terça-feira, 24 de julho de 2018

Produtos #57 - Espiralizador do Lidl


Ainda estou de férias, mas decidi passar por aqui para partilhar a minha opinião sobre o espiralizador elétrico que comprei no Lidl, uma vez que me pediram para falar sobre ele e este, ou uma versão muito semelhante, vai estar novamente disponível no Lidl a partir desta quinta-feira (penso que até acabar o stock).

Para quem não sabe, o objetivo dos espiralizadores é, como sugere o nome, espiralizar os alimentos - permite fazer, por exemplo, courgette com forma de esparguete (a que normalmente se dá o nome de zoodles, devido ao inglês zucchini (courgette) + noodles).

Embora alguns estilos alimentares a excluam, pessoalmente não tenho nada contra a massa, e, apesar de serem bons à sua maneira, não penso que os noodles de vegetais sejam um substituto idêntico em termos de sabor e textura. Ainda assim, são sem dúvida uma boa forma de incluir vegetais na nossa alimentação (e das crianças, por exemplo). Para quem pretende perder de peso, também podem ajudar a criar um défice calórico, visto que em regra os vegetais são pouco densos em termos energéticos e acabam por ter bastante volume por uma quantidade de calorias reduzida.

Eu achei que valia a pena o investimento porque comprei algumas vezes os tais zoodles no supermercado e gostei, mas o preço dos zoodles é, claro, muito mais elevado do que o da courgette em si. O espiralizador também não é assim tão em conta - custa 24,99€ - mas se for utilizado com frequência acaba por compensar.


Além do manual de instruções, a caixa traz os componentes acima. O corpo do espiralizador tem um compartimento atrás para guardar as lâminas (admito que demorei mais tempo do que me orgulho para descobrir qual era o objetivo deste compartimento :P). De resto, tem o recipiente transparente de plástico onde ficam os zoodles, as duas peças onde se encaixa a lâmina (que depois por sua vez se encaixam no corpo do espiralizador) e ainda a peça branca no canto superior esquerdo da imagem acima. Esta peça tem, como se vê na imagem, uma parte afiada na ponta que serve para espetar no vegetal. 


Para fazer os noodles apenas precisam de colocar o vegetal que pretendem utilizar no tubo e empurrá-lo suavemente com a peça branca (com a máquina ligada). Pode ser necessário cortar o vegetal de modo a que caiba no tubo - não deve ser maior do que este nem em largura nem em altura, uma vez que se o for torna-se muito mais difícil segurar bem o vegetal enquanto este é cortado. Também têm de ter em atenção que há alimentos mais irregulares, como as batatas-doces, que dificultam a tarefa de espiralizar. Eu normalmente quando quero espiralizar batata-doce tento comprar umas mais direitinhas; se não der, pelo menos faço com que fiquem um pouco mais regulares cortando algumas partes com uma faca (depois uso as aparas na sopa, assim como aquele bocadinho que sobra por não ser possível espiralizar o vegetal todo - não é muito, mas fica-se sempre com uma pontinha).

As três lâminas diferentes cortam os vegetais em formatos diferentes. A lâmina A é a mais grossa (corta em tagliatelle), a B é intermédia (linguine) e a A é fininha (spaghetti). Abaixo vou deixar fotos para verem como fica cada um dos cortes.

Já vi muitas pessoas a queixarem-se desta máquina por as lâminas não encaixarem totalmente, chegando a saltar a meio do procedimento. Devido a isso fiquei com algum receio - as minhas também não pareciam encaixar muito bem. No entanto, não tive grandes problemas a espiralizar. Uma vez que a courgette é bastante mole, é muito fácil fazer noodles com ela. Foi um pouco mais chato quando fiz batata-doce pela primeira vez, mas desde que comecei a fazer o que referi acima (usar batatas mais regulares, cortá-las de modo a ficarem mais direitinhas e não excederem a altura do tubo) não tive problemas. E com o uso as lâminas começaram a encaixar melhor :) Estou bastante satisfeita com o espiralizador.

Também é de notar que, mesmo que as lâminas 'saltem', o pior que pode acontecer é alguma peça partir-se. Não penso que seja propriamente perigoso, visto que, como se está a exercer pressão para baixo, caso a lâmina salte ela cai no copo - não vai magoar ninguém.


Para já ainda só usei batata-doce e courgette, mas vegetais com uma forma semelhante devem resultar igualmente bem. No caso de alimentos com formas menos convenientes (por exemplo, abóbora e frutas como maçã e pêra) já terão de cortá-los de forma a os adaptar ao tamanho do tubo. Claro que as espirais irão ficar mais curtas, mas não se pode ter tudo :P

Vou mostrar-vos agora qual é o efeito de cada uma das lâminas, para terem uma ideia.

Lâmina A


Na fotografia acima está batata-doce laranja cortada com a lâmina A. Como podem ver, os noodles ficam bastante largos :)

Lâmina B



Esta é batata-doce normal (reparem na diferença de cor :P) cortada utilizando a lâmina B. Pessoalmente prefiro este formato ou o seguinte ao anterior, acho que os noodles mais fininhos resultam melhor na maior parte das receitas!


Aqui está courgette, também cortada com a lâmina B.

Lâmina C


Por fim, courgette cortada com a lâmina C. Esta lâmina faz uns noodles mesmo fininhos, alguns até ficam colados e é preciso separar com as mãos :P

O meu vegetal preferido para espiralizar é a courgette (embora como referi não tenha experimentado muitos). Fica ótima em salteados (muito melhor do que eu diria antes de provar), e o formato é perfeito :) Normalmente lavo-a bem e espiralizo-a mesmo com casca. Pode parecer estranho, mas depois de espiralizar a área de superfície é tão grande que praticamente não se nota que a casca está lá!

Em seguida, e para terminar, deixo algumas sugestões para fazer com a courgette e a batata-doce espiralizadas.

Peru salteado com cogumelos e noodles de batata-doce (lâmina A)

Noodles de courgette (lâmina C) salteados em alho com cogumelos e ovos mal cozidos

Pescada à Brás com alho francês, à qual adicionei noodles de batata-doce (lâmina C)

Noodles de courgette (lâmina B) salteados com frango e cogumelos

Noodles de batata-doce salteados em azeite e alho
Nesta última fotografia não coloquei a indicação da lâmina porque foi a tal vez que não correu muito bem, então decidi trocar de lâmina a meio para uma mais larga e ficou uma mistureba de tamanhos :P Mas usei as lâminas B e C.

Até agora os meus pratos preferidos entre os que já fiz com noodles de vegetais são os zoodles com ovos mal cozidos ou com cogumelos e frango/peru, são extremamente simples de fazer e ficam deliciosos!

Espero que tenha esclarecido quaisquer possíveis dúvidas no post - caso ainda sobre alguma, podem sempre deixar um comentário ou contactar-me através do e-mail ou das redes sociais. :)

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Receitas Testadas da Semana #63 - #65



Desta vez o post das receitas testadas - ou melhor, testadas por pessoas que não eu - sai mais cedo!  Ou seja, não sai tão tarde como o costume, uma vez que o hábito é acumular imensas semanas :P Isto pelo excelente motivo que mencionei ontem: a minha partida para férias amanhã (bem, para mim é um excelente motivo :P). 

Por essa razão, são menos, mas compensam tendo um aspeto delicioso! No fim tudo se equilibra, portanto.

Aqui estão elas:













(Espreitem também o post no blog da Inês!)













Tenham uma boa semana! Como já referi não vai haver publicações novas nos próximos tempos, mas podem sempre acompanhar-me no facebook ou instagram, onde faço posts com mais frequência :)

domingo, 15 de julho de 2018

Produtos #56 - Skyr Líquido do Lidl

Embora, como já disse por aqui, não aprecie muito iogurtes líquidos (até porque costumo preferir iogurtes naturais, e é muito raro encontrar iogurtes líquidos que não sejam adoçados), decidi experimentar estes do Lidl por curiosidade. Hoje partilho a minha opinião em relação aos produtos, bem como fotografias para ficarem a conhecer os ingredientes e tabelas nutricionais.

Em primeiro lugar, para quem estiver interessado, estes iogurtes estão à venda no Lidl e custam 0,99€ por unidade (330ml). Que eu saiba estão disponíveis nos quatro sabores da imagem: mirtilomorango e romãpêssego e maracujá e laranja e baunilha. Já ouvi dizer que também havia um natural, embora ainda não o tenha encontrado à venda.


Abaixo estão encontram fotos de todas as listas de ingredientes, mas vou deixar uma aqui para exemplo porque como a embalagem é curva não se consegue ver muito bem. Esta é a do de pêssego:

60% proteínas de leite, água, derivado de soro de leite, 4% sumo de pêssego obtido a partir de um produto concentrado, 2% pêssego, 1% maracujá obtido a partir de um produto concentrado, aroma natural, concentrado de cártamo, edulcorantes: aspartame e acessulfame K, culturas lácteas (contém leite), coalho microbiano

Como vêem, não é brilhante; não tem açúcar adicionado, mas tem adoçantes e outros aditivos, um dos motivos pelos quais prefiro optar por iogurtes naturais.

Quanto às tabelas nutricionais, penso que se vêem bem nas fotos. São semelhantes às dos skyr sólidos, apenas com um bocadinho mais de hidratos de carbono e menos de proteína - nada de significativo.

Em termos de textura, como seria de esperar de uma coisa denominada skyr, são bastante mais espessos do que o costume. Não os achei tão espessos como os Lindahls, mas na maior parte das vezes também os comi com uma colher, e achei-os de igual forma semelhantes a iogurtes sólidos 'normais', sem ser grego, quark ou skyr (sim, ainda existem :P).

O sabor varia muito consoante o iogurte em questão, por isso vou fazer uma lista ordenada por ordem de preferência :) Para cada sabor irão encontrar também fotos do rótulo, como já referi.

1º - Laranja e Baunilha




Este foi logo à partida aquele que me suscitou curiosidade - primeiro porque adoro baunilha, e segundo porque baunilha com laranja me parecia uma combinação maravilhosa. 
Achei que sabia principalmente a laranja, mas ainda assim adorei - tinha um sabor leve, nada enjoativo e muito viciante :)

Como vêem a textura não é propriamente de iogurte líquido :P
2º - Morango e Romã




Este também tem uma combinação de sabores algo diferente daquilo a que estamos habituados (normalmente os iogurtes não saem do básico - morango, framboesa, pêssego -, quanto mais misturar dois sabores diferentes :P). Achei que resultava muito bem! Não costumo ser fã de iogurtes de morango, como já sabem, mas este com romã convenceu-me :)


3º - Pêssego e Maracujá




 Este tem um bocado menos de 'piada', porque o sabor já existe na versão sólida. Ainda assim, iogurte de pêssego é um clássico que nunca falha, e o toque do maracujá fica delicioso :)


4º- Mirtilo




Este pobre skyr não só já existe na versão sólida como apenas tem um sabor, é o patinho feio do conjunto :P Não achei mau, pelo contrário; eu costumo gostar de iogurtes de mirtilo, e este não foi exceção. No entanto, e pelos motivos que referi, acaba por ser o que se destaca menos.


Como bónus, partilho ainda os 'skyr to go', também do Lidl, que foram lançados mais recentemente:


Apenas encontrei estes sabores (baunilha e mirtilo), mas sei que também existe um de morango. Cada embalagem tem 100g e custa 0,59€. Como é óbvio, a relação preço-quantidade não compensa, mas estes têm o benefício de serem facilmente transportáveis - os de 330ml têm embalagens enormes e pouco práticas para esse efeito.

A lista ingredientes é semelhante, sendo a principal diferença que estes são adoçados com acessulfame k e sucralose (os anteriores eram adoçados com acessulfame k e aspartame, que tem uma reputação um pouco pior). Os macronutrientes não são muito diferentes, estes apenas têm um pouco mais de proteína e menos de hidratos de carbono e açúcar (tanto se compararmos com os skyr líquidos como se compararmos com os sólidos).



Gostei muito do de baunilha - adoro iogurtes de baunilha e não são muito comuns, nem com esta moda dos skyr começaram a aparecer mais :P

A textura ainda consegue ser mais densa do que a dos iogurtes líquidos de que falei acima, mas eu não me importo muito, sou fã de iogurtes mais espessos.



O de mirtilo também é agradável. É igualmente espesso e o sabor é semelhante ao skyr líquido de mirtilo de que já falei.

E pronto, acho que já debitei aqui fotografias e texto que chegassem para os próximos 10 dias :P Não sei se repararam, mas ultimamente tenho atualizado muito mais o blog, porque tinha imensos posts que queria escrever e publicar há séculos (ainda tenho). No entanto, amanhã vou de férias para Espanha, à semelhança dos anos anteriores, e como praticamente nunca vou ter internet não vou poder publicar quase nada. Ainda assim, amanhã ainda vou ver se tenho tempo para partilhar um último post com as receitas testadas :)

sábado, 14 de julho de 2018

Bolos do Caco (Saudável, Sem Glúten/Lactose, Sem Açúcar/Gordura Adicionados)


Há pouco tempo lembrei-me de fazer uma versão mais saudável dos famosos bolos do caco, sem farinhas refinadas e de preferência sem glúten, para que as pessoas intolerantes pudessem fazer também.
Não sei porque é que isto me ocorreu: sinceramente nem sei se já experimentei bolo do caco. Talvez já tenha provado como entrada - mas, para ser honesta, não me lembro bem. Só sei que experimentei um bocado de um que a minha mãe comprou no Continente há algum tempo, mas não me parece que se pudesse qualificar como bolo do caco a sério - em vez de ser achatado era muito alto e em termos de sabor e textura parecia pão normal, duvido que tivesse sido feito numa frigideira como é costume.
De qualquer maneira, parecia-me uma coisa engraçada para fazer (pelo caminho dando ainda mais uso à minha nova frigideira), por isso estive a dar uma vista de olhos por algumas receitas e escolhi as farinhas que queria usar.
Admito que estava à espera que saísse fracasso, uma vez que nunca tinha feito bolos do caco, quanto mais numa versão mais saudável. Não sei se se lembram, mas já tive os meus problemas com massas lêvedas, embora agora pertençam ao passado (ultimamente as receitas mais *divertidas* que tenho feito até são as lêvedas). Estive sempre à espera do passo em que ia sair mal, mas felizmente não aconteceu - fiquei logo com esperança quando virei os bolos na frigideira e vi o quão adoráveis tinham ficado (modéstia à parte :P). Claro que ainda havia a possibilidade de saberem mal - sou uma pessoa muito positiva, eu sei -, pelo que enquanto os bolos coziam do outro lado houve uns minutos de suspense. No entanto, a confirmação não tardou: estavam maravilhosos. E de certeza que vou passar a comer bolos do caco mais vezes daqui para a frente.
Publico já a receita porque foi a mais votada na 'sondagem' de ontem. Espero que façam e fiquem tão fãs como eu! :)







Bolos do Caco (Saudável, Sem Glúten/Lactose, Sem Açúcar/Gordura Adicionados)
Adaptado de uma publicação no grupo Paleo Descomplicado
Para 8 bolos do caco

Ingredientes:
[  100g de batata-doce (pesei em cru, mas depois de cozida o peso é sensivelmente o mesmo)
[  200ml de água
[  10g de fermento de padeiro seco
[  1/2 dente de alho (podem omitir se não forem fãs de alho)
[  200g de farinha de aveia (certificada sem glúten para a versão sem glúten)
[  100g de farinha de trigo sarraceno
[  50g de polvilho doce ou azedo
[  2 colheres mal cheias de chá de sal

Preparação:
| Num tacho pequeno, cozer a batata-doce em água com sal.
| Transferir a batata-doce cozida para o copo de um processador/liquidificadora ou de uma varinha mágica. Adicionar os 200ml de água, o fermento de padeiro seco e o dente de alho; triturar tudo.
| Num recipiente grande, colocar os restantes ingredientes (farinha de aveia, farinha de trigo sarraceno, polvilho e sal). Adicionar a esta mistura a anterior e misturar bem.
| Transferir a massa para uma bancada enfarinhada e amassar com as mãos durante cerca de 5 minutos (podem adicionar mais água ou mais farinha, se a massa estiver demasiado seca ou demasiado húmida).
| Formar uma bola com a massa e colocá-la num recipiente limpo. Cobrir com um pano e deixar a levedar num sítio quente durante cerca de uma hora.
| Depois de a massa levedar, cortá-la em 8 porções. Fazer uma bolinha com cada porção e amassá-las de forma a que estas fiquem achatadas.
| Aquecer uma frigideira a lume baixo. Dispor sobre ela os bolinhos. Quando estes estiverem cozinhados e dourarem de um lado (cerca de 5 minutos), virar e deixar cozinhar do outro.



Acho que já expressei parte do meu entusiasmo na introdução, mas volto a referir que ficaram mesmo bons. A textura é maravilhosa, ficam super fofinhos mas ligeiramente húmidos! São muito saborosos também, com aquele gostinho de alho que *imagino que* seja caraterístico dos bolos do caco (como disse não sou nenhuma autoridade na matéria :P). Experimentei-os com manteiga, e depois também com um ovo frito em óleo de coco. Ficaram divinais de ambas as maneiras!
Além de serem muito bons a nível de sabor/textura têm o benefício de não irem ao forno, pelo que além de serem mais rápidos de fazer 1- Não têm de ligar o forno de propósito, e 2- Não têm de morrer abafados com o calor devido a (1) ;)
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Informação Nutricional (por 1 bolo do caco)
Energia: 174kcal
Proteínas: 5.6g
Hidratos de Carbono: 34.5g 
-       Dos quais açúcares: 1.4g
Lípidos: 2.1g 
-          Dos quais hidrogenados: 0.0g
-     Dos quais saturados: 0.4g
Fibra:  4.5g
Sódio:  299mg

     A informação nutricional engloba uma porção (neste caso, corresponde a 1 bolo do caco ou 1/8 da receita). Os valores estão sujeitos a erro humano e a alguma imprecisão, mas deverão estar próximos do valor real. 
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