sábado, 24 de outubro de 2015

Rolinhos de Alho e Ervas (Ou Rolls de Pão de Alho Tremendamente Fofinhos)


Durante a semana tive a ideia - fazer um jantar completo em rolos. Primeiro lembrei-me do óbvio prato principal, rolos de pizza. Depois ocorreu-me fazer rolos de alho para entrada, e por fim, mais tarde, cedi às evidências: não fazer rolos de canela para sobremesa seria desafiar a lógica.
Comprei as coisas. Queijo ralado, molho para pizza, orégãos e alho em pó (que já tinha, mas que gosta particularmente de ficar todo colado). Chegou o fim-de-semana e preparei-me para pôr a ideia em prática. Preparei a massa, trabalhei-a, deixei-a levedar, estendi-a. Três vezes, uma para cada sabor. E enrolei-a. Três vezes, uma para cada sabor. Finalmente cortei-a e coloquei-a em formas.
Três vezes. Uma para cada sabor.
Comecei a pensar se não seria melhor ter-me ficado pelos de pizza. E depois deixei de pensar e fui limpar a mesa com restos de farinha, massa, molho de tomate, queijo, manteiga e canela. Yum.
Lembrei-me de fazer os últimos na máquina de waffles, para não atafulhar o forno e tal. Ficaram muito bons e crocantes, além de adoráveis - a tal nível que até me parece ter compensado limpar a máquina cheia de óleo, açúcar e bocados de massa. Mas a memória já é antiga.
Transferi os de canela para um prato. Tirei fotografias. Fui ver os outros dois.
Não gosto de ter 2 tabuleiros no forno, mas desta vez teve de ser. Fui ver como estavam; pareciam prontos. Retirei-os para uma base, tirei fotografias (um monte, porque selecionar entre 300 iguais é divertido). E servi.
Apesar do desastre que poderiam insinuar as frases curtas (esta coisa do suspense está dentro de mim), acabaram por ficar todos muito bons - os de pizza tostados por cima, os de alho crocantes por baixo (alguém não repartiu muito bem o tempo em cada lugar do forno), os de canela caramelizados de ambos os lados. Bastante diferentes, mas com o facto de serem muito saborosos em comum.
Acabou por valer a pena. Senão vejam...






Rolos de Alho e Ervas
Para 30 rolinhos (2 tabuleiros)

Ingredientes:
[  240ml de água
[  2 colheres de chá bem cheias de açúcar
[  15g de fermento de padeiro seco
[  120ml de leite (de preferência gordo)
[  50g de margarina
[  1 pitada bem generosa de sal fino
[  2 ovos L
[  200g + 400g + 200g de farinha (ou conforme necessário)
[  1 colher de sopa de óleo vegetal
[  100g de manteiga com sal (podem usar de alho e ervas)
[  Alho em pó
[  Orégãos
[  Salsa

Preparação:
| Aquecer a água. Deve estar quente, mas a uma temperatura que permita manter um dedo mergulhado durante 10 segundos.
| Colocar num recipiente grande e juntar as 2 colheres de chá de açúcar e o fermento.
| Num tacho, colocar o leite e a margarina e levar a lume brando até a manteiga derreter e a mistura estar quente (mas não muito quente). Retirar do lume.
| Adicionar, no tacho, o sal.
| Transferir para o recipiente com o fermento, juntando também os ovos e 200g de farinha e misturar.
| Acrescentar 400g de farinha e incorporar.
| Enfarinhar uma superfície e colocar nela a massa. Se a massa estiver demasiado pegajosa incorporar mais farinha (eu adicionei 200g), mas não deve ficar demasiado seca, apenas moldável. Amassar durante cerca de 10 minutos; deve ficar elástica e macia. 
| Numa "bacia" grande e limpa, colocar o óleo. Rodá-la de forma a espalhar pela base e cantos o óleo.
| Pôr a massa trabalhada no recipiente untado, formando uma bola, e virá-la para que o óleo cubra toda a superfície.
| Tapar com um pano seco e deixar num sítio quente e sem correntes de ar* até dobrar de tamanho (cerca de 1 hora).
| Pressionar com as mãos para retirar parte do ar.
| Enfarinhar um balcão e, nele, dividir a massa em 2 porções.
| Estender cada uma das porções, formando retângulos com cerca de 45cm de comprimento e 25cm de largura.
| Derreter a manteiga e espalhar com um pincel ou uma colher pelos retângulos. Polvilhar com o alho em pó, orégãos e salsa.
| Enrolar os retângulos, de modo a formar um rolo com 45cm de comprimento. Selar bem o extremo a todo o comprimento do rolo, fundindo-o com este para que não se abra.
| Cortar cada rolo em cerca de 15 fatias com aproximadamente 3cm de espessura e dispô-las (deitadas, com a parte cortada para cima) nos 2 tabuleiros untados.
| Cobrir com um pano seco e deixar levedar durante mais 1 hora (deve dobrar de tamanho de novo), num local quente e sem correntes de ar*.
| Levar ao forno pré-aquecido a 180º graus durante aproximadamente 25 minutos (até estarem cozidos e dourados).

* Deixo levedar no forno desligado pré-aquecido a 50ºC.



Podem ter percebido pelos spoilers acima, mas insisto: ficaram muito bons. Com sabor a pão de alho (ou seja, delicioso), as especiarias típicas para dar aquele gosto essencial, textura estupidamente fofa de pão, uma crosta crocante inferior e um ligeiro tom dourado na parte superior... Pensei que fosse difícil replicar aquele paladar tão específico dos famosos abre-apetites para pizza (talvez seja redutor, não me odeiem os fãs acérrimos), mas ficou mesmo semelhante!
Ainda receei que ficassem 'empapados' por levedarem com a manteiga, mas não ficaram, de todo. Pelo contrário, ajudou a formar a base crocante, quase caramelizada (no bom sentido, ninguém quer caramelo com alho) que deu um toque especial.
Se sobrarem, podem guardá-los num recipiente hermeticamente fechado e aquecê-los ligeiramente antes de comer - ficam igualmente bons, se não melhores.
São uns pãezinhos salgados e leves, ideais para acompanhar um jantar ou para entrada - quem sabe, de um jantar temático de rolinhos :D
As outras receitas aparecerão por aqui também!

domingo, 18 de outubro de 2015

Chocolate Quente com Whey (Saudável, Sem Gordura/Açúcar Adicionado, Sem Glúten)


Adoro claras. Têm ótimos valores nutricionais, fazem os bolos fofinhos e as papas de aveia cremosas, além de dezenas de outras coisas. Infelizmente, através de experiências desagradáveis, também já me apercebi de que têm um grande potencial de resultar em papadas exageradamente repulsivas (e mal-cheirosas, mas não quero estar aqui a apontar dedos).
Uma vez decidi variar do habitual e fazer uma receita de papas de aveia no microondas utilizando claras. Encontrei uma num blog de uma rapariga que fazia a receita com regularidade, e visto que assim sendo não poderia ser muito má decidi experimentar - fazendo vista grossa ao facto de utilizar 30g de aveia para 100ml de claras e nenhum leite de todo. Ainda tentei cobrir com canela, mas aquela omelete batida com pedaços de aveia não enganava ninguém e acabou no lixo.
Depois de tempo suficiente para esquecer a ocorrência, voltei a achar que seria boa ideia fazer claras de uma maneira semelhante (acho que tenho de começar a aprender com as experiências). Mexi as claras numa frigideira antiaderente com puré e pedaços de maçã, juntei canela e coloquei num prato. Mais uma vez, percebi à primeira colher que aquilo era demasiado horrível para ser comido... E acabou no lixo (o meu lixo é uma pessoa muito ocupada).
Por uns tempos vi-me livre das claras feitas de um modo nojento, mas claro que elas tinham de atacar novamente (ou não se chamassem claras). Desta vez de um modo diferente e imprevisível.
A minha inconsequente lógica foi a seguinte: há imensas receitas de sobremesas com claras (do género de suspiros e pavlova). As claras dão consistência e o açúcar adoça - logo, misturando claras batidas com whey o resultado não podia ser muito mau
Mas foi.
Assim que liguei o forno para outras coisas fiz essa experiência e coloquei as claras em forminhas de queques. No fim tirei do forno e esperei que arrefecesse, mal sabendo que estava a adiar a prova do pior desastre culinário de sempre (talvez esteja a exagerar, mas a memória ainda está fresca).
Não consigo descrever quão mau aquilo ficou. A parte de fora ficou dura e farelenta, enquanto que a de dentro ficou meia oca e fofa (no mau sentido, convém relembrar). Mas o pior era ainda o sabor.
O sabor era enjoativo e horrível de uma maneira inimaginável - e apesar de imagens no facebook sugerirem tal coisa, os piores segundos de uma vida não são aqueles em que fazemos prancha, são aqueles em que provamos uma coisa assim. Fiquei a mastigar eternamente até decidir cuspir - e depois, porque sou uma pessoa muito prática, deixei o resto num pratinho em cima da mesa. De cada vez que passava por lá ficava com vontade de vomitar, e por fim aquilo teve o merecido destino (aka lixo).
A partir daí fiquei reticente em usar whey em coisas quentes ou cozinhadas. Inclusivé em chocolate quente. Mas decidi experimentar, tendo todos os cuidados possíveis: desligar o fogão antes de a adicionar, dissolvê-la previamente em leite,... 
E, talvez para compensar os restantes desastres, resultou incrivelmente bem. Vejam por vocês...



Mais espumoso porque usei flocos inteiros e triturei no fim com a varinha mágica
Chocolate Quente com Whey (Saudável, Sem Gordura/Açúcar Adicionado, Sem Glúten)
Para 1 dose

Ingredientes:
[  250ml + 20ml leite (pode ser vegetal)
[  5g de cacau
[  10g de farinha de aveia (podem usar flocos e triturar no fim ou fazer farinha com eles antes, uso a varinha mágica) (sem glúten para um resultado sem glúten)
[  10g (1 quadrado grande) de chocolate negro (preferencialmente com mais de 70% de cacau) (opcional; omitir para a versão sem glúten ou substituir por um adequado)
[  15g de whey protein (proteína do soro do leite) (aconselho sabores 'quentes': chocolate, bolacha, amendoim, canela,...) (certificada sem glúten para a versão sem glúten)

Preparação:
| Num tacho juntar 250ml de leite, o cacau e a aveia, peneirando esta última, e levar a lume médio.
| Deixar ferver, mexendo até engrossar.
| Entretanto, dissolver a whey em 20ml de leite.
| Quando a mistura do leite estiver mais espessa e consistente adicionar o chocolate negro, caso se deseje usar.
| Mexer e desligar o lume.
| Adicionar a whey com leite e misturar bem.




O resultado foi semelhante ao do chocolate quente anteriormente publicado, mas mais doce (como seria de esperar, utilizando uma whey adoçada). Se não usarem ou tiverem a proteína podem recorrer a essa receita, sem substituições. A textura continua a ser espessa e reconfortante (gosto particularmente de deixar engrossar o suficiente para comer à colher - decadência, eu sei) e o sabor maravilhoso (dependendo, claro, da whey utilizada).
Atualmente é o meu pós-treino preferido - acreditem, não há nada melhor do que chegar de uma corrida, tomar banho e beber um chocolate quente tão bom (e saudável!) :) 
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Informação Nutricional (por caneca)
Energia: 197kcal
Proteínas: 22.0g
Hidratos de Carbono: 9.2g
-       Dos quais açúcares: 0.6g
Lípidos: 7.2g 
-       Dos quais hidrogenados: 0.0g
-       Dos quais saturados: 1.7g
Fibra: 3.3g
Sódio: 55mg

     A informação nutricional engloba uma porção (neste caso, corresponde a cerca de 200g, 1 caneca ou a totalidade da receita). Não inclui ingredientes opcionais. Está sujeita a erro humano e a alguma imprecisão, mas deverá apresentar valores próximos do valor real. 
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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Bolo de Abóbora (Saudável, Sem Açúcar/Gordura Adicionados, Sem Glúten/Lactose, Integral)


Às vezes reside um compromisso enorme em comprar qualquer coisa. Vê-se uma receita de pizza de couve-flor, de mousse de abacate, traz-se uma couve-flor e um abacate do supermercado... E depois não apetece nada desperdiçar tempo precioso a cozinhar. Mas lá estão, implacáveis, os frescos (o crédito inspiracional deste nome vai para o Lidl) - a observar-nos, de cada vez que pegamos num copo de água ou passamos pela cozinha, com um olhar de troça - Olha essa manchinha na minha casca! Podre, estou podre! Haha! Idiota! Vida eterna na lixeiraaaa'.
Irritante.
Mesmo assim, assumi o fardo desde que me viciei no maravilhoso mundo dos bolos com courgette. Todos as semanas, corajosamente, diga-se de passagem, trago pelo menos uma courgette fresca tendo um fim certo - seja bolo de chocolate, bolo de cenoura e laranja ou bolo de outra coisa qualquer... Já se sabe que o destino passa por bolo. E o destino é delicioso.
Da última vez fui destemida o suficiente para trazer uma courgette e uma abóbora manteiga (vejam só). Felizmente não se tornaram fardo nenhum, porque antes de a situação chegar a esse ponto já se tinham ambos transformado em bolos. 
Nunca tinha feito nenhum bolo (ou qualquer sobremesa) com abóbora. Fiz puré, inventei uma receita quase aleatoriamente, pu-la em prática e levei o bolo ao forno. Depois passei os restantes 30 minutos a esperar que o bolo não soubesse a puré. 
Talvez este trauma venha de quando fiz panquecas de ovo e batata-doce. Em consistência e cheiro a massa fazia em tudo lembrar puré, mas hey,  de certeza que não iria sair assim tão mau. Panquecas não podem saber a puré, certo?
Errado. Muito errado. Se alguma vez quiserem experimentar panquecas de puré é só pedir receita.
(Mas não aconselho.)
O bolo saiu do forno. Arrefeceu, estava direitinho e bonito, cheirava bem. Fui cortá-lo às fatias e toda a gente o adorou - estava fofinho, com um sabor agradável e, imaginem só, não sabia a puré.
Tanto não sabia a puré que da última vez que fui às compras trouxe uma courgette e duas abóboras. Isto está a ficar sério...






Bolo de Abóbora (Saudável, Sem Açúcar/Gordura Adicionados, Sem Glúten/Lactose, Integral)
Para 1 bolo :P

Ingredientes:
[  4 ovos
[  80g de mel (não fica muito doce, mas é a minha quantidade eleita e fica bom assim; se preferirem bolos com mais açúcar aumentem a quantidade até 150g)
[  400g de puré de abóbora (pesada já cozida e em puré) (cozi abóbora manteiga em água com canela, cravinho e noz-moscada até estar mole quando furada com um garfo, escorri e triturei )
[  100ml de leite (pode ser vegetal, para a versão sem lactose)
[  200g de farinha de aveia (flocos de aveia triturados) (isenta de glúten para um bolo sem glúten)
[  1 colher de sopa de fermento
[  Canela (opcional)
[  Cravinho (opcional)
[  Noz-moscada (opcional)

Preparação:
| Separar as gemas das claras; colocar as primeiras num recipiente grande e as segundas no de uma batedeira elétrica.
| Adicionar às gemas o mel, puré de abóbora e leite, batendo a cada adição.
| Peneirar para este preparado a aveia, o fermento e as especiarias e misturar.
| À parte, bater as claras em castelo.
| Envolver parte das claras na mistura anterior. Ir adicionando mais e envolvendo até não restarem claras.
| Colocar numa forma antiaderente e levar ao forno pré-aquecido a 180 graus durante cerca de 30 minutos.



Talvez se tenha notado na introdução muito parcial, mas ficou fantástico. Superou as expectativas largamente! A textura estava perfeita, cada uma das fatias estava fofinha mas consistente e o sabor é outonal e reconfortante, com uma aroma delicioso conferido pelas especiarias. Gosto muito de comer com iogurte ou quark, mas simples também tem um gosto fabuloso. Nunca diria que a farinha não é refinada ou que não tem açúcar: a textura é ideal, leve, e quanto ao sabor não há muito mais a dizer - não que não merecesse toda e qualquer palavra. É mais uma receita a repetir imensas vezes! Resulta num pequeno-almoço (ou sobremesa, lanche, jantar,... :P) maravilhoso. Sobretudo agora que está a ficar fresco (não me venham com histórias de como o Sol brilha como oirinho polido na vossa terra que eu dormi de pijama de algodão!). 
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Informação Nutricional (por 1 fatia)
Energia: 118kcal
Proteínas: 4.7g
Hidratos de Carbono: 19.6g
-       Dos quais açúcares: 6.9g
Lípidos: 2.8g 
-          Dos quais hidrogenados: 0.0g
-     Dos quais saturados: 0.7g
Fibra: 2.7g
Sódio: 24mg

     A informação nutricional engloba uma porção (neste caso, corresponde a 80g, 1 fatia ou 1/12 da receita). Está sujeita a erro humano e a alguma imprecisão, mas deverá apresentar valores próximos do valor real. 
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domingo, 11 de outubro de 2015

Pão de Sementes (Sem Glúten/Lactose, Sem Açúcar Adicionado, Saudável, Vegan)


Quando criei (ou ainda não tinha) o blog olhava para 'os grandes' ou pelo menos maiores de uma forma diferente. 
Estranhava até as parcerias e os produtos oferecidos pelas marcas, pensando que seria precisa muita fama para alguém estar disposto a oferecer produtos em troca da partilha dos mesmos numa plataforma. 
Por muitas opiniões contrárias que existam, nem acho má esta troca de opiniões e conhecimentos que é as parcerias. Obviamente que levada ao exagero cansa, e não acho que fique muito bem a um blog ter mil e uma marcas associadas ou a uma marca ter os seus produtos publicitados em dezenas de blogs - mas deixemos isso para o departamento de marketing das empresas. No geral, acho que a troca de bens por publicidade a estes, quando feita de forma legítima, é boa para ambos os lados. 
O meu blog não é especialmente popular nem tem uma quantidade de visualizações acima da média. Ainda assim, contra todas as ideias que o meu eu pré-blog tinha, também recebo ofertas das marcas. 
Não pretendo aceitar nem recusar todas - aliás, já aceitei assim como recusei várias. Tendo recebido uma proposta da Myprotein, a categoria onde encaixá-la só poderia ser a primeira. Sou fã da marca, já fiz várias encomendas e dessas encomendas nasceram grandes amores, como a manteiga de caju , a goma xantana e a whey protein de cinnamon  danish.
Perante a indecisão de escolher até 3 produtos da loja online vi-me dividida. Acabei por optar por whey de strawberry cream (já li reviews muito boas, em breve falo da minha) e... Pó de sementes de psilio integrais. 
Tinha visto a receita original deste pão há já uns tempos. Não tendo como obter as sementes de psilio (não com um preço ridículo, pelo menos, o Celeiro deve achar que alguém é palerma), conformei-me com o destino - e depois descobri, perfeito e angelical, o site da myprotein. Com sementes de psilio integrais.  
Por mais estranho e óleo de figado de bacalhau - ish que pareça, juro que este pó é mágico. Ainda duvidei quanto a escolher este produto por poder ter aplicações reduzidas, mas agora sei que fiz a escolha certa. Porque este pão é simplesmente fenomenal...

Eu costumo deixar este tipo de fotos para fotógrafos a sério, mas estava a cortar o pão e o potencial artístico era tão elevado que não resisti.








Pão de Sementes (Sem Glúten/Lactose, Sem Açúcar Adicionado, Saudável, Vegan)
Adaptado daqui
Para 1 pão, 30 fatias

Ingredientes:
[  150g de sementes de girassol
[  20g (2 colheres de sopa) de sementes de chia
[  100g de sementes de linhaça
[  50g de frutos secos (no caso das fotos amêndoas e avelãs)
[  150g de flocos de aveia (certificados sem glúten para a versão sem glúten)
[  30g (3 colheres de sopa) de pó de sementes de psílio integrais
[  1 pitada generosa de sal fino
[  20g (1 colher de sopa) de mel (ou xarope de seiva de ácer para a versão vegan)
[  15g (3 colheres de sopa) de azeite (ou outro óleo)
[  350ml de água

Preparação:
| Juntar todos os ingredientes secos (sementes de girassol, chia e linhaça, frutos secos, flocos de aveia, pó de sementes de psilio integrais e sal) num recipiente grande.
| Numa malga à parte, misturar o mel, a água e o azeite.
| Adicionar os ingredientes líquidos aos secos e incorporar bem.
| Colocar o preparado numa forma à escolha (usei uma forma de bolo inglês) forrada com papel vegetal e alisar o topo, pressionando ligeiramente.
| Deixar repousar à temperatura ambiente durante pelo menos 2 horas.
| Levar ao forno pré-aquecido a 180º durante 20 minutos.
| Desenformar o pão diretamente para uma rede ou grelha de forno. De imediato, levá-lo de novo a cozer à mesma temperatura (sem a forma nem o papel vegetal) durante mais 20 a 30 minutos (até estar seco e soar oco em resposta a pancadas).
| Fatiar quando completamente frio.



Sendo que o pão rende bastante, se, como eu, não conseguirem comê-lo todo em pouco tempo, podem congelar. Congelei num tabuleiro com papel vegetal e depois transferi para um recipiente com tampa para evitar que colassem ou se desfizessem.
Quanto ao resultado, fica fantástico. Eu gosto muito do sabor a sementes tostadas, e isto é como um bloco gigante da maravilhosa crosta crocante e recheada de sementes do pão, elevada ao expoente máximo. Talvez não seja a melhor imagem, mas garanto que o sabor é maravilhoso! Não é, como seria de esperar, fofo como a maioria dos pães, nem é suposto. Fica crocante, com um gosto subtil a frutos secos e sementes muito agradável; gosto de torrar, mas tanto assim como simples sabe muito bem!
É uma óptima opção para lanches e pequenos-almoços, já que dá para fazer em avanço e usar ao longo de semanas. Não implica todo o procedimento de levedar dos pães 'normais', a preparação é estupidamente simples. Sem dúvida a repetir! 
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Informação Nutricional (por 1 fatia)
Energia: 88kcal
Proteínas: 2.7g
Hidratos de Carbono: 7.3g
-       Dos quais açúcares: 0.9g
Lípidos: 5.7g 
-          Dos quais hidrogenados: 0.0g
-     Dos quais saturados: 0.6g
Fibra: 3.0g
Sódio: 6mg

     A informação nutricional engloba uma porção (neste caso, corresponde a 30g, 1 fatia ou 1/30 da receita). Está sujeita a erro humano e a alguma imprecisão, mas deverá apresentar valores próximos do valor real. 
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sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Pudim de Caneca (Saudável, Sem Açúcar/Gordura Adicionados, Sem Glúten/Lactose, Paleo)



Há algum tempo decidi fazer um pudim no fim-de-semana que se seguia à data. Não fazia há algum tempo, o meu irmão implorava-me por pudim e seria até rápido, por isso cedi. 
Comprei leite meio gordo durante o fim-de-semana, porque reparei que deixava um gosto mais agradável do que o gordo. Guardei-o no armário, onde ficou à espera de ser magicamente transformado em pudim. 
Depois chegou o fim-de-semana. Comecei por fazer o caramelo, e apercebi-me de que utilizando-o para o caramelo não teria açúcar suficiente para o pudim em si. 
Não há nada mais irritante que perceber que não temos o que é preciso a meio da confeção de alguma coisa - e é muito perigoso assumir que temos os ingredientes base de qualquer receita. Açúcar, farinha,... Acho que nunca pus um destes numa lista de compras sem percalços chatos a forçar a ação. 
Dei-me por feliz por ter lojas acessíveis a pé onde pudesse comprar açúcar, e fui lá rapidamente enquanto o caramelo solidificava na forma.
Retomei então o que fazia antes. Comecei a bater os ovos com o açúcar, seguiram-se os outros passos e por fim coloquei o preparado na forma. Ao contrário do que se tinha sucedido noutras vezes com a mesma receita, o líquido não coube todo na forma. -> Primeiro indício de um desastre.
Coloquei apenas o suficiente, tampei e pus o pudim a cozer na panela de pressão. Findo o tempo normal, transferi para uma base na bancada e destapei. Tendo feito a receita vezes sem conta, reparei logo que estava mais líquido e espumoso do que o costume. -> Segundo indício de um desastre.
Eventualmente o conjunto arrefeceu, e esperançosa tentei desenformar para um prato fundo. Ouvi o som do pudim a descolar-se da forma e por fim caiu deselegantemente, espraiando-se por todo o prato como uma lesma gorda e começando a escorrer para o balcão pelas bordas.
Já tinha repetido este pudim vezes sem conta, e mesmo assim houve maneira de fazer com que desta vez corresse mal. O meu irmão acabou a comer pudim líquido com uma colher até inevitavelmente enjoar, e o resto foi para o lixo.
Ainda não tinha esta receita, porque seria uma ótima salvação do mundo pudim. É um pudim cuja receita é impossível de correr mal, que se faz rapidamente e que arrefece de forma ainda mais rápida. Com a adição de ser delicioso.




Pudim de Caneca (Saudável, Sem Açúcar/Gordura Adicionados, Sem Glúten/Lactose?, Paleo?)
Adaptado daqui
Para um pudim individual

Ingredientes:
[  5g + 5g de mel (1 + 1 colheres de chá)
[  1 ovo M
[  100ml de leite (vegetal/Sem lactose para a versão sem lactose, de um fruto seco para a versão paleo. Se for meio-gordo fica com um gosto mais particular a pudim)

Preparação:
| Colocar 5g de mel numa caneca grande e levar ao microondas durante 30 segundos. Retirar, observar e colocar mais 30 segundos as vezes necessárias para que se assemelhe a caramelo (mais claro ou escuro segundo a vossa preferência. Deverão repetir entre 3 e 5 vezes os 30s.)
| Rodar a caneca para que o mel cubra os lados.
| Num recipiente à parte, bater o ovo com as restantes 5g de mel. Juntar o leite e bater novamente.
| Colocar na caneca 'untada' (o mel deve arrefecer um pouco para ficar semi-sólido) e levar ao microondas entre 2 e 3 minutos (até que não esteja líquido).
| Assim que saia do microondas, tapar a parte de cima da caneca com película aderente e cobrir com um pano.
| Após 10 minutos 'abafado', deixar o pudim arrefecer e levá-lo ao frigorífico até estar frio.




Eu já tinha uma receita de pudim no microondas no blog, mas este tem caramelo por isso é 'mais a sério'. Fica mais semelhante a pudim 'normal', até em aspecto, com uma textura deliciosa que lembra mesmo os originais. Se não fosse por ser saudável, a conveniência de ser prático e rápido bastaria para fazer render-se qualquer apreciador da sobremesa! Fica delicioso e sabe pouco a mel (não gosto muito do sabor a mel, neste caso fica ligeiro e mais por causa do caramelo). Preparação ativa resume-se a uns 30 segundos, quase sem sujar nada... Melhor ou mais simples é difícil! Sabe a pudim flan, mas menos gelatinoso e melhor. Se é alguma indicação, fiz uns 10 na última semana. ;)
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Informação Nutricional (por 1 pudim)
Energia: 116kcal
Proteínas: 8.9g
Hidratos de Carbono: 6.1g
-       Dos quais açúcares: 6.1g
Lípidos: 6.2g 
-          Dos quais hidrogenados: 0.0g
-     Dos quais saturados: 1.7g
Fibra: 0.6g
Sódio: 72mg

     A informação nutricional engloba uma porção (neste caso, corresponde a 150g, 1 pudim individual ou a totalidade da receita). O leite incluído é de soja. Está sujeita a erro humano e a alguma imprecisão, mas deverá apresentar valores próximos do valor real. 
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domingo, 4 de outubro de 2015

Chocolate Quente (Saudável, Sem Gordura/Açúcar Adicionado, Sem Glúten/Lactose, Vegan)


Uma vez estava, num dia de semana, a tomar calmamente o pequeno-almoço. Ainda tinha algum tempo antes de sair de casa, seriam à volta de 7 da manhã e estava então sentada na cozinha, virada para a porta aberta. 
Por acaso estava lá também a minha avó, de pé à minha frente enquanto conversávamos. E de repente vejo por trás dela qualquer coisa pequenina e rápida a passar. Assustei-me, claro, e rapidamente cheguei a uma conclusão com que qualquer pessoa sonha - era um rato.
Tentei despachar-me e fechar a porta da divisão onde ele entrou, e ficamos depois a observar a sombra dele a andar de um lado para o outro através da ranhura debaixo da porta. 
Depois saí de casa, e lá ficou o rato. Apesar da minha insistência em nunca mais usar aquela divisão e desistir de tudo o que estava lá dentro (arca cheia de comida, tábua de passar a ferro, roupa por passar, máquina da roupa, produtos de limpeza, azeite e garrafões de água - tudo dispensável, acho que a minha proposta era irrecusável), passado pouco tempo o rato foi, não sem dar luta, expulso da minha casa (não por mim, confesso).
Num outro dia feliz, estava a preparar papas de aveia no fogão antes de uma corrida. Acabei de fazer as papas, transferi-as para uma malga e estava a guardar as coisas quando reparei no pacote de aveia. E estava roído.
Claro que não comi as papas (que já agora cheiravam extremamente bem, apesar de mais tarde o meu subconsciente lhes ter atribuído uma coloração cinzento-rato pouco apelativa) e contentei-me com torradas. Depois maldisse o rato, lamentando o facto de não o termos torturado antes de o expulsar. E fui retirar tudo dos armários mais baixos por potencial 'contaminação'.
Nunca mais tive ratos em casa, e ainda bem. Porque todos os problemas que advém da sua presença são incrivelmente aborrecidos - incluindo pequenos-almoços calmamente preparados que cheiram bem a ir para o lixo.  
O que não é incrivelmente aborrecido é um pequeno-almoço calmamente preparado que cheira bem a não ir para o lixo - que foi o que aconteceu a este chocolate quente. Mas não se enganem na fórmula - aquele não é mesmo muito importante...






Chocolate Quente (Saudável, Sem Gordura/Açúcar Adicionado, Sem Glúten/Lactose, Vegan)
Adaptado do IG @alexandrathingsabout
Para 1 dose

Ingredientes:
[  250ml leite (pode ser vegetal, para as versões vegan e sem lactose)
[  5g de cacau
[  10g de farinha de aveia (podem usar flocos e triturar no fim ou fazer farinha com eles antes, uso a varinha mágica) (sem glúten para um resultado sem glúten)
[  10g (1 quadrado grande) de chocolate negro (preferencialmente com mais de 70% de cacau) (opcional; omitir para versões vegan, sem lactose e sem glúten ou substituir por um adequado)

Preparação:
| Num tacho juntar o leite de soja, o cacau e a aveia, peneirando esta última, e levar a lume médio.
| Deixar ferver, mexendo até engrossar.
| Quando estiver mais espesso e consistente adicionar o chocolate negro, caso se deseje usar.

Nota: O chocolate quente não fica muito doce. Se gostarem de coisas mais doces adicionem mel ou um adoçante à escolha.




Recomendo vivamente! Há muita gente que come papas de aveia com chocolate ao pequeno-almoço e isto acaba por ter ingredientes muito semelhantes, mas uma forma diferente e ainda mais deliciosamente decadente. É muito simples, fácil de fazer e fica com um sabor fenomenal a chocolate, além de ser, como acho que é preferência geral, bem consistente e suave - ninguém diria que é saudável! Ou não fosse, talvez, ser menos doce, mas isso depende muito dos ingredientes que usam; eu sinceramente prefiro assim, mais intenso e a saber a chocolate negro. Resumindo, é maravilhoso e o meu novo vício. 
Tem uma textura espessa e cremosa; se preferirem chocolate quente mais líquido podem deixar engrossar menos (ou seja, reduzir o tempo ao lume) ou diminuir a quantidade de aveia. 
As coisinhas que estão por cima nas fotos são marshmallows dos cereais 'Lucky Charms'. Num rasgo de inspiração (resultante da overdose de avistamentos de chocolate quente com marshmallows a la desenho animado) pesquei uns do pacote. Eu sei, sou brilhante - derreteram e ainda ficou melhor. Por outro lado, agora o meu pacote só tem cereais simples e aborrecidos. Humpf. 
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Informação Nutricional (por 1 caneca)
Energia: 132kcal
Proteínas: 10.6g
Hidratos de Carbono: 7.4g
-       Dos quais açúcares: 0.1g
Lípidos: 6.0g 
-          Dos quais hidrogenados: 0.0g
-     Dos quais saturados: 1.1g
Fibra: 3.2g
Sódio: 27mg

     A informação nutricional engloba uma porção (neste caso, corresponde a cerca de 200g, 1 caneca ou a totalidade da receita). Não inclui ingredientes opcionais. Está sujeita a erro humano e a alguma imprecisão, mas deverá apresentar valores próximos do valor real. 
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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Batata-Doce Grelhada (Saudável, Sem Gordura Adicionada, Sem Glúten ou Lactose, Vegan, Paleo)


Quando era pequena o meu disfarce para o Carnaval e dia das bruxas foi durante vários anos aquele com que qualquer criança que se preze sonha: uma vaca. 
Assim, tirando ocasionais devaneios como aquele que me despertou o desejo de vestir de ninja (fiquei em 2º lugar no desfile de fatos da minha primária, conquistas de uma vida), passei sempre os dois dias preferidos dos miúdos da minha idade vestida de uma coisa que, juntamente com batatas fritas, constituía o prato preferido dos miúdos da minha idade.
Eventualmente cresci e o fato ganhou lugar permanente no armário. Mais tarde ainda tentei impingi-lo ao meu irmão mais novo, mas ele achou que seria melhor ideia usar uma camisola rasgada e suja de terra (papel representado pelo meu cacau puro, já agora) e dizer que era um zombie (pobre, um zombie pobre). Claro que rapidamente se juntaram ao conjunto uma foice, dentes de morcego e uma gravata com sangue falso, resultando na figura de uma morte simultaneamente zombie, vampira e formal, como se o Neil Patrick Harris e os indecisos criadores do American Horror Story se tivessem juntado para dirigir um filme de terror - mas isso é outra história.
Tudo isto contribuiu para feridas que ainda não cicatrizaram. Nunca cheguei a vestir-me de múmia, um dos mais adoráveis disfarces de sempre.
Se puderem e realmente estimarem as vossas batatas-doces, poupem-lhes essa dor. Mumifiquem-nas com com papel de cozinha, levem-nas ao microondas e no fim tostem-nas ainda. Garanto-vos que não se arrependem...





Batata-Doce Grelhada (Saudável, Sem Gordura Adicionada, Sem Glúten ou Lactose, Vegan, Paleo)
Para 1 pessoa 

Ingredientes:
[  1 batata-doce

Preparação:
| Lavar bem a batata-doce. Sem descascar, enrolar em papel de cozinha e humedecê-lo com as mãos molhadas.
| Colocar num prato e levar ao microondas na potência máxima entre 5 e 10 minutos, dependendo da grossura e tamanho da batata.
| Se desejado*, cortar a batata em rodelas com cerca de 1cm de grossura e colocar no fogão em lume médio num grelhador ou frigideira antiaderente.
| Quando estiverem tostadas, virar e deixar tostar do outro lado.

*Se preferirem e/ou não tiverem muito tempo podem não levar a tostar e comer simplesmente saída do microondas.



Há uns tempos que tenho visto fotos de batata-doce feita de uma forma semelhante nas redes sociais, mas pensei que fosse mais complicado... Não é. Em pouco mais de 10 minutos tem-se um acompanhamento saudável e muito (MUITO) bom. Muito mais rápido do que arroz, massa ou coisas do género.
Eu sempre usei batata-doce em tortilhas e chips, mas de forma simples achava um bocado estranha - tinha provado cozida e odiado. Mas é simplesmente impossível não gostar dela feita assim! Já saída do microondas fica com uma textura e cheiro (que lembra imenso castanhas) muito agradáveis, mas grelhar, embora seja opcional, dá sempre aquele toque tostadinho e bom. Aconselho a quem gostar mais de coisas molinhas que não toste :) 
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Informação Nutricional (por 1 dose)
Energia: 103kcal
Proteínas: 2.3g
Hidratos de Carbono: 23.6g
-       Dos quais açúcares: 7.4g
Lípidos: 0.2g 
-          Dos quais hidrogenados: 0.0g
-     Dos quais saturados: 0.0g
Fibra: 3.8g
Sódio: 41mg

     A informação nutricional engloba uma porção (neste caso, corresponde a 115g, 1 dose ou a totalidade da receita). Está sujeita a erro humano e a alguma imprecisão, mas deverá apresentar valores próximos do valor real. 
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