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Mensagens

A mostrar mensagens de Abril, 2015

Amêijoas com Vinagrete (Paleo, Whole30-Approved, Sem Lactose, Sem Glúten, Saudável)

 Há pessoas que acham que a pronúncia de uma língua caracteriza (através de analogias profundas ou extorsão de significados) uma população ou uma pessoa. Eu acho que isso é estúpido (para além de implicar uma redução da pessoa ao contexto, a que ninguém me parece tão receptivo quanto isso), mas não posso deixar de atribuir a tal coisa a devida importância indiscutível e universal. Isto porque a experiência mais marcante da minha vida consistiu em observar a minha professora da primária a proferir a palavra «pão» com ditongo aberto. EU SEI.  (Eu vou dar uns segundos para recolocarem os vossos queixos nos lugares.) Vejo sempre a dicção portuguesa ou local (no meu caso, mais do Norte) como «neutra» por estar habituada, não sei se é mal geral. Não deve ser, porque o tom musical do brasileiro é inegável e o requintado do britânico praticamente indiscutível (a sério, quem me dera ser uma fábrica de sotaques com capacidade de supressão momentânea... Acho que o Hugh Laurie é o meu ídolo

Chips de Inhame Crocantes (Paleo, Whole30-Approved, Saudável, Sem Glúten, Vegan, Sem Lactose)

Às vezes parece que podemos descodificar todo o universo através de vários sistemas binários específicos. Aplicando isto a casos particulares podem perceber do que estou a falar: há duas espécies de pacotes de palitos, os que se separam da tampa ( sempre ) e espalham tudo quando caem ao chão (pronto, admito que estou particularmente sensível a este assunto hoje :P) e os que permanecem fechados (até agora não foi avistado nenhum especimen , se souberem onde adquirir depois digam). Temos duas variedades de cadernos de argolas, os que permitem arrancar folhas e os que têm um picotado ridiculamente fraco que rasga sempre quando se tenta fazê-lo (e ainda aqueles que ficam com uma bossa no fundo da argola gigante, uma espécie de deformação eterna irritante como castigo pela não devoção ao virar páginas). Existem dois tipos de cafés, os que têm quase todos os gelados da carta e aqueles cujos empregados, quando alguém pede um gelado, respondem «Temos este, este e este». Podemos exper

Whole30 - Pré-Treinos

No programa oficial do Whole30 o pré-treino recomendado não está cheio de hidratos de carbono. Podem ver as recomendações aqui ; essencialmente, sugere-se uma pequena-refeição contendo proteína e gordura (ambos em metade da quantidade usual às refeições), 15 a 75 minutos antes do treino No início para ser sincera vi-me um bocado reticente, estava habituada a comer hidratos de alto índice glicémico antes de fazer exercício, particularmente antes de correr, e por isso não passei a fazer o pré-treino recomendado logo desde o início. Pré-treino de covarde. Depois lá me comecei a mentalizar ( ao menos se te sentires como um elefante a correr uns míseros 5km tentaste! ) e até fui a tempo de reunir umas fotografiazinhas para mostrar. No geral, correr «on fat» baixa o desempenho até que uma pessoa se habitue, mas depois até dá mais energia e de forma mais duradoura.  Então aqui vão as minhas sugestões, alguns pré-treinos que já fiz (e comi!): 1 ovo e creme de coco, com uma e

Sopa Lenta (e Ridiculamente Cremosa) (Paleo, Whole30-Approved, Saudável, Sem Glúten, Sem Lactose)

Antes de fazer o Whole30 comia sopa todos os dias ao almoço e ao jantar.  A minha relação com os vegetais nunca foi má; sempre gostei de brócolos cozidos, cenoura crua, vegetais no wok e pepino, por exemplo. Ainda assim, tinha muitos vegetais que odiava também  – cenoura cozida, beterraba, feijão verde (não odeio assim tanto, mas não gosto muito) e couve-flor (exceto como molho para massa ). Quando entrei no whole curiosamente deixei de comer sopa ao almoço e ao jantar, mas passei a comê-la ao pequeno-almoço; como tenho mais tempo nas outras refeições, posso sempre fazer um salteado ou juntar vegetais à proteína (como em peixe à brás ). Isto, aliado ao facto de que como vegetais crus e cozinhados em cada refeição, permitiu-me alargar o meu conhecimento quando o assunto é vegetais – a grande revelação foi a couve-flor, que passei a adorar assada ou em arroz . No entanto, não vou passar isto como uma cura mágica para não gostar de vegetais, simplesmente experimentei muitos de vária

Whole30: A (divertida) Review*

(Eu não gosto para mim do modelo foto-texto-foto, porque como as fotos não são adoráveis e artísticas fica um bocado pretensioso. Mas depois de escrever o texto ele ficou a tender para o grandote, portanto vou usar essa sequência pelo bem de quem se aventurar a ler. Preparem-se para a disposição romântica.) A última terça-feira, dia 14, foi o meu último dia de Whole30. Eu não fiz um monte de  posts  estilo  review  porque acho que ia acabar por me repetir (para além disso, há muitos relatos por aí). Mas não podia deixar este momento importante para a história da humanidade por assinalar, pelo que aqui estou eu com mais um monólogo. De nada.  Eu avisei. Se puser legendas é menos constrangedor? Eu não esperava nada de maravilhoso com o Whole30. Não esperava que fosse difícil e não esperava ter cravings ou vontade de desistir, mas também não esperava ganhar um 6-pack instantâneo ou sentir um bem-estar universal avassalador que mudasse a minha vida. Não que tenha sido mau

Produtos Que Uso No Whole30

Apesar de a maior parte dos produtos que uso virem diretamente do talho, peixaria ou secção de frescos do supermercado, ainda há alguns produtos embalados que não têm adicionados ingredientes proibidos e que às vezes facilitam as coisas, além de serem deliciosos ;) Assim sendo, aqui está um pequeno apanhado deles, sendo os primeiros obviamente: Manteiga de Caju, Manteiga de Amêndoa e Óleo de Coco da Myprotein O intervalo de tempo que começou quando os encomendei e acabou no momento em que a encomenda chegou foi de pura agonia, acho que já estava a prever o quão boas iam ser as manteigas (e o óleo de coco, que também é muito versátil e dá para fritar imensas coisas). Já fiz imensa coisa em óleo de coco: comida (claro), ananás, maçã, banana... Fica tudo bom! E este tem um cheiro muito agradável, além de monetariamente compensar mais do que o do celeiro. Gosto mais de óleo de coco do que de azeite para coisas semelhantes a fritar porque é mais estável a altas temperaturas

Chips de Batata-Doce Crocantes (Paleo, Whole30-Approved, Saudável, Sem Glúten, Vegan, Sem Lactose)

A primeira vez que provei batata-doce foi num cozido. Não gosto muito de cozido e também não gosto muito de batatas em cozido, por isso não foi grande surpresa quando não achei que a batata-doce fosse grande coisa - só me lembro de achar que sabia a castanha e e tinha um gosto ligeiramente doce, apesar de não ser das mais doces (era branca). Depois voltei a dar outra oportunidade à batata-doce e experimentei em chips e assada no forno, mas as chips ficaram moles e estranhas e assada também não me convenceu, apesar de não desgostar.  Desde essa altura já experimentei 3 tipos de batata-doce, nem sempre de forma voluntária: laranja, branca e roxa. A laranja é a minha preferida... Compro no Lidl e é a que acho é a que fica melhor em chips, mas nem toda a gente prefere esta por ser mais doce - eu acho que combina muito bem com as especiarias. A branca é a mais parecida com a normal, mas quando a faço em chips também fica meia alaranjada e é muito boa... e depois há a roxa, com uma h