo, mas há outras. Esta ronda sempre os 2 euros por pacote (500g).

Substituições

Visto que são feitos a partir desta, seria uma boa opção substituir qualquer um dos polvilhos por fécula de mandica, mas duvido que encontrem esta se não encontram os primeiros. Em alternativa, o amido de milho e a fécula de batata resultam bem, já que tem caraterísticas semelhantes às do polvilho. O último recurso é usar uma farinha qualquer em substituição do polvilho, o que funciona mas pode resultar num bolo (ou outra coisa, mas não vale a pena fingir que não estamos a pensar em bolos :P) bastante diferente.

Em que Usar e Resultados

A receita mais popular com polvilho é o pão de queijo, sendo que este toma um papel bastante importante na consistência dos pãezinhos, já que contribui para a textura crocante por fora mas fofa/elástica no meio. Assim, utilizado noutras receitas pode ajudar a tornar a massa mais leve e elástica, como o amido de milho, mas no geral não é boa ideia substituir por completo a farinha de um bolo por polvilho, porque pode ficar tipo borracha (been there) e todos sabemos que isso faz mal aos dentes. Como fiz no bolo de iogurte e nos cinnamon rolls saudáveis, quando o uso em bolos combino-o com outras farinhas (mais precisamente farinha de aveia, porque como já sabem eu e a farinha de aveia temos uma relação muito forte).

Outro uso frequente é a crepioca - e poderão conhecer as famosas crepiocas, se não por outra coisa, porque eu...

...passo...

...a vida...

...a fazê-las.
E todos sabemos o quanto vocês adoram seguir-me nas redes sociais e ver fotos de crepiocas a aparecer por lá com uma frequência exagerada. ;)

O que é que querem? São os crepes saudáveis com que sempre sonhamos (os sininhos aqui de cima são de queijo creme e salmão fumado)
E os cannelloni saudáveis com que sempre sonhamos (receita)
E as pizzas saudáveis com que sempre sonhamos! (versão com pimentos, versão com queijo)

E a lasanha saudável com que sempre sonhamos. (versão com carne, versão com espinafres e ricotta)
Sim, eu passei por uma fase de fazer todas as santas receitas com crepioca. O que é que se pode dizer, são a perfeição em forma de crepes ou cannelloni ou pizza ou lasanha.

À beira do molho de couve-flor, antes de serem ambos usados para fazer a lasanha que mostrei na foto anterior.
Por acaso depois de fazer os crepes não saudáveis todos manteigosos que já publiquei aqui apareceram na minha cozinha várias tentativas de crepes saudáveis neles inspiradas que, dito de forma simpática, não tiveram grande sucesso, pelo que fiquei a pensar que seria impossível fazer uns crepes saudáveis decentes. Depois chegaram as crepiocas, e na verdade são melhores do que podia esperar: muito fininhas, com um sabor mesmo agradável e a textura semielástica caraterística dos crepes.

Já fiz duas receitas de crepioca que são um bocadinho diferentes. No título de uma menciono que é feita com polvilho doce e na outra com polvilho azedo, mas como já disse não acho que isso faça grande diferença: faço uma e outra receita com qualquer variedade de polvilho. A maior diferença é que uma (esta) utiliza claras e um pouco de iogurte, o que resulta numa textura mais maleável, enquanto a outra (esta) utiliza apenas ovo, polvilho e leite, o que faz com que fique mais fofa. Adoro ambas, e no geral o fator mais importante na decisão entre uma e outra é se tenho claras para gastar ou não :P

Depois de demasiado babbling: crepiocas com queijo por derreter a serem tostadas numa frigideira
Para me certificar de que compensei realmente o babbling: crepiocas com queijo a derreter depois de serem tostadas numa frigideira
A verdade é que cada vez mais pessoas se têm rendido às crepiocas, tanto leitores (quero dizer com isto pessoas que me disseram através do blog ou assim que experimentaram a receita, mas não arranjei palavra menos snob) como pessoas a quem dou a provar - em particular o meu irmão, que é um esquisitinho de primeira com a comida no geral mas não se importa nadinha de comer um prato inteiro destes crepes.

Ok, admito ter usado nutella como isco para ele provar.
Mas depois de convencido já não é exigente ao ponto de precisar de Nutella para os comer, agora basta-lhe enrolar 5 e comê-los todos de uma vez para ser feliz.

Se ficaram com vontade de comer crepes com nutella, podem optar por crepes com chocolate negro, uma versão mais saudável e deliciosa :)
Versão para quem não gosta de posts longos:
1 - vão ao supermercado;
2 - procurem polvilho (se não encontrarem perguntem aos funcionários, a menos que tenham ido ao Lidl porque o Lidl é mestre na arte de não ter produtos que existem em todo o lado. Pensando bem, devia ter mencionado isto logo no ponto 1, mas uma ida ao Lidl nunca é um desperdício porque podem comprar quark e quark é delicioso);
3 - comprem-no e façam crepiocas. Imensas crepiocas.

E pronto, acho que é isto. Porque é que desperdiçaram o vosso tempo a ler o post quando a versão curta é tão mais simples e elucidativa, perguntam vocês? Porque na verdade queriam ver um monte de fotos de crepiocas e bem lá no fundo sabiam disso. Ou então adoram-me, é capaz de ser isso - nunca saberemos. ;)

Pelo sim pelo não, aqui está uma foto de uma crepioca com queijo, porque, como diz a minha avó, não é possível ter queijo a mais numa publicação do blog. Ok, talvez esta última parte não seja bem assim.
Até à próxima (não adianta dizer que não, vocês sabem que estarão aqui para a próxima) ;)

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Lasanha de Ricotta e Espinafres (Saudável, Vegetariano, Sem Glúten)


Lembro-me de perguntar em pequena a uma funcionária da minha escola primária como eram os espinafres. Eu sei que é estranho, mas só conhecia o nome devido ao Popeye e, apesar de provavelmente o ter comido já em sopa sem saber (avós, não é? A minha adora incluir na sopa legumes de que não gosto e esfregar-me na cara que a sopa os tinha depois de eu a comer. Isto já aconteceu com nabos mais vezes do que me orgulho) nunca os tinha comido espinafres de forma simples.
Fiquei admirada por serem 'folhas': pensei até que seriam mais parecidos a brócolos, só para verem a minha falta de noção. Depois disto ainda passaram uns anos até eu comer espinafres crus pela primeira vez; vi um daqueles pacotes de salada lavada, e como na altura ainda não tinha assustadoramente encontrado um grilo num desses pacotes (#truestory) decidi trazer para experimentar.
A primeira coisa que pensei foi que sabiam a nozes - o que era bom, porque nozes custam os olhos da cara e espinafres em princípio não (mas já se viu o que aconteceu às sardinhas, não podemos confiar nestas coisas). Passei a comprar a versão não embalada, e por muito estranho que pareça gostava de ir ao frigorífico e tirar uma mãozinha de espinafres para comer (também os comia no pão. Por favor não me achem estranha :P). 
Como estas coisas frescas se estragam depressa e eu estava viciada em espinafres decidi experimentar congelá-los. Para que ficassem em folhinhas na mesma preparei um tabuleiro com camadas e camadas de papel vegetal, mas como é óbvio não ficaram decentes para comer em salada.
Sem grande sucesso, mais tarde pensei que tinha descoberto a pólvora quando comprei um pacote de espinafres congelados (já prontinhos, lavados e deliciosos?!), mas não achei que tivessem grande sabor (e desfaziam-se bastante). Para compensar, vinham em cubinhos adoráveis - e todos sabemos o quanto isso é importante na hora de escolher os nossos vegetais.
Utilizando-os no ocasional salteado, não lhes atribui grande presença na minha cozinha nem os inclui em muitas experiências  pelo menos até me lembrar de fazer uma lasanha saudável de ricotta e espinafres, depois do sucesso da lasanha à bolonhesa saudável.
Na altura rezei para ainda ter um saquinho de espinafres no congelador, e as minhas esperanças realizaram-se como é óbvio visto que estão a ler este post. Fiz então esta lasanha que, segundo conta quem a experimentou, superou até a versão anterior. Experimentem e julguem por vocês ;)





Lasanha de Ricotta e Espinafres (Saudável, Vegetariano, Sem Glúten)
Para um tabuleiro pequeno de lasanha (cerca de 3 doses)

Ingredientes:

Para os crepes (que servirão de placas de lasanha):
[  2 ovos
[  100ml de claras
[  5 colheres de sopa de polvilho doce (cerca de 50g)
[  3 colheres de sopa de leite

Para o recheio e cobertura:
[  Azeite (a gosto)
[  2 dentes de alho
[  100g de espinafres cozidos em água com sal e bem escorridos
[  250g de queijo ricotta
[  1 bola de queijo mozzarella (com por volta de 100g)

Preparação:
Para os crepes:
| Bater todos os ingredientes (ovos, claras, polvilho doce e leite) com a varinha mágica (ou numa liquidificadora/à mão).
| Aquecer uma frigideira pequena no fogão e fazer crepes não muito finos. Deverão ser por volta de 7 no total.

Para o recheio e cobertura:
| Picar os dentes de alho e colocá-los numa frigideira juntamente com um fio de azeite, levando-a a fogo médio até que o alho comece a ficar dourado.
| Juntar os espinafres previamente cozidos e escorridos e deixar saltear um pouco.
| Ralar (ou partir aos pedaços) o queijo mozzarella. Reservar metade e colocar o restante num recipiente médio. Juntar a este recipiente o queijo ricotta e os espinafres, misturando bem.
| Colocar um crepe no fundo de uma forma pequena e redonda. Cobrir o crepe com uma pequena porção do recheio de queijo e espinafres (cerca de 1/6 da mistura). Repetir o procedimento até que não restem crepes nem recheio, tendo em consideração que a camada superior deve ser um crepe (e não recheio).
| Cobrir a lasanha com o queijo mozzarella reservado e levá-la ao forno pré-aquecido a 200 graus durante cerca de 30 minutos, ou até que o queijo derreta e toste ligeiramente (de o vosso forno tiver a opção 'tostar' podem usá-la nos últimos 5 minutos).



No mundo das minhas ideias esta combinação de sabores já iria obviamente ser um sucesso, e não sei como a realidade superou essa expectativa. Já tinha feito uma lasanha com ricotta que ficou mesmo mázinha, mas esta estava brilhante! O único defeito (vem aí cliché) foi o de a dose ser tão pequena - não fiz muito, para não arriscar, quando apenas acrescentaria brilho à semana comer esta belezinha ao almoço todos os dias. Considero-a a a melhor lasanha que já comi, e só de olhar para as fotos apetece-me fazâ-la (mais importante, comê-la!) novamente. O queijo ricotta fica super cremoso, os espinafres dão um sabor mesmo agradável (aliás, quando envolvi os espinafres com alho no queijo considerei parar o procedimento e comer a mistura com tostinhas :P) e as 'placas' aldrabadas nunca me desiludem. :D Experimenteeeem!
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Informação Nutricional (por 1 dose)
Energia:279kcal
Proteínas: 26.9g
Hidratos de Carbono: 20.7g 
-       Dos quais açúcares: 1.8g
Lípidos: 9.7g 
-          Dos quais hidrogenados: 0.0g
-     Dos quais saturados: 4.3g
Fibra:  1.0g
Sódio: 116mg

     A informação nutricional engloba uma porção (neste caso, corresponde a cerca de 200g, 1 dose ou 1/3 da receita). Os valores estão sujeitos a erro humano e a alguma imprecisão, mas deverão estar próximos do valor real. 
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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Bolo Rainha

Há uns anos viciei nas músicas dos Queen, algum tempo depois de comprar o meu primeiro MP4 (ainda vive) e começar a ligar mais à música no geral. Conhecia os títulos mais famosos da banda, claro (não há ouvido pelo qual a We Will Rock You e a We Are The Champions não tenham passado), mas nunca tinha explorado outros. 
Depois entusiasmei-me, com direito a tudo o que alguém aficcionado pela banda faz: elaborei a minha própria interpretação detalhada da Bohemian Rhapsody, vi várias vezes o concerto de Montreal que está sempre a passar num canal recôndito da Meo, tentei explorar e interessar-me pela carreira a solo do Freddie Mercury e do Brian May (não consegui), apercebi-me de que a banda piorou imenso na transição dos anos 70 para os anos 80, perguntei-me porque é que a The March of The Black Queen era tão subvalorizada, vi com entusiasmo o episódio do Family Guy dedicado ao álbum A Night at The Opera, fiquei a par de toda a história com o manager Norman Sheffield através de todas as músicas de ódio escritas contra ele e até escolhi as minhas preferidas entre estas últimas (são a Flick of The Wrist e a Death on Two Legs, já agora).
Eventualmente o entusiasmo desvaneceu, e a falta de espaço no meu MP4 (já sabem que é velhinho) levou-me até a apagar grande parte das músicas da banda (eram perto de cem e não me orgulho disso). Passei para uma fase de desvalorizar os Queen (talvez o símbolo horrendo e o efeito dos anos 80 nas músicas tenham ajudado), enquanto, claro, viciava noutras bandas em jeito de substituição.
Entretanto recuperei algum do entusiasmo e atingi alguma estabilidade na minha relação com a banda: não acho que seja genial ou que mereça o título de melhor banda de sempre, mas as músicas (pelo menos as pré-1980) conseguem ter melodias fantásticas - e não há quem não adore o resultado da influência do gospel.
Como se isto não chegasse, há este bolo rainha: não há homónimo de um bolo assim que não seja merecedor da minha admiração :)





Bolo Rainha
Adaptado daqui

Ingredientes:
[  150ml de leite
[  70g de manteiga
[  Raspa de 1 limão
[  Raspa de 1 laranja
[  70g de açúcar
[  3 gemas
[  10g de fermento de padeiro seco
[  25ml de sumo de laranja
[  40ml de vinho do Porto
[  400g de farinha (branca e sem fermento)
[  1 pitada de sal
[  100g de pinhões
[  100g de nozes
[  100g de amêndoas
[  Frutos secos (para a decoração)
[  1 gema diluída com uma colher de sopa de água (para a decoração)
[  Geleia (para a decoração)
[  Açúcar em pó (para a decoração)

Preparação:
| Colocar o leite e a manteiga num recipiente grande e levá-lo ao microondas até que a manteiga derreta e a mistura fique quente ao toque (sem queimar).
| Mexendo sempre com um fouet (ou um garfo), juntar ao leite com manteiga a raspa de limão e de laranja, o açúcar, as gemas, o fermento de padeiro, o sumo de laranja e o vinho do Porto.
| Juntar a farinha aos poucos e a pitada de sal. Assim que o preparado comece a ficar menos pegajoso e mais moldável (se necessário podem juntar mais farinha), transferi-lo para uma bancada enfarinhada e amassá-la durante 10 minutos.
| Formar uma bola com a massa e colocá-la num recipiente limpo. Cobrir o recipiente com um pano e deixar levedar num sítio quente (costumo colocar no forno pré-aquecido a 50 graus e desligado) durante 3 horas.
| Findo este tempo, amassar a massa durante mais 5 minutos e por fim envolver nesta os frutos secos partidos grosseiramente. Formar uma coroa/rosca e transferi-la para um tabuleiro forrado com papel vegetal, colocando uma lata (também forrada com papel vegetal; qualquer lata redonda de conservas serve) no centro para que o buraco central não 'feche' com o crescimento da massa.
| Decorar o bolo com frutos secos, cobri-lo com um pano e levá-lo a levedar mais 2 horas num local quente (coloquei novamente no forno pré-aquecido a 50 graus e desligado).
| Ao fim das duas horas, pincelar o bolo com a gema diluída com água e levá-lo ao forno pré-aquecido a 180 graus durante cerca de 25 minutos, ou até que cresça e fique cozido dourado.
| Pincelar o bolo com geleia (para que fique brilhante) e polvilhá-lo com açúcar em pó assim que este saia do forno.

(Ainda não há fotos de fatias porque também foram todas com o incidente do iPad. Quando fizer de novo publico.)

Este bolo foi um tremendo sucesso! Apesar de o bolo rei tradicional ser apreciado por muita gente, este é (para mim) muito melhor: primeiro porque frutos cristalizados são horríveis, e depois porque fica meeesmo fofinho! Com imensos frutos secos pelo meio fica estupidamente delicioso. É daquelas receitas tradicionais que nunca se pensa que vão dar resultados tão bons como os das pastelarias já versadas nesta arte, mas acreditem em mim, vai - claro, uma fatia ainda quentinha convencer-vos-á muito melhor do que eu. E digam lá que não é um bolo majestoso :P 

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Produtos #14 - Óleo de Coco

Contactei com o óleo de coco pela primeira vez na altura em que criei o blog. Sendo este um queridinho do mundo saudável, já era de esperar - não faltam artigos e publicações a divinizar este óleo e a fazer propaganda às suas qualidades.

O primeiro que comprei foi o do Celeiro. Aaah, o Celeiro. Aquela loja onde toda a gente compra quantidades ridiculamente pequenas de artigos saudáveis que ainda não conhece por um preço exagerado, como manteiga de amendoim natural e óleo de coco, até descobrir que fica muito mais barato encomendá-las em sites online. Que nostalgia :P

De qualquer modo, gostei bastante do óleo de coco. Comprei-o no Verão e quando o abri, algum tempo depois, confesso que me assustei: o óleo tinha solidificado entretanto. Inicialmente questionei-me quanto a que bruxaria seria aquela, mas depois fui pesquisar e descobri que o óleo solidificava a uma temperatura muito baixa: 24ºC. Se forem novatos no que toca a óleo de coco, espero poupar-vos alguns sustos com esta informação... ;)

Desde aí comprei este produto online e em doses maiores algumas vezes, mas o meu último pacote acabou há largos meses. Aproveitei há pouco a parceria com a EU Nutrition para reacender a chama entre mim e o óleo de coco, por isso aqui está um post com algumas informações para quem ainda tem dúvidas em relação a ele :)

Onde Comprar e Preço

Como já disse, o primeiro que usei foi o do celeiro, mas o preço não compensa (7,15€ por 200g). O que uso agora é o da EU Nutrition e recomendo. Assim como o do celeiro é bio, mas fica mais em conta (10,99€ por 460g), com o bónus de ser uma ótima desculpa para encomendarem também aveia com sabor a bolacha maria (you know you want it). Podem encomendar no site utilizando o meu código, EUAVELA10, para obterem 10% de desconto ;)


Ultimamente deu-se um boost no mercado de óleos de coco, por isso já podem encontrá-lo praticamente em qualquer supermercado (tenho a certeza de que existe no Continente, no Jumbo e no E. Leclerc, pelo menos). Costuma rondar os 5 euros por 200g, mas as promoções são relativamente frequentes. Se encontrarem um muito mais barato do que isto desconfiem, porque pode não ser a melhor opção. Sei que há um bem barato (penso que no Jumbo, mas não costumo lá ir por isso não tenho a certeza) que não tem as melhores caraterísticas por ser refinado. Procurem um óleo extra virgem (ou virgem), extraído a frio e preferencialmente biológico/orgânico. Os restantes, mais baratos, não são os melhores para incluir na alimentação, mas podem ser usados para fins estéticos (já lá chego). O óleo da EU Nutrition satisfaz todas estas condições, por isso é na minha opinião uma ótima escolha (no site não refere que seja prensado a frio, mas eu confirmei com a marca). 

Propriedades e Benefícios

Não faz sentido falar em informação nutricional ou ingredientes neste caso, pois a primeira ronda sempre os 100g de gordura e correspondentes 900kcal por 100g e os segundos costumam ser apenas óleo de coco (se pensavam outra coisa andam a comprar o produto errado :P). No entanto, as propriedades nutricionais foram precisamente aquilo que lançou o óleo de coco para a fama.

Um dos pontos mais importantes é a capacidade desta gordura de suportar temperaturas elevadas sem se deteriorar, o que não acontece com o azeite e outros óleos não refinados. Isto não significa que aguente temperaturas mais altas sem começar a fumegar (pelo contrário, o seu ponto de fumaça é relativamente baixo), antes que aguenta mais calor do que a generalidade dos óleos até começar a perder propriedades e tornar-se menos saudável.


Devido à grande percentagem de gorduras neste óleos que são saturadas, podem já ter-se questionado quanto a se era realmente saudável. A verdade é que estas gorduras têm vindo a ser desmistificadas no geral, e o óleo de coco tem-se destacado como alimento muito bom para a saúde: tem propriedades antioxidantes, antifúngicas e outras e pode ajudar a equilibrar o colesterol e a perder peso.

Deixo aqui a nota de que isto é o que eu penso em relação ao óleo de coco tendo em conta o que já li sobre ele - e de que não tenho qualquer formação em nutrição, pelo que vocês podem e devem fazer a vossa pesquisa e não confiar simplesmente no que escrevi. Há organizações de saúde que não recomendam o consumo de óleo de coco, e embora estas organizações tenham tendência a ter vários interesses por trás e a opor-se a mudanças de panorama (#conspiracymuch) devem consultar os argumentos a favor e contra e decidir qual a vossa posição no assunto.

Os benefícios do óleo de coco não se ficam pela alimentação, como já disse: este tem efeitos muito bons na pele, cabelo e até unhas. Mais detalhes abaixo.

Usos

Esta é sempre a parte divertida, não é? Começando em grande, mostro-vos uma nova experiência que fiz a semana passada:

Crumble de maçã e canela saudável feito com óleo de coco - TÃO bom!
Eu sei, eu sei, querem a receita. Fiquem atentos, porque irei publicá-la no blog eventualmente. Assim como imensas outras que tenho para publicar. A chave aqui é a palavra eventualmente.

...Mas o crumble é delicioso e merece a vossa paciência ;)
Agora que prendi a vossa atenção com uma sobremesa decadente ensopada em iogurte grego (começam a perceber o truque?), quero responder a uma questão que me colocam com alguma frequência: o óleo de coco não fica estranho em comida 'salgada'?

Resposta curta: ovos mexidos preparados com óleo de coco, rindo-se na cara de quem diz que este só fica bom em sobremesas.
Agora sem recorrer a fotos de comida como explicação (sei que não tem metade da piada, mas podem ficar-se pela resposta curta): pessoalmente não noto que a comida fique estranha, pelo contrário. Já fiz comidas como bolonhesa e chili com óleo de coco, que em termos de comida-com-potencial-de-ser-estranha-se-souber-a-coco rebentam escalas, e não notei diferença em relação à versão tradicional. Claro que estas têm a vantagem de serem bastante condimentadas, o que disfarça qualquer eventual sabor, mas na verdade não penso que seja má ideia utilizá-lo para grelhar bifes, por exemplo, ou fazer panados - já fritei estes em óleo de coco e o resultado não ficou menos do que fantástico. É claro que o sabor a coco se nota um bocadinho; pode ser leve, mas se o óleo é feito de coco é de esperar que isto se verifique.

Não sendo pior em termos de sabor do que os óleos tradicionais para fazer comida saudável, é sem dúvida o claro vencedor no que toca a sobremesas. Qualquer doce que possam imaginar fica perfeito na versão com óleo de coco: fruta salteada ou frita, bolos, panquecas, crepes,... You name it. Se forem fãs de coco têm mesmo de comprar, para que possam incorrer numa fase de experimentar tudo na versão com óleo de coco. A vossa vida nunca mais será a mesma.

Bulletproof coffee ou café turbinado, uma famosa 'receita' com óleo de coco para vos acordar depois de um segmento de texto chato 
Poderão já ter ouvido falar das populares propriedades do óleo de coco na cosmética. Sozinho ou misturado com outros ingredientes naturais, o óleo de coco pode servir de óleo/'manteiga' corporal, hidratante, creme de barbear, removedor de maquilhagem, desodorizante e até antirrugas. É também muito utilizado no cabelo, geralmente como condicionador, sendo que pode resolver problemas como queda de cabelo ou caspa ('pode' porque isto depende muito de pessoa para pessoa, mas não custa experimentar). Todas estas opções são muito mais naturais do que os produtos de compra, o que é um ponto muito positivo a favor delas!

Eu nunca testei nenhuma destas aplicações, mas facilmente encontram dicas de como o aplicar. Se conhecem algum destes usos deixem a vossa opinião, porque tenho alguma curiosidade em relação aos resultados!

E pronto, acaba aqui a dissertação sobre o óleo de coco. Espero que tenham gostado :)

sábado, 12 de novembro de 2016

Tarte de Maçã (Saudável, Vegan, Sem Glúten/Lactose, Sem Açúcar Adicionado)


Tenho um iPad desde há meia dúzia de anos. Na altura ainda era aquela novidade tecnológica de que toda a gente falava, e eu andava muito entusiasmada com todas as aplicações (em minha defesa, nunca tive um iPhone nem nada do género, por isso para mim era mesmo uma novidade).
Entretanto criei bastantes hábitos em volta dele - é com ele que tiro as fotografias para a página de Facebook e conta de Instagram (já sabem o motivo pelo qual as fotos são tão más :P), enviando-as depois por e-mail para escolher e editar no computador a que vou para publicar por lá depois de fazer o download de todas (as não selecionadas vão para a reciclagem). Se as fotografias forem de uma experiência nova ficam ainda armazenadas no iPad até eu decidir publicar a receita aqui no blog (se me seguem nas redes sociais talvez já tenham reparado que é uma decisão que leva o seu tempo). Aí envio-as por e-mail novamente (desta vez mais) para escrever o post com as fotos no computador.
Com o tempo o iPad tem vindo a ficar mais lento e a 'congelar' o ecrã ocasionalmente. Da última vez que isso aconteceu demorou tanto tempo que experimentei desligá-lo para depois o ligar novamente, só para ele ficar ainda pior: bloqueou completamente e ficou preso no modo de recuperação. Li alguns tópicos sobre o assunto e parecia definitivo: tinha de fazer reset, o que resultaria na perda de todos os dados que lá tinha.
Qual é o problema? - perguntam vocês. De certeza que, como qualquer pessoa precavida, tinha feito um backup recente no iCloud para não perder tudo o que lá tinha num caso como este, certo? 
Não é sem vergonha que confesso aqui o ano em que fiz um backup pela última vez: 2012.
A minha reação inicial foi qualquer coisa do género de 'OHMEUDEUS não pode'. Depois comecei a racionalizar: guardo a maior parte das coisas importantes no computador, por isso no tablet não tinha muito mais que fotos. Como costumo publicar tudo o que faço no facebook/instagram antes de colocar a receita no blog, tinha e-mails apagados com várias fotos de coisas que pretendia publicar aqui, ainda que fossem menos do que as que pretendia. O gmail guarda 'lixo' até 1 mês, por isso tinha praticamente tudo seguro... Certo?
A resposta não chegou até um momento em que nem sequer estava a pensar no assunto: A tarte de maçã. Que tarte de maçã, perguntam vocês? Aquela que eu tinha feito no início do Verão e ainda não tinha publicado. Aquela que estava meses fora do período para recuperação de e-mails.
Nessa altura desesperei e tentei tudo: procurei formas de ir buscar e-mails apagados, tentei usar programas para recuperar imagens da reciclagem, ameacei o iPad (ao estilo da TMN, deita cá para fora)... E eventualmente abracei a dura realidade: tinha perdido as fotografias da tarte de maçã, exceto as duas únicas que publiquei no facebook e no instagram (uma de uma fatia e uma da tarte inteira). Repensei seriamente o tempo que tive a colocar as rodelas de maçã tão direitinhas, mas depois resignei-me: se foi a única coisa que perdi tive sorte (na verdade também fiquei sem as fotos de uma fatia de bolo rainha delicioso que fiz há pouco tempo. Snif).
E pronto: aqui está este post incompleto, com apenas duas fotografias. Por favor obriguem-me a lê-lo quando começar achar que dá demasiado trabalho fazer uma cópia de segurança do meu tablet com frequência... ;)
(Noutra nota, o iPad está bom de saúde e recomenda-se. Pelo menos há alguma coisa positiva nesta história.)


Tarte de Maçã (Saudável, Vegan, Sem Glúten/Lactose, Sem Açúcar Adicionado)
Adaptado daqui

Ingredientes:
[  200g de farinha de aveia (sem glúten para a versão sem glúten)
[  1 pitada de sal
[  1/2 colher de chá de canela
[  50ml de azeite ou óleo de coco
[  1 colher de chá de mel ou maple syrup (para a versão vegan usem este último) + a gosto (para pincelar)
[  3 colheres de sopa de água (ou mais, se necessário)
[  200g de puré de maçã (usei de compra, mas podem fazer em casa)
[  3 maçãs pequenas fatiadas

Preparação:
| Misturar num recipiente a farinha, o sal e a canela. Adicionar o azeite e o mel (ou maple syrup) e misturar até que o preparado fique areado.
| Adicionar a água e mexer. A mistura resultante deve ficar com uma consistência maleável mas não pegajosa, de forma a ser fácil de moldar.
| Colocar a massa numa forma para tartes. Pressioná-la de forma a que fique compacta e revista a forma.
| Levar ao forno pré-aquecido a 200 graus durante 12 minutos.
| Retirar do forno e baixar a temperatura deste para os 180 graus. Colocar o puré de maçã e espalhar uniformemente por toda a base. Cobrir com as fatias de maçã e levar novamente ao forno durante 30 minutos.
| Voltar a retirar do forno, pincelar a superfície com mel (ou maple syrup) e devolver ao forno durante 5 minutos (opcional; podem seguir este passo para lhe dar mais brilho).


Tinha receio de que a base não funcionasse por não ter glúten/manteiga, mas ficou consistente e com um sabor agradável a bolachas digestivas que combinou na perfeição com o recheio! Claro que sendo uma base saudável é um pouco mais frágil do que a 'normal', mas as fatias aguentam-se bem. :)
Já costumo associar maçã assada a tarte, por isso imaginem o que achei de maçã fatiada inserida num banho de puré de maçã por sua vez suportado por uma base com sabor a bolachas... :P
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Informação Nutricional (por uma fatia)
Energia: 157kcal
Proteínas: 2.7g
Hidratos de Carbono: 23.5g 
-       Dos quais açúcares: 7.6g
Lípidos: 6.1g 
-          Dos quais hidrogenados: 0.0g
-     Dos quais saturados: 1.0g
Fibra:  3.7g
Sódio: 16mg

     A informação nutricional engloba uma porção (neste caso, corresponde a cerca de 100g, 1 fatia ou 1/10 da receita). Os valores estão sujeitos a erro humano e a alguma imprecisão, mas deverão estar próximos do valor real. 
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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Produtos #13 - (da) EU Nutrition (loja online)

Estabeleci recentemente uma parceria com a EU Nutrition, uma marca de suplementos e produtos biológicos (isto de forma muito genérica, porque a marca tem muitos produtos).

Como podem já ter reparado devido ao banner que vêem à direita aqui no blog, tenho um código, EUAVELA10, que podem utilizar para obter 10% de desconto em todos os produtos das vossas encomendas no site. ;) 

Sendo este relativamente novo no mercado português, imagino que muitos de vocês não o conheçam. Assim sendo, decidi fazer um post para mudar isso :) Começo pelo ponto mais importante:

Tipo de produtos

Como já referi, os produtos vendidos no site são todos de marca própria. A minha primeira encomenda incidiu sobre os produtos da gama biológica, que são todos muito interessantes.

Entre as opções disponíveis desta gama contam-se manteiga de amendoimóleo de coco, várias sementes, aveia com sabores (bolacha maria, brownie, chocolate e morango) e muitos superalimentos (alguns muito populares, como a spirulina e a chlorella, e outros menos conhecidos, como a alfafa e o baobab).

Podem consultar os preços de cada produto no site, coloquei os links em cada um deles.

A minha primeira encomenda - legendas mais detalhadas abaixo

Quem mais adora cozinhar com óleo de coco?

Biológico e extra virgem, um sonho
Chia (penso que dispensa introduções), cápsulas de chlorella e lucuma (um fruto) em pó
Aveia com sabor a bolacha maria!
Com um scoop, como se precisássemos de mais razões para a adorar...
E uma parte de trás prateada, como se precisássemos de mais razões para a associar a cerelac :P
Confesso que depois me assustei um bocadinho ao ver a fotografia. Repararam na cara assustadora?!


I KNOW WHERE YOU LIVE
(Assustador, certo?)

Assombrações de pacotes de aveia à parte, existem também várias opções relacionadas com a suplementação, entre as quais whey isolada ou 'premium' (esta em particular tem muitos sabores - bolacha maria, baunilha com canela, chocolate com avelãs, iogurte grego, chocolate branco e até piña colada!), proteína vegetal, creatina, BCAA's, cápsulas de ómega 3,... Acho que já perceberam a ideia.

Há ainda umas barras proteicas muito interessantes, com um perfil nutricional (podem consultar a lista de ingredientes e informação nutricional na página do produto) semelhante ao das Quest bars -até melhor - mas mais baratas. Penso que as de amendoim serão ótimas!

Imagino que já estarão esclarecidos quanto a este ponto. Peço desculpa pela overdose de links (e fotos, já que estamos numa de pedir desculpa por exageros), mas penso que torna o acesso aos produtos bem mais fácil para vocês :)

Modos de Pagamento

Os únicos modos de pagamento aceites são Paypal e Multibanco (em Espanha só mesmo o primeiro). São menos do que na generalidade dos sites, mas têm ambos a vantagem de serem muito seguros e práticos.

Portes, Transportadoras e Prazos de Envio


A marca envia para para Portugal e Espanha e os portes são grátis em encomendas de valor superior a 29.90€. Para valores abaixo disso penso que o custo do envio dependerá da morada.

Na maior parte das encomendas, a CTT expresso é a transportadora utilizada. Os envios são muito rápidos, sendo que se residirem em Portugal Continental as encomendas com pagamento efetuado/confirmado até às 14 horas de um dia são entregues no dia útil seguinte. No caso das ilhas demora mais (o que era expectável de qualquer forma) - entre 6 e 9 dias úteis.

Descontos

Já falei do código acima, mas volto a referir que podem obter 10% de desconto em todo o site utilizando o código EUAVELA10. É fácil de decorar - só têm de pensar que tem o nome da vossa blogger preferida... ;)

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