domingo, 30 de dezembro de 2018

Preparação de Refeições #17 - Dhal de Lentilhas e Pakhoras de Vegetais



Esta semana também estive por casa, mas (novamente) achei melhor preparar as refeições para a semana independentemente disso. Como o Natal desregula as rotinas de uma pessoa, em grande parte dos dias acordei absurdamente tarde e acabei por quase comer o almoço como primeira refeição ('quase' porque comi sempre pelo menos uma peça de fruta algum tempo antes, ao acordar). 

Pode parecer estranho, mas eu até prefiro assim: se nestes dias não tivesse refeições preparadas acabaria por só tomar o pequeno-almoço e não almoçar, e (para além de ser importante fazer uma refeição mais composta e com vegetais) saltar o almoço deixa-me sempre com a sensação de que o dia não tem estrutura e não rende, não sei se sou só eu :P

Foto pré-tupperwares da praxe
Se têm lido os últimos posts do blog (ou me seguem nas redes sociais), saberão o que preparei, porque já publiquei as receitas: a do dhal de lentilhas está aqui e a das pakhoras aqui. Fui buscar uma dupla um pouco diferente do habitual porque tento não me repetir muito e não sabia o que fazer de 'novo'; às vezes perguntam-me como é que tenho ideias para fazer coisas diferentes todas as semanas, mas a verdade é que muitas vezes ando vários dias a arrastar a escolha por não saber o que vou fazer. E frequentemente só me decido com a pressão de ir fazer as compras da semana e ter de comprar os ingredientes :P

No entanto, as ideias novas normalmente vêm em cascata. Por exemplo, como estava a dizer, não sabia o que ia fazer para esta semana, mas enquanto pesquisava (e me decidia pela dupla que partilho hoje) também já escolhi o que vou fazer nas próximas três vezes - nada de exagerado, portanto.

Close-up do dhal
Como já publiquei ambas as receitas hoje venho só partilhar algumas fotos da preparação e dos ingredientes que usei. O dhal não tem nada que dizer, é mesmo muito fácil de fazer. Como algumas pessoas me perguntaram quais lentilhas usei deixo aqui a foto:


Naturalmente, podem usar quaisquer umas, eventualmente adaptando o tempo de cozedura (é só irem provando). Sei que há muita gente que não está habituada a usar lentilhas, mas eu adoro, e são muito práticas e fáceis de preparar! No caso do dhal nem é preciso cozê-las à parte :) Certifiquem-se apenas de que as demolham durante pelo menos 6 horas (vejam o que aconselha a embalagem das vossas).

Pakhoras :)
Achei as pakhoras interessantes como acompanhamento, visto que adicionam alguns vegetais às refeições e ficam adoráveis no prato (também é importante :P). 

Quanto à farinha de grão-de-bico, eu (como disse na receita) triturei grão-de-bico seco. Usei este, da Origens Bio:


Foi a marca que me ofereceu, e como tenho parceria podem comprá-lo no site com 10% de desconto se usarem o cupão cremedeavelas. No entanto, qualquer grão-de-bico serve, desde que seja seco e não demolhado.

Eu triturei-o usando a Yammi:



Não foi muito fácil - tive de fazer vários 'turbos', porque o grão-de-bico é bem duro e não fica em farinha facilmente. E mesmo assim a farinha não ficou propriamente fina!

Se conseguirem encontrar farinha de grão-de-bico à venda podem usar, mas eu pelo menos nunca vi e penso que não é uma farinha propriamente comum. Caso decidam fazê-la em casa, como eu, usem processadores fortes - não me responsabilizo por lâminas desistentes em curso da produção de farinha :P

Embora já tenha publicado a receita, deixo algumas fotos que tirei do procedimento, para verem a consistência com que deve ficar a massa :)

A mistura dos ingredientes secos 
Depois de juntar a primeira parte da água

Vegetais

Tudo junto (+ água extra)
Normalmente o modo de preparação das pakhoras é fazer um polme espesso com a farinha, especiarias, fermento e água e adicionar a este os vegetais; eu adicionei bastante água extra no fim porque usando as proporções que vi na maior parte das receitas não conseguiria fazer as pakhoras coesas. Provavelmente isto deve-se a elas serem tradicionalmente fritas em bastante óleo - sendo feitas na frigideira anti-aderente desfazem-se mais facilmente. No entanto, depois de juntar a quantidade de água que referi tornou-se bastante fácil prepará-las - apenas recomendo que usem uma boa frigideira anti-aderente, porque facilita muito. Eu usei a que uso para fazer panquecas, que já partilhei por aqui, e serviu muito bem - pelo menos nenhuma pakhora ficou desfeita :P

Prato final, e o meu almoço a semana toda :P
E pronto, as refeições que preparei para a semana que passou foram assim. Foi uma semana algo atípica a nível de rotinas, mas como é costume não me fartei da comida e deu muito jeito tê-la já pronta :) Espero que tenham gostado!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Pakhoras de Vegetais (Saudável, Vegan, Sem Glúten/Lactose, Sem Gordura Adicionada)


O meu primeiro pensamento quando decidi que ia preparar um dhal de lentilhas (cuja receita já publiquei) para as refeições da semana foi fazer arroz seco para acompanhar. Já sabem que eu adoro arroz, e com uma comida do género do dhal é a escolha óbvia.
No entanto, decidi sair um bocadinho da minha zona de conforto e deixar o arroz de lado, até porque estou sempre a escolhê-lo como acompanhamento para a 'ementa' semanal e variar nunca fez mal a ninguém. Acabei por pesquisar algumas alternativas que estivessem, assim como o dhal, associadas à culinária indiana - e quando me deparei com uma espécie de bolinhos fritos de vegetais designados por 'pakhoras' soube logo que não precisava de procurar mais.
Em vez de as fritar ou assar optei por cozinhá-las na frigideira antiaderente, como costumo fazer com este género de receitas. Ficaram deliciosas, e além de serem um acompanhamento interessante são uma forma diferente de inserir vegetais na alimentação!
mas para a semana vou fazer arroz




Pakhoras de Vegetais (Saudável, Vegan, Sem Glúten/Lactose, Sem Gordura Adicionada)
Adaptado daqui
Para 10 pakhoras pequenas

Ingredientes:
[  150g de couve-flor
[  70g de farinha de grão-de-bico*
[  Sal (a gosto)
[  Caril (a gosto)
[  1 colher de café de bicarbonato de sódio
[  Sumo de limão (a gosto)
[  50+100ml de água
[  1/2 cebola pequena
[  50g de espinafres escaldados e escorridos (para escaldar basta colocar em água quente durante uns minutos, não é preciso levar ao lume)

Preparação:
| Limpar a couve-flor e picar finamente. Colocar num recipiente grande e cobrir com água a ferver. Tapar com um pano e deixar assim durante cerca de 15 minutos (o objetivo é a couve-flor amolecer um pouco).
| Num recipiente colocar a farinha de grão-de-bico, o sal, o caril e o bicarbonato. Adicionar o sumo de limão e os 50ml água e misturar tudo - a mistura deve ficar tipo um polme espesso.
| Picar finamente a cebola e adicionar à mistura anterior, juntamente com a couve-flor (escorrida) e os espinafres. Envolver tudo.
| Aos poucos, juntar a restante água (100ml), misturando bem. Pode não ser necessário adicionar toda; caso vejam que pela consistência o preparado está apto a ser colocado na frigideira (ou seja, não demasiado seco - vejam a foto abaixo), não adicionem mais.
| Com a ajuda de uma colher de sopa, colocar porções de massa numa frigideira anti-aderente (se a vossa não for bem antiaderente podem colocar um pouco de azeite). Quando a parte de baixo estiver bem dourada, virar com uma espátula e deixar cozinhar do outro lado.

*Não é uma farinha fácil de encontrar por cá, mas podem fazer em casa triturando grão-de-bico seco num processador de alimentos (foi o que eu fiz). Tenham em atenção que o processador utilizado deve ser bastante potente, porque o grão-de-bico é difícil de triturar.

Aparência final da mistura


Apesar de (pelo menos estas) terem um aspeto semelhante a pataniscas e bolinhos desse género, as pakhoras são bastante diferentes - não têm ovo para ligar os ingredientes, pelo que a consistência é dada maioritariamente pela farinha de grão-de-bico, e o sabor é mais forte, caraterizado pelas especiarias do caril.
Não tendo ficado propriamente crocantes, porque não foram fritas, ficaram com uma textura agradável, fofa/húmida por dentro. Também achei o sabor muito bom - diferente daquilo que se costuma comer por cá, mas agradável e nada enjoativo (e podem confiar em mim neste aspeto, porque as tenho comido todos os dias desde segunda-feira ;)).
(deixei apenas 1/3 das quantidades que usei; é suficiente para 10 pakhoras pequenas, que como acompanhamento servem 2 ou 3 pessoas)
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Informação Nutricional (por uma pakhora)
Energia: 32kcal
Proteínas: 1.8g
Hidratos de Carbono: 5.6g 
-       Dos quais açúcares: 1.3g
Lípidos: 0.5g 
-          Dos quais hidrogenados: 0.0g
-     Dos quais saturados: 0.1g
Fibra:  1.8g

     A informação nutricional engloba uma porção (neste caso, corresponde a 1 pakhora ou 1/10 da receita). Os valores estão sujeitos a erro humano e a alguma imprecisão, mas deverão estar próximos do valor real.
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quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Produtos #63 - Livro Paleo XXI (com entrevista aos autores)



O livro de receitas Paleo XXI foi lançado recentemente, escrito pelo Francisco Silva (criador do grupo de Facebook Paleo Descomplicado) e pelas irmãs Ana e Paula Ruivo (autoras do blog Caramelo's Kitchen). Podem encontrá-lo à venda na Fnac (nomeadamente online).

Aquando do lançamento fui convidada a receber o livro, e é claro que aceitei - conheço o grupo do Francisco e o blog da Ana e da Paula, e como tal tinha a certeza que as receitas não desiludiriam :)

Penso que a maior parte das pessoas tem alguma noção de quais são os princípios da alimentação paleo, pelo que não me alongarei nesse sentido; caso queiram, podem obter informação sobre a alimentação paleo em geral pesquisando na internet. Para saber mais sobre a versão 'descomplicada' em específico, espreitem o grupo de facebook que referi, o site Paleo XXI ou o próprio livro.

Se me seguem já saberão que eu não sigo o estilo de vida paleo; no entanto, devido a basear-se em princípios como a preferência por alimentos menos processados, este acaba por cruzar-se em muitos aspetos com a maior parte dos estilos de vida saudáveis. Desta forma, a quase totalidade das receitas acaba também por fazer sentido no quadro de uma alimentação saudável 'tradicional'; paleo ou não paleo, acho que as receitas do livro agradarão a quase toda a gente :)

Sem mais demoras, segue-se uma entrevista que tive a oportunidade de fazer aos autores. As primeiras perguntas são dirigidas aos três, mas no fim há algumas direcionadas só para o Francisco e só para as irmãs Ana e Paula, por estarem relacionadas com o grupo Paleo XXI e o blog Caramelo's Kitchen, respetivamente.

Perguntas para Todos

Qual a receita do livro de que mais gostas? Porquê?
Francisco: Provei algumas (não todas) e como guloso que sou, vou eleger o bolo de cenoura com cobertura de ganache de chocolate. Um exemplo de uma receita doce (não excessivamente), com ingredientes variados e nutritivos e que pode agradar a todos. 
Paula: A maionese, algo que adoro e depois de saber que é tão simples fazer adequada à Paleo, tenho sempre feita no frigorifico.
Ana: As tarteletes de lemon curd. Adoro doces com aroma mais cítrico!

As mencionadas tarteletes do livro :)
Qual foi a tua reação quando ouviste falar acerca da alimentação Paleo pela primeira vez? Identificaste-te logo ou apenas começaste a seguir esta ideologia mais tarde?
Francisco: Demorei poucos minutos até perceber que tudo fazia sentido. Já vinha estudando há uns meses o modelo low-carb, pelo que, após aquela reação inicial "Paleolítico?! Mas estamos no século XXI!" as peças começaram a encaixar como que por magia. Rapidamente aprofundei o conceito e comecei a tentar passar essa mensagem nas redes sociais que frequentava. 
Paula: Ver toucinho conquistou-me, se uma alimentação me deixa comer toucinho, merecia uma atenção especial da minha parte. Assim fiz, li o conceito atentamente e cada vez mais, me fazia sentido e comecei logo a alterar a minha alimentação.
Ana: Achei que era impossível ter saúde comendo mais gorduras do que a“alimentação tradicional”. Fui mesmo muito cética! Só depois de muita leitura é que decidi experimentar.

Acho que toda a gente tem um tipo de receitas que lhe sai sempre mal - no meu caso são as tortas, quebram sempre! Também costumas ter dificuldades com alguma receita em particular? Se sim, qual?
Francisco: Olha, não propriamente. Mas há receitas que, pela sua complexidade e morosidade (e porque não lhes vejo especial utilidade) não despertam o meu interesse. É o caso de muitas receitas de pão! Facilmente deixei o pão de lado, pelo que, quando quero algo semelhante, procuro receitas mais básicas (mas não menos saborosas), tal como o Pão de Mandioca e Maçã, do nosso livro.
Paula: Engraçado que as receitas que me saíam mal, eram as tortas e as cookies, antes de as fazer em Paleo, recentemente ultrapassei esses calcanhar de aquiles as tortas não quebram e as cookies ficam de comer e chorar por mais, (experimentem as nossas cookies americanas do livro)
Ana: O meu tema é outro… Não consigo seguir receitas!

As cookies americanas do livro

Perguntas para o Francisco


Com as dimensões que o grupo já atingiu, contando com a revista e agora o livro, de certeza que és reconhecido frequentemente na rua. Como lidas com isso? Preferias passar despercebido?
Apesar de muitos não acreditarem, eu digo sempre que seria (era!) o tipo que ficava no cantinho da sala sem incomodar ninguém. Agora... bom, encaro essa exposição e reconhecimento como algo que faz parte daquilo que queremos: expandir cada vez mais este conceito e fazer com que cada vez mais pessoas percebam que há um caminho mais fácil e eficaz para a saúde. Se me vires na rua, podes falar-me que eu sou um tipo bem normal e acessível.

Desde que criaste o grupo já deves ter mudado a vida a milhares de pessoas. Como te sentes? Continuas a sentir-te assoberbado pelo impacto que tens quando lês testemunhos de membros cuja vida o Paleo Descomplicado mudou radicalmente para melhor?
Tenho essa noção mas não a interiorizo, porque na realidade não tracei um plano para isso acontecer. Não posso dizer sequer que estou a realizar um sonho ou que respondi a um chamamento divino! Nada disso. Senti necessidade de partilhar o que estava a descobrir e fui autêntico nas intenções, nas palavras, rude quando achei que se impunha e carinhoso sempre que me apeteceu ser. E nunca pretendi agradar a todos para ter mais "seguidores". Nunca tive uma posição neutra! No meu grupo, eu sou um participante activo! E muitas pessoas me agradecem por lhes ter aberto os olhos em vez de dar palmadinhas nas costas. É claro que o reverso da medalha também acontece e há quem não aprecie o estilo (ou não o compreenda), mas encaro isso com naturalidade. 

Perguntas para a Paula e a Ana


O Caramelo's Kitchen tem evoluído cada vez mais - primeiro com o novo site que foi lançado neste Verão, e agora com o livro. Como é ver um projeto tão vosso ganhar estas dimensões? Ainda há alturas em que não parece real?
Paula e Ana: A página do facebook Caramelo’s Kitchen foi criada para mostrar a um grupo de amigas o que íamos cozinhando na alimentação Paleo, era mais fácil mostrar assim. Depois na mesma linha de pensamento, começámos a compilar em álbuns, as receitas apresentadas nos eventos Paleo. O nosso objectivo era, apenas, partilhar o que por nossa casa se fazia. Com muito orgulho, vemos a nossa página de Facebook a multiplicar-se para Instagram, Blog, novo Blog, Revista Paleo XXI e agora, o Livro. Há imensas alturas em que não parece real, tem sido um caminho muito divertido e espantoso de se fazer.


Sei que ter um blog dá mais trabalho do que parece, e que há alturas em que apetece desistir. Alguma vez pensaram em fazê-lo? Se sim, o que vos demoveu?
Paula: Sim, pensei desistir uma vez, naquela atura, parecia-me que seria o melhor a fazer e falei com a minha irmã, este projeto é das duas e sempre feito irmãmente. Ela demoveu-me e ajudou-me a recuperar a alegria com que começámos e força para continuarmos juntas e melhorarmos um pouco mais, em cada dia.
Ana: Os primeiros 2 anos foram complicados. A minha vida profissional ocupava o tempo que tinha e não tinha. Do tempo que sobrava tinha de ser muito bem gerido e não estava a ser fácil ser consistente na página. A minha irmã fez um trabalho incrível nessa altura, aguentando o “barco”.

Espero que tenham gostado de saber um pouco mais sobre os autores e o livro! O post já vai longo, mas quero ainda deixar fotos das duas receitas do livro que já fiz:

Tarte de coco
Pão de abóbora
E esta textura, com as nozes pelo meio? < 3
Acho que pelas fotos dá logo para ver, mas pelo sim pelo não aproveito para referir que ambas as receitas fizeram sucesso e ficaram deliciosas. Caso queiram ter oportunidade de experimentá-las, bem como muitas outras, adquiram o livro Paleo XXI - acho que já deu para perceber que vale a pena :)

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Dhal de Lentilhas (Saudável, Vegan, Sem Glúten/Lactose)

Esta é mais uma receita nova que experimentei fazer para as refeições da semana. Apetecia-me fazer alguma coisa com leguminosas, mas não demasiado repetida ou aborrecida. Depois de pesquisar sugestões decidi fazer um dhal, prato que nunca tinha experimentado :)
Ser simples também foi um fator decisivo, visto que preparei as refeições na segunda-feira e as sobremesas de Natal não se preparam sozinhas :P
É um pouco mais exótico do que a comida que costumo fazer, assim como o acompanhamento que preparei - especialmente considerando que me serviu como almoço nos dias 24 e 25, porque na minha família só se faz comida tradicional de Natal ao jantar. Mas há sinas piores do que comer comida indiana como almoço de Natal - especialmente sendo ela deliciosa. ;)




Dhal de Lentilhas (Saudável, Vegan, Sem Glúten/Lactose)
Para 2 doses

Ingredientes:
[  1 cebola pequena
[  1 dente de alho
[  Azeite
[  1 tomate
[  100g de lentilhas (previamente demolhadas)
[  200ml de água quente
[  Sal (a gosto)
[  Caril (a gosto)
[  Mistura de curcuma e pimenta preta (é da EU Nutrition, e podem comprar aqui com 15% de desconto usando o cupão euavela15. Podem também substituir por curcuma + pimenta preta)
[  Sumo de limão (a gosto)
[  50g de espinafres (usei congelados, e escaldei-os previamente com água a ferver e espremi)

Preparação:
| Picar a cebola e o alho e colocar num tacho. Juntar um fio de azeite e refogar a lume baixo.
| Cortar o tomate em pedaços. Quando a cebola estiver translúcida, adicioná-lo ao tacho.
| Adicionar as lentilhas e a água. Temperar tudo com sal, caril e a mistura de curcuma e pimenta preta. Deixar cozinhar durante cerca de 30 minutos (é suposto as lentilhas ficarem bem cozidas), adicionando mais água quente se necessário.
| Quando as lentilhas estiverem prontas, adicionar o sumo de limão e os espinafres.



Como podem ver, é um prato bem simples, que se destaca pelas especiarias utilizadas. Eu lembro-me de dizer que não gostava de caril nem de curcuma, mas ando cada vez mais fã de os usar, especialmente em pratos deste género. Se não estão habituados podem juntar só um bocadinho de cada vez e ir provando; mesmo que usem pouco e o sabor não fique muito forte já dão um toque diferente! E eu pessoalmente acho que este tipo de especiarias têm um sabor e cheiro reconfortantes :)
De resto, este é uma daquelas comidas perfeitas para o tempo frio e que ficam muito bem aquecidas. O acompanhamento que vêem nas fotos são pakhoras de vegetais (numa versão mais saudável, não frita), que também nunca tinha feito. Ficaram muito boas, pelo que a receita também vai aparecer por aqui em breve - estejam atentos! ;)
(como de costume, deixo uma versão com as mesmas proporções mas quantidades reduzidas, uma vez que as que eu usei me serviram para muitas refeições e é mais prático assim)
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Informação Nutricional (por uma dose)
Energia: 218kcal
Proteínas: 12.5g
Hidratos de Carbono: 30.4g 
-       Dos quais açúcares: 2.4g
Lípidos: 5.4g 
-          Dos quais hidrogenados: 0.0g
-     Dos quais saturados: 0.7g
Fibra:  6.2g

     A informação nutricional engloba uma porção (neste caso, corresponde a 1 dose ou metade da receita). Os valores estão sujeitos a erro humano e a alguma imprecisão, mas deverão estar próximos do valor real. As doses consideradas são meramente exemplificativas; as porções reais devem ser adaptadas por cada um às suas necessidades pessoais.
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domingo, 23 de dezembro de 2018

Preparação de Refeições #16 - Bolinhos de Bacalhau e Arroz Salteado com Vegetais



Pensei em não preparar refeições para a semana que passou, visto que estou de férias - no entanto, como tenho de estudar dá-me imenso jeito ter pelo menos uma refeição por dia pronta, e acabei por fazê-lo na mesma. Não me arrependi, pelo contrário: deu imenso jeito ter a comida para aquecer, e acabei por poupar o tempo que passaria a pensar e preparar refeições individualmente.

Além disso, assim tive a oportunidade de preparar refeições algo natalícias, com bacalhau :P Não tinha propriamente esse objetivo, mas já andava com a ideia de fazer uns pastéis de bacalhau saudáveis há algum tempo e nesta altura há sempre bacalhau em promoção, por isso foi uma boa oportunidade para experimentar!

Versão pré-tupperwares, bastante mais charmosa
Embora tenha um sabor forte, não acho que as refeições semanais que já preparei com bacalhau tenham ficado mais enjoativas que as outras - pelo contrário, tanto as refeições desta semana como as de pataniscas com arroz de espinafres ficaram entre as minhas preferidas.

A propósito, criei um separador no blog com as sugestões que tenho deixado todos os domingos - podem vê-lo carregando aqui, ou no separador acima que diz ‘Preparação de Refeições’. Estão separadas em carne, peixe e vegetariano. Penso que assim será mais fácil aceder aos posts :)

Mas continuando...

Close-up dos bolinhos de bacalhau
Já publiquei a receita dos bolinhos (está aqui), porque foi mesmo um sucesso e tenho a certeza que vou fazer mais vezes.

A 'massa', antes de formar os pastéis
Como disse quando partilhei a receita, achei-a muito prática para preparar em grande quantidade, visto que é só colocar porções *mais ou menos* direitinhas de massa no tabuleiro e levar ao forno. Além disso, claro que não sendo fritos são uma melhor opção a nível nutricional, especialmente servindo eles para várias refeições seguidas (seria um pouco exagerado comer vários pastéis fritos todos os dias durante uma semana).

A nível de procedimento também são bastante simples; poderiam ser ainda mais se não tivesse feito o refogado (e juntasse o bacalhau cozido diretamente), mas não seriam tão bons e a minha avó deserdar-me-ia #weallloverefogados 

Antes de irem ao forno

Depois
Não menos importante:

Arroz salteado com vegetais
Não publiquei a receita num post separado porque achei que não valia a pena, sendo tão simples, mas ficou muito bom também, com um sabor oriental delicioso! Vou dizer rapidamente como fiz, para quem quiser saber.

Primeiro bati um ovo e mexi-o num pouco de azeite no wok, retirei-o e reservei-o numa malga. No mesmo wok coloquei cebola, cenoura e alho picados e salteei em azeite; passado algum tempo juntei pimentos (usei os mini coloridos do Lidl) às tiras e espargos aos pedaços e deixei saltear também. Depois juntei ervilhas (congeladas), e por fim arroz integral previamente cozido. Quando já estava tudo pronto adicionei o ovo previamente mexido e um pouco de molho de soja e molho de ostra e salteei mais um pouco :)

Não adicionei sal porque achei que os molhos eram o suficiente (embora apenas tenha usado uma colher de sopa de cada - não gosto de sabores muito fortes, especialmente sendo o arroz para tantos dias).

O arroz integral que usei foi este:



É pré-cozido, que é o único arroz integral que uso agora porque o normal demora séculos a cozer e não há paciência que aguente :P Além disso, este fica sempre soltinho:


Quando usava do 'não pré-cozido' muitas vezes ficava melado, mas com este não me acontece isso :) 

Adicionei-o ao salteado frio, porque o cozi previamente e deixei no frigorífico. Este tipo de salteado acaba por ser uma boa opção se são daquelas pessoas que têm sempre arroz cozido no frigorífico mas se fartam de comer sempre o mesmo :)

Quanto aos molhos que usei, foram estes:


Comprei ambos no E. Leclerc. Molho de soja no geral acho que toda a gente conhece, mas achei este particularmente bom a nível nutricional:



Normalmente os molhos de soja têm bastantes mais hidratos de carbono e açúcares, bem como, consequentemente, calorias. Este nesse aspeto é interessante! A nível de sabor também ficou aprovado - eu não costumo usar molho de soja, por isso não sou a melhor pessoa para avaliar, mas gostei :)

Quanto ao molho de ostra, não é tão bom a nível nutricional:



Já é bastante mais rico em calorias e açúcares, e a lista de ingredientes também é bem mais extensa. De qualquer modo, usei 1 colher de sopa para o salteado inteiro, que serviu para 5 refeições (para mim, e mais 5 para a minha irmã), por isso como podem ver a quantidade que ingeri por dia acabou por não ser nada de especial! E foi o suficiente para dar um sabor diferente/interessante ao arroz :)

E para terminar: *o prato*
Foi o meu almoço de quase todos os dias da semana que passou, e ficou sempre ótimo, mesmo aquecido :) Como disse, deu bastante jeito não ter de me preocupar a fazer o almoço ao longo da semana, e fiquei com mais tempo para procrastinar fazer bolos ver vídeos de prensas hidráulicas a esmagarem coisas tirar fotografias aos meus gatos em posições engraçadas estudar. ;)

sábado, 22 de dezembro de 2018

Salame de Chocolate (Saudável, Sem Glúten/Lactose, Sem Açúcar/Gordura Adicionados)


Tenho feito bastantes novas receitas novas: só nesta semana passaram pela minha cozinha panquecas de abóbora, broa, bolinhos de bacalhau, torta de abóbora e, claro, este salame de chocolate negro - tudo em versões saudáveis.
Claro que com este ritmo começaram a acumular as receitas que tenho para publicar, e como ontem me apercebi de que apenas teria tempo para partilhar uma receita até ao Natal decidi fazer uma sondagem para ver qual é que as pessoas mais queriam. Como podem ter adivinhado pelo título do post, o salame foi o vencedor (embora a broa tenha dado luta!).
Assim sendo, hoje deixo a receita - por sinal bastante adequada para o Natal, fica a dica :P
De resto, como disse, até lá não publicarei mais nenhuma. Para o dia em si vou fazer principalmente receitas antigas que já estão no blog - caso estejam à procura de sugestões, algumas das minhas preferidas são o bolo de leite enqueijado, a tarte de flan, o pudim de ovos, o bolo rainha, o pão de Ló húmido, o pudim de caféo monkey bread (não são 'mais saudáveis', mas são deliciosos).
Penso que vou fazer pelo menos o bolo de leite enqueijado e o bolo rainha para o Natal, e talvez faça a tarte de flan e o pudim para o ano novo. Faço sempre as mesmas coisas, mas em equipa vencedora não se mexe, certo? :P
À parte destas, o salame também é uma sugestão interessante, até porque muita gente o considera indispensável na mesa de Natal. Na minha família não é propriamente tradição - aliás, antes de fazer este só tinha comido salame uma vez, quando tinha cerca de 10 anos! No entanto, uma pessoa sugeriu-me pelo Instagram fazer uma versão saudável, e claro que tinha de experimentar. Não desiludiu, e sem mais demoras aqui fica :)





Salame de Chocolate (Saudável, Sem Glúten/Lactose, Sem Açúcar/Gordura Adicionados)
Para um salame pequeno

Ingredientes:
[  2 ovos
[  1 scoop de whey (25g)*
[  2 colheres de sopa de cacau magro em pó (cerca de 10g)
[  50g de chocolate negro (usei 70% cacau; optem por uma versão certificada sem glúten ou lactose para estas versões)
[  100g de avelãs 

Preparação:
| Num recipiente pequeno, colocar os ovos, a whey e o cacau em pó e misturar com um garfo ou fouet até a mistura ficar homogénea.
| Partir o chocolate negro em pedaços e colocar numa malga (ou outro recipiente que possa ir ao microondas). Levar ao microondas em potência baixa, retirando frequentemente para mexer, até que este esteja derretido.
| Incorporar o chocolate derretido no preparado anterior, misturando bem.
| Colocar a mistura numa folha de papel de alumínio, distribuindo-a de forma a que possa ser enrolada num cilindro (é normal que não seja fácil de moldar, mas depois de ser enrolada vai adquirir uma forma mais direitinha). Enrolar então a folha em volta do salame, apertando as extremidades como se fosse um rebuçado gigante. Deve ficar apertada; passem as mãos pela superfície para a regularizarem um pouco.
| Levar ao frigorífico até que solidifique (pelo menos algumas horas). Cortar em fatias e reservar no frigorífico.

*Usem whey de um sabor que inclua chocolate. Eu usei esta isolada de chocolate e coco da EU Nutrition, que podem comprar com 15% de desconto + ofertas usando o cupão euavela15 - vejam a campanha aqui. Até dia 31 se encomendarem 2kg desta whey e a encomenda for >49,9€ recebem 1kg de manteiga de amendoim de oferta (além das ofertas e desconto associados ao cupão!).  
Caso pretendam que o salame seja isento de lactose, usam uma whey sem lactose.
Caso queiram omitir a whey, pode ser necessário adicionar algum tipo de adoçante.

Nota: o salame fica bastante cremoso - dá para cortar às fatias, mas é um pouco mole! Eu gostei do resultado, mas caso pretendam que fique mais sólido podem juntar 1 colher de sopa de farinha de coco (ou outras, embora a de coco dê mais consistência).



Como disse só provei salame uma vez e foi há séculos, por isso não tenho grande meio de comparação, mas gostei mesmo deste! Ficou com uma textura densa mas suave, e um sabor intenso a chocolate muito agradável :)
Optei por colocar avelãs pelo meio e não bolachas porque não me apetecia estar a fazer bolachas saudáveis caseiras. Claro que podia ter usado de compra, mas muito dificilmente se encontra bolachas realmente saudáveis nos supermercados - e embora acredite que cabe tudo numa alimentação saudável, quando faço uma receita deste género o 'desafio' é usar ingredientes menos processados ou com melhor perfil nutricional, por isso sentiria que estava a fazer batota se usasse bolachas de compra :P
De qualquer modo, as avelãs resultam muito bem e acrescentam um toque crocante delicioso!
Caso sejam fãs de salame (ou mesmo que quase nunca comam, como eu), penso que se experimentarem não se vão arrepender :)
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Informação Nutricional (por uma fatia)
Energia: 145kcal
Proteínas: 6.5g
Hidratos de Carbono: 5.6g 
-       Dos quais açúcares: 2.4g
Lípidos: 11.3g 
-          Dos quais hidrogenados: 0.0g
-     Dos quais saturados: 2.4g
Fibra:  2.1g

     A informação nutricional engloba uma porção (neste caso, corresponde a 1 fatia ou 1/8 da receita). Os valores estão sujeitos a erro humano e a alguma imprecisão, mas deverão estar próximos do valor real.
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