domingo, 9 de setembro de 2018

Disneyland Paris - Truques e Dicas


Voltei quinta-feira à noite da minha viagem a Paris, durante a qual (como já referi) estive 3 dias na Disneyland. Gostei muito da visita, mais do que estava à espera :D

Quando partilhei uma foto nas redes sociais várias pessoas mostraram interesse num post com algumas dicas acerca do planeamento de uma visita ao parque. Embora esteja longe de ser perita no assunto - esta foi a primeira vez que lá fui -, li bastante sobre ele. Tenho algumas dicas para partilhar, pelo que decidi fazer uma série de posts subordinados a este tema :)

Edição: Aqui estão os posts que já publiquei:
- Alojamento (com review do Hotel Cheyenne);
- Alimentação (com dicas para poupar e reviews de restaurantes).

Este será então o primeiro, com algumas dicas gerais que considero úteis. Acabou por ficar bastante longo, mas quis fazê-lo o mais detalhado possível!

Vou abordar vários tópicos. O primeiro é possivelmente o mais importante:

Escolher a data. Se puderem planearem a viagem com antecedência e tiverem flexibilidade a nível de datas, aproveitem para marcar a ida à Disneyland numa época otimizada. Considerem:

  • Os preços: Os preços flutuam de acordo com a época. Em dias com menos procura, os bilhetes, bem como as noites nos hotéis - da Disney ou seus parceiros -, ficam mais baratos. Por exemplo, o preço a pagar pela estadia de um adulto no hotel Cheyenne pode ir de 190 a 300 euros por noite - bilhetes incluídos -, dependendo da época. Podem saber como os valores variam em brochuras como esta (para outros intervalos de datas, consultem este índice). Os preços para todos os hotéis estão tabelados nesse documento, sempre com 5 colunas de cores diferentes que correspondem a 5 níveis de procura. Durante a minha estadia, o nível era o segundo mais barato. Notem que o preço de toda a estadia é determinado apenas pela categoria do dia de chegada, o que pode fazer bastante diferença. Por exemplo, neste calendário podem ver que ao dia 30 de março de 2018 foi associado o nível 1/5 (o mais barato), e ao dia seguinte o nível 5/5 (o mais caro). Se confrontarem isto com as tabelas de preço, vêem que no hotel Santa Fe, por exemplo, chegar no dia 31 e ficar lá 2 dias (1 noite) ficaria 30€ mais caro do que chegar no dia 30 e ficar lá 3 dias (2 noites), embora esta última estadia inclua os dois dias e a noite da primeira! 
O meu bilhete (que era também o cartão de acesso ao hotel)
  • A afluência: Ficar em filas durante grande parte do dia (a espera nas atrações mais populares em época alta pode superar 2 horas) pode ser frustrante, em particular para quem viaja com crianças pequenas. Para mais, impede que se aproveite em pleno os parques. Há vários fatores que influenciam o número de visitantes: fins de semana, feriados e férias escolares - sobretudo em França, mas também no Reino Unido, em Espanha, na Bélgica, etc. -  implicarão naturalmente mais visitas. Outros agentes relevantes são o tempo, a permissão ou não da entrada de visitantes com passe anual (aos quais alguns dias estão bloqueados, de acordo com o "calibre" - *cof* custo *cof cof* - do passe), greves dos comboios, etc. Podem consultar projeções da ocupação diária nalguns sites, como aqui ou  aqui. Neste último podem ainda, ao carregar no horário de abertura de dias passados, ter acesso a várias estatísticas, incluindo tempos de espera médios e máximos para cada atração, assim como o tempo que estiveram abertas (como percentagem do tempo que era suposto estarem - geralmente é alta porque, havendo interrupções, são breves - devida exceção feita a atrações em remodelação), e gráficos que mostram a variação das filas ao longo do dia. Outro recurso interessante é este conjunto de estatísticas, onde podem informar-se acerca do histórico de tempos de espera - médio, máximo, por hora, por dia e por atração - de vários parques, incluindo o de Paris. Os dias em que lá estive eram relativamente calmos, mas ainda assim havia filas consideráveis. Grande parte das atrações tinha 10 a 20 minutos de espera, e as mais populares tinham entre meia e uma hora, dependendo também da altura do dia.
À entrada das atrações podem consultar uma estimativa do tempo de espera.
  • Os horários: Tenham em conta que as épocas altas têm também horários de abertura mais alargados, o que pode compensar em parte a superlotação. Durante o pico do verão, o parque Disneyland fecha às 23 horas, e o Walt Disney Studios às 20 horas; em setembro, estes fecham respetivamente às 21 e às 18 horas. Podem consultar os horários de qualquer dia através desta página. Quando estive lá, as "Disney Illuminations" começavam às 21h, altura em que as atrações fechavam. Após esse espetáculo, que dura cerca de 15 minutos, é altura de sair dos parques, não havendo nada mais para fazer - embora continuem a poder vaguear pela Main Street USA, que é muito bonita, durante algum tempo. Honestamente, até preferi que o o espetáculo e o fecho do parque ocorressem cedo - isto porque quem fica nos hotéis do resort pode entrar nos parques a partir das 8h30, uma hora mais cedo do que quem vem de fora, e quis aproveitar isso. Chegar lá a essa hora implicou acordar pelas 7h30, por isso ao fim do dia acabava por querer deitar-me cedo!
  • O entretenimento e as atrações: Há vários espetáculos sazonais, e outros que vão sendo alterados devido a eventos. Podem consultá-los aqui. No entanto, o mais importante é saber que atrações estarão fechadas aquando da vossa visita. Os parques estão abertos durante todo o ano, o que significa que as renovações e reparações são feitas em dias de abertura. Assim, é provável que várias atrações estejam fechadas num dado dia - sobretudo no contexto do EEP, um plano de revitalização do parque (que surgiu a propósito do 25º aniversário do parque; felizmente, porque a Disneyland de Paris tem um grande histórico de descuido e falhas de manutenção, potenciado pelos seus problemas financeiros). Podem consultar o plano integral de renovações aqui, ou saber o que estará encerrado num dado dia aqui. Dessa forma, evitam a desilusão de verem a vossa atração preferida indisponível quando chegarem! Notem que é mais provável que haja um número superior de encerramentos em épocas baixas. O mesmo acontece com restaurantes, sobretudo os de serviço à mesa. Aquando da minha estadia, a única atração que gostaria de ter experimentado e estava fechada foi a 'Phantom Manor'. A sua remodelação foi prolongada várias vezes, e ainda está em curso - é suposto ser terminada no início de 2019, após um ano de inatividade. Pelo que li é fantástica, e estou curiosa com as alterações que lhe foram feitas durante este tempo todo (vi algumas "photo tours" e ouvi narrações: pareceu-me gira, com potencial para ficar ainda melhor)!
A 'Phantom Manor', fechada para remodelação (snif)
  • O tempo: A meteorologia na zona onde está situada a Disneyland é algo imprevisível. Como é natural, agendar a viagem para os meses de outono/inverno é particularmente arriscado. No entanto, é sempre impossível ter a certeza de que o tempo estará perfeito, qualquer que seja a estação. Para terem uma ideia de como ele varia ao longo do ano, podem utilizar sites como este. Obviamente, as previsões meteorológicas não são feitas com antecedência suficiente para que se possa planear de acordo com elas; ainda assim, convém consultá-las uns dias antes da data marcada, para que possam levar convosco itens que minimizem os "estragos" de um tempo desfavorável. Um dia fresco não é mau, mas chuva ou temperaturas muito baixas tornam mais difícil usufruir do resort. Apesar disso, os piores meses neste aspeto - dezembro, janeiro e fevereiro - não são necessariamente terríveis, graças a algumas "características redentoras". Janeiro e fevereiro são dos meses mais tranquilos e económicos. Por norma, um tempo pior significa filas menores. Honestamente, não sei quais preferiria entre esses e os meses apinhados e quentes de verão! Foi muito agradável para mim estar lá com um tempo ameno; houve alguns chuviscos, mas nada de grave. Quanto a dezembro, tem o charme dos festejos de Natal - o que nos leva ao próximo ponto:
  • A época: As festas tomam particular relevância num parque temático, sobretudo num da Disney. Destacam-se dezembro e o início de janeiro, altura em que os parques tendem a estar particularmente bonitos devido às decorações natalícias; há ainda entretenimento sazonal. Notem contudo que, apesar de o mês de Natal ser dezembro, as festividades começam em Novembro (este ano, no dia 10). Podem portanto aproveitar para visitar os parques *em todo o seu esplendor festivo* mais cedo, com as vantagens que isso implica: tempo ligeiramente melhor, preços bastante mais baixos e parques muito mais calmos. Outubro é outro mês em que os parques estão enfeitados de forma diferente, devido ao Halloween. As iniciativas lhe associadas costumam durar o mês inteiro (este ano, do dia 1 de outubro ao dia 4 de novembro). Não esquecer outros eventos, como aniversários, particularmente os redondinhos. Por exemplo, o 25º, sendo em abril, teve direito a comemorações que duraram de março de 2017 até setembro... Do ano seguinte :P Podem conhecer o entretenimento sazonal programado aqui (completo) e aqui (semanal). No dia anterior à minha chegada um teatro que gostaria imenso de ter visto, "Mickey et le Magicien", foi descontinuado. Tive azar nisso! No entanto, estive lá nos últimos dias dos festejos do 25º aniversário, o que me permitiu assistir aos espetáculos celebrativos e ter acesso a merchandise comemorativo.
Imagem sem nada a ver com o texto para vocês não se cansarem (tanto) de ler :P
Marcar e planear a viagem. Particularmente se não fizerem as reservas através de uma agência, algumas coisas podem ajudar-vos a fazer uma viagem mais económica e confortável:
  • Os bilhetes: A Disney tem por norma vários descontos em vigor simultaneamente - podem consultá-las nos seus sites oficiais em várias línguas. No entanto, estas ofertas são diferentes para cada versão do site. Sendo possível marcar a vossa viagem em qualquer uma delas, independentemente da vossa nacionalidade, conseguem ter acesso a uma gama bastante grande de promoções! Não é difícil comprar bilhetes através do site, e se não estiverem confortáveis com uma língua basta que usem um tradutor para ajudar a compreender. Claro, talvez não seja recomendável recorrer a sites de línguas que não sejam minimamente inteligíveis, porque os tradutores online são falíveis e pode dar confusão. Para estadias a partir de três dias, poderá compensar comprar um passe anual, mesmo que não pretendam fazer mais visitas.
  • O hotel: Estive no hotel Cheyenne e fiquei muito satisfeita. Li muitas reviews antes de escolher, e o consenso é que esta é a melhor opção económica dentro do resort. Para ir do hotel até aos parques é preciso fazer uma pequena caminhada (cerca de 15 minutos), mas se preferirem há sempre autocarros a circular entre os hotéis e os parques. Planeio fazer um post em separado sobre o hotel (e as alternativas), portanto fiquem atentos! Quando o fizer, incluirei o link para ele no início deste post. 
O edifício do Hotel Cheyenne em que fiquei
  • A duração: Eu estive no resort durante 3 dias. Inicialmente tinha pensado em ficar apenas 2, porque receei que 3 fosse excessivo, mas logo percebi que não. Apesar de ter chegado tão cedo quanto possível no primeiro dia (acordei às 3h30 para apanhar o avião de madrugada, fui direta para o hotel de autocarro, fiz o check in e dirigi-me para o parque) e acordado cedo nos restantes, de ter ido em época baixa e de me ter informado previamente quanto à organização dos parques, apenas consegui andar uma vez na maioria das atrações, saltando as fechadas e as que não me apelavam muito. Isto apesar de ter andado imenso - segundo o meu polar, uma média de trinta e tal passos por dia - e parado apenas para comer (em restaurantes de serviço de balcão) ou para guardar lugar para as paradas e o espetáculo noturno, aos quais apenas não assisti no último dia. Só repeti quatro atrações: a 'Hollywood Tower of Terror', a 'Big Thunder Mountain', os 'Piratas das Caraíbas' e o 'It's a Small World'. Os parques são enormes. Há imensas coisas para ver e visitar para além das atrações, como walk throughs ou espetáculos, e o parque principal (que é lindo e particularmente grande) divide-se em cinco "terras" muito bem construídas e decoradas, em arranjos temáticos que fazem delas bem mais do que a soma das suas atrações. Certamente quererão também levar convosco algumas lembranças, e há imensas lojas com muito por onde escolher. Em suma, não acho que 3 dias sejam de mais. No entanto, podem obviamente ter maiores restrições temporais, quer por razões de disponibilidade quer por razões financeiras, e estar lá nem que seja 1 dia continua a valer completamente a pena! Simplesmente, impõe-se uma maior seletividade quanto ao que querem fazer. Se a visita for de 1 dia, recomendo que comprem o bilhete para apenas um parque, ou seja, que visitem só o Disneyland Park e deixem de fora o Walt Disney Studios. O acesso a este último está incluído em todos os bilhetes para mais de um dia, mas é opcional nos restantes, sendo nesse caso necessário pagar um pouco mais para ter o bilhete duplo ("park hopper"). Embora este segundo parque tenha algumas atrações, espetáculos e áreas giros, não o achei tão interessante ou estético como o principal. Gostei bastante da 'Crush's Coaster', da 'Tower of Terror', da 'Rock 'n' Roller Coaster' e da mini área do Ratatouille. Na minha opinião vale a pena irem pelo menos a essas atrações - se dispuserem de vários dias. Não sendo esse o caso, julgo que é preferível explorar melhor o parque Disneyland, e mesmo assim não conseguirão ver tudo.
Entrada do parque Walt Disney Studios
  • O que levar: A zona da Disneyland Paris não tem um tempo estável. Protetor solar, chapéus e casacos são indispensáveis, pouco importa a época. Recomendo que levem também impermeáveis, porque mesmo que a precipitação seja ligeira torna desconfortável andar nos parques. Eu comprei este, por ser barato e prático (além de ser leve e ocupar pouco espaço, dá para acondicionar o casaco todo num dos bolsos e fechar). Até como corta-vento e para o frio dá jeito: fica mais fresco ao fim da tarde, mas transportar um casaco 'normal' durante todo o dia é inconveniente. Usei uma mochila para transportar os casacos, bem como a água, o protetor solar, os chapéus e alguns snacks. Aconselho-vos a levarem coisas práticas - barras, frutos secos, bolachas, fruta desidratada, sandes (se tiverem oportunidade de preparar),... A comida nos parques é bastante cara: um potinho de salada de fruta é capaz de custar 5€, por exemplo. Se vão ficar mais de um dia, levem 2 pares de calçado confortável e uns chinelos (depois de andar o dia todo é ótimo poder chegar ao hotel e descalçar as sapatilhas). Pensos rápidos podem dar jeito, para a eventualidade de fazerem pequenas feridas, que são incómodas quando se planeia estar de pé durante muitas horas. Se têm problemas de pele que podem ser agravados pelo calor e pelas caminhadas, levem cremes apropriados. O meu irmão fica com assaduras nas coxas quando anda muito, por isso compramos este creme antifricção para aplicar de manhã e um outro (à base de óxido de zinco) para aplicar à noite. Uma garrafa de água é útil: podem enchê-la nas fontes que há nos parques. Se enjoam com facilidade, levem comprimidos para o enjoo. Eu tomei um todos os dias, e no único em que me esqueci de tomar logo de manhã fiquei enjoada durante 2 horas após a segunda diversão a que fui - e nem era uma montanha russa louca, mas sim a "Tower of Terror" (que só se desloca verticalmente). É uma sensação horrível, e impede de desfrutar outras atrações, o que é uma pena - portanto se forem como eu lembrem-se dos comprimidos. Notem que "selfie sticks" são proibidos nos parques. Não tentem usá-los, sobretudo não numa atração: é bastante possível que a evacuem, o que, para além de embaraçoso, fará com que toda a gente que esperou uma hora para andar nela vos odeie.
Algumas coisas que levei para o caso de ter fome à tarde ou à noite
  • O transporte:
    • Do aeroporto Orly
      • De comboio: Podem utilizar o metro Orlyval para chegar à gare d'Antony, onde devem apanhar o comboio da linha RER B até Châtelet–Les Hâlles (direção Charles-de-Gaulle / Mitry-Claye). Nessa estação, mudam para a linha RER A (direção Boissy-St-Léger / Marne-la-Vallée), que vos leva até às portas do parque (estação de Marne-la-Vallée–Chessy). Podem consultar os plano de linha e horários (nas direções relevantes) aqui e aqui (RER A) ou aqui e aqui (RER B). Eu não fui de comboio, tendo optado pelo shuttle que menciono abaixo, mas no final utilizei o RER e o metro para chegar a Montmartre, partindo da Disneyland. Não tive nenhuma dificuldade em fazer o trajeto - o serviço está bem organizado e, tendo-me informado sobre ele antes da viagem, conhecia o sistema de antemão. Se optarem por este meio, julgo que pagarão cerca de 19€ pela viagem (9€ pelo Orlyval e 10€ pelo RER, para adultos - em ambos casos o preço é reduzido para metade no caso de crianças dos 4 aos 10 anos, e menores de 4 anos não pagam). Penso que o percurso demorará cerca de 1h30, embora naturalmente a duração dependa de vários fatores.
      • De autocarro: O magical shuttle leva-vos diretamente à entrada dos parques, ou à de qualquer hotel do resort. Foi este o meio que utilizei. É bastante mais rápido do que o trajeto de comboio (demorando cerca de 1 hora), e não têm de fazer transbordos. Adicionalmente, o preço não difere muito do que custariam os bilhetes de comboio: 23€ para adultos, 10€ para crianças (2-12 anos), gratuito para bebés. Há ainda descontos de grupo. O autocarro é espaçoso e confortável, com internet a bordo. Parte aproximadamente de hora a hora, entre as 9 e as 20h. Podem consultar os horários exatos aqui.
      • De carro: Particularmente se forem um grupo, se o vosso hotel estiver fora do resort da Disney numa zona sem acesso fácil a transportes públicos ou se chegarem a horas em que outros meios não estão disponíveis, um carro pode ser uma boa opção. Podem optar por apanhar um táxi à chegada, ou alugar um carro - por exemplo, através da Hertz, parceira oficial da Disneyland Paris.
    • Do aeroporto Charles de Gaulle:
      • De TGV: No terminal 2 do aeroporto Charles de Gaulle, na mesma estação da linha RER, passam comboios TGV, que em cerca de 10 minutos vos levam até Marne-la-Vallée–Chessy. No caso de partirem dos terminais 1 ou 3, terão de apanhar o CDGVAL para o terminal 2 (vejam um esquema simples aqui). O preço costuma rondar os 20€, mas depende de vários fatores. Podem consultar mais informações aqui. Penso que no caso de partirem deste aeroporto esta será a melhor opção.
      • De comboio "normal": O comboio da linha RER B passa pelos terminais 2 e 3 do aeroporto Charles de Gaulle. No caso de partirem do terminal 1, podem chegar ao 3 utilizando o metro CDGVAL (esquema simples aqui). Depois de entrarem no comboio (linha RER B, direção Robinson / Saint-Rémy-lès-Chevreuse) vão até Châtelet–Les Hâlles, onde mudam para a linha RER A (direção Boissy-St-Léger / Marne-la-Vallée), que vos leva até às portas do parque (estação de Marne-la-Vallée–Chessy). Podem consultar os planos de linha e horários (nas direções relevantes) aqui e aqui (RER A) ou aqui e aqui (RER B). Penso que os bilhetes do RER neste caso ficarão por cerca de 17€ (o preço é reduzido para metade no caso de crianças dos 4 aos 10 anos, e menores de 4 anos não pagam). Demorarão provavelmente cerca de 1h30 neste trajeto.
      • De autocarro: O magical shuttle também está disponível a partir do aeroporto CDG, e demora cerca de 1h a chegar à Disneyland. Podem consultar as informações relevantes aqui. Assim como no caso do do Orly, este shuttle fica por 23€ por adulto e 10€ por criança com idade entre 2-12 anos (menores de 2 anos não pagam).
      • De carro: Como a partir do Orly, podem viajar de taxi ou alugar um carro (a Hertz também aluga carros no CDG).
    • De outras zonas de Paris: Os meios de transporte disponíveis variam muito de zona para zona, por isso o melhor é verem qual a opção mais conveniente no vosso caso. Normalmente haverá uma combinação de autocarros, metro e RER que vos sirva, mas também pode haver shuttles específicos para a Disneyland que sejam mais práticos.
A entrada para a estação de Marne-la-Vallée, que fica ao pé dos parques.

Organizar o dia nos parques. O espaço é enorme, e há muito entretenimento. Se não se conseguirem orientar de forma produtiva, podem acabar por sair da Disneyland a sentir que não viram ou fizeram o suficiente. Alguns elementos podem ajudar-vos a esperar o mínimo possível nas filas, e a aproveitar bem o(s) dia(s):
  • O horário: O início da manhã é a altura mais desocupada dos parques, ideal para ir a algumas atrações com muita procura sem que se tenha de esperar demasiado tempo. Se ficarem num dos hotéis do resort, tentem estar aos portões por volta das 8h30, para beneficiarem do "Extra Magic Time", hora entre as 8h30 e as 9h30 a que têm direito exclusivo (notem que nem todas as atrações estão abertas nesta hora; podem ver quais estão aqui). Aviso que costuma haver fila para passar pela segurança (scanners corporais e para as malas/bolsas), e também para entrar nos próprios parques. Se não ficarem alojados num hotel da Disneyland, apenas podem entrar a partir das 10h, oficialmente. No entanto, sugiro que cheguem antes, pelas 9h30, porque já podem entrar a esta hora. A posição da Disney é algo estranha - como provavelmente terão reparado, a hora "especial" para os clientes dos hotéis acaba às 9h30, pelo que não faz sentido que os parques abram apenas às 10h para os restantes visitantes. Provavelmente esta informação deve-se a ser às 10h que abrem todas as atrações, sendo contudo permitido aos visitantes entrar um pouco mais cedo (às 9h30); recomendo que o façam, para que possam aproveitar ao máximo o dia e evitar filas maiores, tanto à entrada como nas atrações.
  • A informação: Há mapas/guias em várias línguas nos parques. Para além disso, a app oficial da Disneyland Paris é muito útil: nela podem consultar horários de espetáculos, o mapa (incluindo a vossa localização), tempos de espera, etc. Isto ajuda imenso a orientar o itinerário de forma reduzir o tempo em filas, sem que se tenha de ir às atrações para conhecer os seus tempos de espera (na pior das hipóteses, para descobrir que estão fechadas). Este twitter também fornece informações práticas em tempo real, algumas das quais não encontram na aplicação móvel, como os "fastpasses" (ver abaixo) que já se esgotaram e algumas estatísticas interessantes. Apesar de a Disney ter exprimido a pretensão de estender a rede Wi-Fi à totalidade dos parques em 2018, isto ainda não aconteceu - oficialmente. Enquanto estive lá, consegui aceder à internet do resort em quase todos os locais do parque. Assim, podem utilizar estes recursos sem recorrer a dados móveis. Fora dos parques, há Wi-Fi nalguns restaurantes da Disney Village - nomeadamente no McDonald's, no Starbucks e no Earl of Sandwich - e nos hotéis.
Também há em vários sítios este tipo de sinal com indicações :)
  • O sistema "fastpass": Para evitar as filas, podem tirar proveito dos "fastpasses", que estão disponíveis em muitas das atrações (lista aqui). Em qualquer atração que disponha do sistema, há locais sinalizados onde os podem arranjar. Nesses locais está indicado o intervalo de tempo (com a duração de 30 minutos) em que os bilhetes que estão a ser oferecidos no momento vos permitirão visitar a atração. Caso este horário vos convenha, basta que passem o vosso bilhete no scanner para obterem um fastpass. Com este, podem voltar mais tarde (dentro do intervalo marcado) e ir para uma fila especial - mais curta - assinalada com uma tabuleta onde está  gravada a palavra "Fastpass". Ao apresentarem o fastpass, podem avançar, e a espera é substancialmente mais curta do que na fila normal: o número de passes distribuídos é controlado de forma a moderar as bichas, distribuindo as pessoas ao longo do dia. No entanto, só podem tirar um novo fastpass 2 horas após terem tirado o anterior, ou quando começar a janela temporal deste, se isso acontecer primeiro; o próprio fastpass refere a hora a partir da qual podem tirar o próximo. Se ficarem hospedados em certos quartos dentro do resort - mais especificamente em quartos Castle Club do hotel Disneyland ou em suites (que existem em todos os hotéis excepto o Santa Fe, o Cheyenne e o Davy Crockett Ranch) -, têm direito ao "fastpass VIP", que é de utilização ilimitada. Podem usá-lo como qualquer outro, onde o serviço estiver disponível, mas não o entregam ao entrar na fila. Existe também uma versão mais limitada deste fastpass, chamada "Disney Hotel Faspass" (para hóspedes dos restantes quartos do Hotel Disneyland, dos quartos Empire State Club do Hotel New York, dos quartos Golden Forest Club do Hotel Sequoia Lodge, e dos quartos Compass Club do Hotel New Port Bay). Esta é igual em todos os aspetos à versão VIP, mas não pode ser usada entre as 13h e 16h. Caso não disponham destes fastpasses especiais, há atrações nas quais, dependendo da época, não vale a pena "gastar" fastpasses. Vou fazer uma publicação específica sobre as atrações, e lá entrarei em mais detalhes. 
O aspeto dos fastpasses

Zona para tirar fastpasses do 'Indiana Jones and The Temple of Peril'
Zona para tirar fastpasses da 'Big Thunder Mountain'
  • As filas "single rider"Outra forma de esperar menos é recorrer às filas "single rider". Podem usá-las se não se importarem de andar nas atrações num lugar aleatório, ou seja, não à beira de gente que conheçam. A maioria das pessoas vai em grupos que quer manter, e os carrinhos/vagões/barcos/... têm geralmente filas de 2 a 4 pessoas; o mais comum é acomodarem um total de 4 pessoas (divididas por 2 bancos). Desta forma, surgem muitas vezes lugares vagos (consequência de se colocar, por exemplo, um grupo de 3 pessoas num carrinho de 4) que são difíceis de preencher, porque os grupos seguintes também não se querem separar. Assim, são por vezes criadas filas para "passageiros únicos", que preenchem essas vagas. Normalmente, estas filas têm menos de metade do tempo de espera da fila normal. No entanto, este sistema apenas está disponível em 5 atrações (podem saber quais aqui).
  • A ordem: Uma coisa que não considerei antes de partir foi - eu não tenho uma resistência física ilimitada. Não se pensa nisso ao planificar a viagem, mas correr de atração em atração e ficar horas em filas de pé cansa. Bastante. Fiz uns bons quilómetros diários e acordei sempre cedo para aproveitar o tempo, pelo que acabei cada um dos dias a rastejar até ao hotel, *ligeiramente* exausta (apesar de fazer exercício físico com uma frequência relativamente elevada). Assim sendo, tentem alternar atrações curtas que implicam muito tempo de espera com atividades que vos deixem descansar: comboios, espetáculos, comer, barquinhos, etc. Sobretudo se forem com crianças!
Exemplo da quantidade absurda de passos que dei num dos dias - e o pior é que quando não estava a andar estava de pé em filas :P
(Ignorem a sujidade do relógio)
  • Malas e Óculos nas Atrações: Antes de ir tinha algumas dúvidas em relação a como seria possível transportar malas/mochilas nas atrações, especialmente nas montanhas-russas. Na verdade, estas vão por norma no chão do carrinho em que vocês estão. No caso de atrações mais rápidas e com loops, aconselho-vos a colocá-las entre os pés de forma a prendê-las  - desta forma, ficam mais seguras e é improvável que caiam ou sejam sacudidas durante a "viagem". Nas atrações mais calmas é por vezes permitido que levem os vossos sacos ao colo. Quanto aos óculos, não tive qualquer problema - andei em todas as atrações mais bruscas, e mesmo nos loops e abanões nunca senti que me iam cair. No entanto, se sentem que os vossos estão um pouco largos ou têm medo que escorreguem, podem sempre utilizar uma daquelas 'fitas' que se prendem nas hastes e se passam por trás da cabeça.
  • A comunicação: Se falarem inglês e/ou francês, não terão qualquer problema para comunicar. Embora em menor grau, o espanhol também é bastante utilizado. Alguns avisos e mensagens são transmitidos em várias línguas: francês (sempre), inglês (sempre), espanhol (frequentemente), holandês (por vezes), italiano (por vezes) e alemão (raramente), pelo que ouvi. Ouve-se pessoas a falar nas mais variadas línguas nos parques, ao ponto de nem parecer que se está em frança. Ouvi muito inglês, francês, italiano, espanhol e holandês, mas também japonês, chinês, alemão, português (inclusivamente do Brasil!), etc. Contudo, o português quase nunca é utilizado: os guias e as instruções estão disponíveis em imensas línguas mas nunca em português, e apenas ouvi um cast member a traduzir para português o que tinha dito em inglês e francês (os portugueses que estavam na atração fizeram logo uma festa). Assim sendo, se não falam inglês nem francês será um pouco mais difícil comunicar, e o melhor será tentarem perceber e falar em espanhol, mesmo que aldrabado.
  • As lojas: Há imensos sítios onde podem fazer compras. As maiores lojas encontram-se fora dos parques, na Disney Village, mas há também várias espalhadas pelos 2 parques - particularmente na Main Street USA e na entrada do Walt Disney Studios, mas não só. Há ainda, à saída de muitas das atrações, lojinhas com merchandise tematicamente relacionado com a atração.
Loja na Disney Village
Mais edifícios comerciais, já dentro do parque (na Main Street USA)


Ainda a Main Street
Compras em sacas adoráveis da Disney :D

Claro que comprei uma forma para fazer bolos com a cara do Mickey :P
  • As fotos: Por cerca de 70€, podem aderir ao serviço Photopass+. Dar-vos-ão um cartão, que podem apresentar aos fotógrafos oficiais para reunir as fotos que vos tirarem num ficheiro digital (ao qual têm acesso). Os fotógrafos estão quase unicamente presentes em encontros com personagens. O photopass+ também vos permite guardar as fotos que são automaticamente tiradas nalgumas das atrações (que ficam sempre lindíssimas, especialmente nas montanhas russas :P). Estas fotos podem ser compradas individualmente (sem photopass+), mas o preço é ainda mais ridículo: cerca de 16€ por uma foto. No caso de aderirem a este serviço, o download das fotos é feito através de códigos QR ou alfanuméricos que se encontram marcados nas próprias fotos, exibidas à saída - basta usar a app oficial para adicionar as ditas fotos ao portefólio do photopass+. No entanto, pelo que li, a qualidade das fotos obtidas através dos códigos QR/alfanumérico não é grande coisa. Julgo que se quiserem uma melhor versão da fotografia terão de pedir no balcão de venda à saída da atração (sem custos extra, no caso de terem o photopass+). Não conheço todos os detalhes, uma vez que não aderi ao serviço. Não fui a nenhum "meet & greet", e as fotos que tirei com a máquina fotográfica e o telemóvel foram suficientes. Talvez compense se planeiam conhecer muitas personagens, ou se quiserem ficar com várias fotos tiradas durante as atrações. Para fotografias de grupo, praticamente qualquer pessoa a que peçam para tirar o fará de bom grado. Eu tirei uma a uma senhora com o seu filho, que mo pediu em português - corrigindo rapidamente para inglês, enquanto eu já estava a responder que "claro que sim" em português :P (Também me aconteceu estar a segurar a porta para deixar passar uma senhora com um bebé, e ela dizer-me "obrigad--- thanks!")
  • Os espetáculos: Vou fazer um post em separado sobre isto, porque tanto a "Disney Stars on Parade" como as "Disney Illuminations" me renderam um exagero de fotos, todas algumas das quais gostaria de partilhar com vocês. Por outro lado - e havendo uma relação de causalidade algures -, ambos os espetáculos merecem a atenção que lhes pretendo dar, uma vez que são absolutamente adoráveis!
Pormenor de uma parada ("Disney Stars on Parade") 
O castelo durante o espetáculo noturno "Disney Illuminations"
  • A alimentação: Também merecerá o seu próprio post, até porque várias pessoas solicitaram dicas para poupar na alimentação na Disney - efetivamente, os preços por lá tendem a ser exorbitantes, mas há formas de contornar (até certo ponto) isto. 

    2 comentários:

    1. Grande post. De tamanho, é certo, mas com dicas boas =)
      Já lá fui, há muitos anos.
      Por um lado até queria voltar, mas acho que mete mais piada para as crianças.

      Beijocas

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    2. Um post bem completo e que espero que um dia me venha a ser útil! É que quero muito ir à Disneyland. :)
      --
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